19 de março de 2012

Minha Primeira Alta Montanha: os desafios do Cordón del Plata

Após quatro meses de intenso preparo físico e busca por informações, parti, no dia 14 de janeiro, para uma aventura até então inédita para mim, em ambiente de alta montanha. Integrando a expedição da Associação Caxiense de Montanhismo (ACM), pude presenciar todas as etapas de um típico planejamento desse porte, compreendendo sua complexidade com maior profundidade. Foram 15 dias de conquistas, contratempos e muitas descobertas. Momentos que nunca esquecerei... uma verdadeira escola ao ar livre.

Esse depoimento, resumido, apresenta as principais situações que vivenciei, enriquecido com fotos tiradas na montanha e textos curtos extraídos diretamente de meu diário de campo. Tendo sido minha primeira aventura em alta montanha, eles poderão servir como um guia geral para futuros montanhistas interessados. 
Agradeço ao Lucas, Thomas e Camila pelo convite e auxílio prestado em minha primeira expedição em alta montanha, e a todos os demais amigos e membros que fazem da ACM uma associação do mais alto nível.

Para acessar meu Diário de Campo com informações detalhadas, clique aqui.


META: na Rota 7, já na Argentina, o autor indica o alvo principal da expedição: o Cerro Plata, com seus 6.100  m.s.n.m, a montanha mais alta do maciço do Cordón del Plata (crédito de imagem: Marcelo Nava – arquivo pessoal).

LAR DOCE LAR: à esquerda, o autor e seus diferentes pernoites ao longo da longa viagem; à direita, já hospedado na montanha, durante os dias de aclimatação inicial antes de partir para os acampamentos de altitude; na foto, o destaque indica o Refúgio da Universidade de Cuyo.


CIDADE DE MENDOZA: Membros da expedição comemoram a chegada à Mendoza. À partir da esquerda: Lucas, Thomas, Camila, o autor Marcelo e Cauê. 



INTRUMENTAÇÃO: Equipamentos eletrônicos de medição foram importantes para a coleta de dados e registro de diversas informações: à esquerda, o GPS Garmin Etrex Vista HCx forneceu medidas de altitudes, distâncias e coordenadas, além de possibilitar a marcação de rotas, tracks e waypoints. O oxímetro, por sua vez, teve sua relevância comprovada para monitoramento de importantes condições fisiológicas, informando o nível de aclimatação em cada etapa da expedição.


CONJUNTO COMPLETO: todo o equipamento reunido durante a primeira caminhada de aproximação. Consegui reduzir a carga total para confortáveis 19 kg. 


PANORAMA GERAL: Em imagem gerada pelo Google Earth, é possível observar toda a extensão de montanhas englobada pela expedição. A flecha verde, no centro do mapa, indica a posição exata do Refúgio da Universidade de Cuyo (2432 m), onde ficamos hospedados para a aclimatação inicial. Os demais pontos de interesse são: 
(1) Vale das Morenas Coloradas, formado pela passagem de uma grande geleira há milhares de anos;
(2) La Cadenita, uma “rede” de pequenas montanhas em sequência, atingindo até 4100 m, ideal para aclimatar;
(3) O “Vale de Pedras” (3812 m), local de minha primeira caminhada em altitude;
(4) Acampamento I – Las Veguitas (3200 m);
(5) Acampamento II – Las Veguitas Superior (3350 m);
(6) Acampamento III – Piedra Grande (3517 m);
(7) Acampamento-base – El Salto d´água, passando pelo Infernillo na aproximação (4284 m);
(8) Acampamento avançado – La Hoyada (4681 m);
(9) Cerro Adolfo Calle (4300 m);
(10) Cerro Colorado (4500 m);
(11) Cerro Rincón (5300 m);
(12) Cerro Vallecitos (5500 m);
(13) Cerro Plata (6100 m).


PRIMEIRA EXPERIÊNCIA EM ALTITUDE: minha saída do Refúgio de Cuyo, às 9h45 de uma manhã muito encoberta por uma grossa névoa, tornando a visibilidade não maior que 15 metros. Aproveito a oportunidade para “estrear” a vestimenta impermeável, as botas, os bastões e os óculos. Ao longo do caminho, fui percebendo os equívocos, que valerem como importantes aprendizados. Mantive um passo lento e contante, permitindo que meu organismo se acostumasse gradativamente com cada incremento vertical. No final, fiquei bastante satisfeito. Não apresentei sintomas de mal de altitude, apesar do cansaço desse primeiro dia.


NOVOS AMIGOS: com os argentinos Matias e Kevin. Os cachorros do Refúgio de Cuyo me acompanharam durante cada passo. Donos de um vigor físico invejável, esses animais não são afetados pela altitude (conta-se que já atingiram o cume do Plata diversas vezes, brincando o caminho inteiro). Ao fundo, o maravilhoso acampamento verdejante, logo acima da zona de refúgios, guarda paisagens deslumbrantes. Assim como os demais acampamentos, Las Veguitas é alimentada com farta água cristalina. Nesse local, já havíamos cruzado todo o acampamento e seguiríamos pelo caminho “errado” até a descoberta do surpreendente “Vale de Pedras”.


NO TOPO DO VALE: paisagem do ponto mais alto atingido (3812 m). Lá embaixo, corre o pequeno córrego, há uma distância de cerca de 400 metros verticais. Mais alguns metros à frente, o vale faz uma curva para a esquerda, possivelmente conduzindo aos acampamentos mais avançados. Sem querer, descobrimos um caminho nada convencional, uma espécie de “atalho” em uma região muito pouco (ou quase nada) frequentada.


ALMOÇO: após o meio-dia, o sol apareceu com força total, aumentando a temperatura em mais de 15 graus em cerca de 10 minutos. Esse fenômeno, como pude perceber durante toda a expedição, é muito comum na montanha, provocado pelas massas de ar fria que sobem rapidamente. Estas, ao ocupar as zonas de baixa pressão das altitudes mais elevadas, baixam consideravelmente a temperatura e tornam o ar muito úmido; ao passarem, porém, a transformação no tempo é radical. Na foto, ao fundo, o argentino Kevin preparando a fogueira a 3812 m.


A FUSÃO DE TRÊS AMBIENTES: a fotografia acima mostra uma rara visão: três ambientes distintos reunidos numa mesma cena. Estou bem na transição entre a zona de vegetação (pré-cordilheira) e a zona de pedras (cordilheira central); ao fundo, a zona nevada da montanha (cordilheira principal) compõe o último elemento. 


MOZART CATÃO: como continuação de meu processo de aclimatação, segui com Thomas e Camila para uma viagem turística à região de Las Cuevas. Pouco antes do Parque Provincial do Aconcágua, pela Rota 7, há um cemitério dedicado a homenagear alpinistas falecidos no gigante das Américas. Na foto acima, uma placa de homenagem ao brasileiro Mozart Catão, falecido em 1998 durante tentativa de escalada pela face sul. 


GIGANTE: descanso em frente à face sul do Aconcágua. Com seus 6962 metros, ele é a maior montanha do mundo fora dos limites do Himalaia.


CERRO LOMAS BLANCAS (Ponto 7): meu primeiro cume, na Cadenita. O Lomas Blancas guardará para a posteridade uma bandeira de homenagem ao meu pai, Enildo Nava, que faleceu em junho de 2011 e foi um grande esportista (mostrada no detalhe). 


CAMINHADA: dois momentos distintos: à esquerda, buscando a maior auto-suficiência possível, durante a caminhada de aproximação à zona dos acampamentos; ao lado, preparação final para a segunda fase em alta montanha, em que montanhista e equipamentos unem-se para enfrentar uma natureza mais exigente.


EXPEDIÇÃO: na cena acima, estão Guilherme (de touca preta) e o médico da expedição, Mauro Bertelli (touca azul). Dentro das barracas estão Éverton e Lucas. A partir desse momento, nós 5 partiríamos juntos para o acampamento –base, seguindo uma forma semelhante de aclimatação, em estilo tradicional (Alpino). Esse estilo prega a aclimatação em “degraus”, onde atinge-se uma altitude mais elevada, pernoitando e passando mais 1 ou 2 dias no próprio local antes de realizar um novo avanço. Particularmente, achei a aclimatação em estilo russo mais eficiente, mas o estilo alpino  torna a logística mais simples durante o período nos acampamentos.


“VALE DE PEDRAS”: em um local próximo ao acampamento, descobri esse lindo panorama do Vale de Pedras, local de minha caminhada do primeiro dia. Os traços pontilhados mostram o percurso que realizei juntamente com os três argentinos. Bem ao final do traço, o local onde paramos para fazer a fogueira e almoçar. É possível observar, também, o riacho de degelo. Apenas pela foto, não é possível concluir o quanto esse lugar é imenso.

Recado gravado na rocha para meus amigos, em um trecho do Infernillo.

Acampamento internacional: a presença de europeus, americanos e latinos torna o acampamento-base um valoroso centro cultural outdoor. Muitos vêem no Plata uma boa alternativa (e barata) para a aclimatação visando, dias mais tarde, a conquista do Aconcágua. 

“Nada pode me separar do amor de Deus” – após a homenagem ao meu pai no cume do Cerro Lomas Blancas, tentei repetir a ação em uma das três grandes do Cordón Del Plata.

TREINAMENTO: visando o ataque ao Plata, realizamos um interessante treinamento em um inclinado neveiro, encontrado próximo ao acampamento-base. Bertelli, experiente andinista com curso avançado em escalada em gelo, nos ensinou as 4 formas distintas de deslocamento em paredes de gelo. Na imagem acima, à partir da esquerda, Bertelli, Éverton e eu estamos aplicando a primeira técnica, onde o explorador avança coordenando movimentos de pernas e braços, mantendo-os flexionados. Assim, pude avançar mesmo sem o uso de piolets, uma vez que os bastões de caminhada se fizeram suficientes. Foi meu primeiro treinamento nesse tipo de terreno e a satisfação por usar os grampões pela primeira vez foi imensa. Outra opção de treinamento próximo é no Glaciar dos polacos, uma parede de 60 graus localizada no alto de um rochedo e cortado por um riacho cristalino, logo em frente ao Cerro Rincón.

No caminho para La Hoyada. Na madrugada seguinte, condições climáticas desfavoráveis desmancharam minha barraca e meus planos de fazer o cume do Plata. Exausto após passar uma noite inteira segurando a estrutura da barraca, por questão de segurança resolvi descer na manhã seguinte, abordando aquela que seria a segunda tentativa de ataque.

PORTEZUELO: Na região do acampamento avançado de La Hoyada é possível observar claramente o Portezuelo. Seguindo para a esquerda, é feito o ataque ao cume do Plata; à direita, ao Vallecitos.


RAFTING NO RIO MENDOZA: para compensar, no último dia de expedição, concluí meu primeiro rafting de altitude, com a operadora Argentina Rafting Expediciones, levando na bagagem ótimas amizades.


Ao ler uma interessante reportagem sobre os Mistérios e encantos da Cordilheira dos Andes em uma revista local de turismo, me deparei com a sugestiva frase: “the jagged Andean peaks flanking Mendoza’s western side remain one of the most sublime and impenetrable regions known to man”, ou seja, os fabulosos picos andinos localizados ao leste da província de Mendoza, permanecem como uma das mais sublimes e impenetráveis regiões conhecidas pelo homem. Essa constatação serviu de consolo e auxílio a aprofundar nosso respeito pela montanha.

ACM: todos reunidos para a foto oficial da expedição, em momento de descontração no refúgio de Cuyo.

Dados coletados em campo


DIAGRAMA DE ASCENSÃO: após monitorar e registrar as informações de altitude com o GPS, montei esse interessante gráfico, que apresenta a evolução altimétrica de meu planejamento.  O eixo vertical mostra a atitude, em metros, e o eixo horizontal, o tempo em horas, ao longo dos 14 dias de expedição. Nos 5 primeiros dias, é possível verificar o padrão de aclimatação, seguindo a tendência de se tentar atingir grandes altitudes durante o dia e regressar para altitudes bem inferiores durante a noite (refúgio), para uma boa recuperação. A partir do sexto dia, em estilo alpino, começaram as caminhadas de aproximação e montagem de acampamentos. Nesse caso, a evolução seguiu um modelo de “escadas”, atingindo-se altitudes maiores gradativamente e dormindo pelo menos um dia no local. A região pontilhada em vermelho no gráfico indica a previsão inicial do meu planejamento, ou seja, a conquista do cume do Plata e o retorno ao refúgio. Porém, em função das duras condições climáticas, esse plano foi abortado, a descida ocorreu um dia antes e incluí um rafting no Rio Mendoza. 


SISTEMA DE RASTREAMENTO PESSOAL: nessa expedição, testei o recém adquirido SPOT, um aparelho que permite enviar sinais via satélite em locais onde não há cobertura celular. Na imagem acima, retirada do Google Earth, os pontos azuis indicam as coordenadas geográficas nos principais momentos da expedição, recebidos por meus amigos e familiares através de seus correios eletrônicos ou mensagens SMS.

Os grupos de pontos acima indicam:
(1) La Cadenita
(2) Zona de Refúgios
(3) Caminhadas de Aproximação
(4) Acampamento El Salto e La Hoyada
(5) Portezuelo
(6) Cerro Plata
(7) Cerros Vallecitos e Rincón

15 de março de 2012

1° Encontro de Montanhismo de Flores da Cunha



Dia 01/04, domingo, a ACM irá realizar um encontro no mirante Gelain/ Bordin em Flores da Cunha, com a intenção de reunir pessoas com interesses em atividades de montanhismo.

O encontro é aberto a todos interessados.

As atividades do dia serão:

            10 horas – abertura do encontro com um bate-papo sobre o local, as vias de escalada e um resumo e organização das atividades;
            - caminhada com aproximadamente de 2 horas de duração, dificuldade média, em trilha de mato com visitação a um mirante natural e visitação superior da cascata, onde se visualiza o rio das Antas e seu vale e as paredes de escalada do local;
            - escalada com segurança de cima, para quem quiser conhecer uma escalada em rocha ou pessoas que não querem fazer escalada guiada,
            - várias rotas de escalada disponíveis, graduadas de 5º a 8º grau, variando de 25 metros a 90 metros de extensão. Haverá indicação dos acessos a estas rotas pelo pessoal da organização. Podem ser visualizadas na croquiteca da ACM
Menores de 18 anos só participarão das atividades acompanhadas dos responsáveis.

A organização se dá ao direito de vetar a participação de qualquer individuo nas atividades de caminhada e escalada com segurança de cima, se entender que possa haver algum prejuízo aos demais participantes.     

Observação: para as atividades da caminhada e escalada com segurança de cima, solicitamos que façam as reservas, pois haverá limites de participantes, em função da segurança, tempo de realização das atividades e melhor organização.

Haverá no local a possibilidade de comprar água mineral, alguns refrigerantes e pequenos tira-gostos.
Para quem quiser sanduíche (frango ou queijo – com tomate e alface) deve fazer a encomenda antecipadamente pelo email presidente@acm-rs.org.br 

12 de março de 2012

1° Open da Serra Gaúcha de Escalada Esportiva - Festa da Uva 2012


O último sábado da Festa Nacional da Uva reservou um ótimo dia para a realização do 1º Open Serra Gaúcha de Escalada Esportiva! Muito bem acertada a transferência da data do dia 25 de fevereiro para 03 de março, em função das previsões climáticas, o campeonato realizado no Parque de Eventos da Festa Nacional da Uva, em Caxias do Sul teve uma boa participação dos atletas da região, além da grande exposição para os mais de 30 mil visitantes da Festa. Confira abaixo um breve relato do evento!


08:30hs da manhã, céu azul, temperatura agradável e toda a equipe da organização pronta e motivada para encarar a maratona do 1º Open Serra Gaúcha de Escalada Esportiva. No horário determinado os competidores da categoria Amador começaram a chegar para retirar sua credencial e iniciar a preparação para encarar as vias propostas pelo Route Setter Jimerson, conhecido por todos como "Jimão". Para a maioria dos competidores, o primeiro contato com o muro chegou a ser assustador, visto a estrutura muito bem montada, dividida em 07 metros de vertical, 07 metros de negativo muito forte (acima de 45º) e 03 metros de teto!

Como bons cavalheiros, a categoria Amador Feminina foi a primeira a testar os desafios propostos pelo Route Setter. Foram 03 vias bem atléticas, escaladas por todas competidoras, sendo levada em consideração para a classificação apenas as 2º e a 3º vias, onde a caxiense Isadora se deu bem. Logo após iniciou-se a categoria Amador Masculino, que contava com 14 atletas de várias cidades. Foram propostas 03 vias, sendo as primeiras duas escaladas por todos atletas e a via final escalada apenas pelos 05 melhores colocados na segunda via. Motivados pelos gritos e aplausos das acompanhantes e dos expectadores, a final foi marcada por uma via atlética, com quedas emocionantes! Quem se saiu melhor foi o escalador da terra do galo Everton!


Às 16hs iniciou-se a categoria Profissional Feminina, que infelizmente contou somente com uma atleta, o que não afetou a motivação da caxiense Lilian, e mandou muito bem em suas 03 vias, deixando muitos marmanjos com complexo de inferioridade! Logo após entraram em cena os escaladores da Profissional Masculina, misturando atletas da velha guarda (não citaremos nomes para não haver constrangimentos) e a juventude dos novos monstrinhos da região, num clima de muita diversão e um pouco de nervosismo. Foi decidido que todos atletas escalariam as 3 vias, sendo levado em consideração para desempate a segunda via, e a melhor performance na via final consagraria o campeão. As duas primeiras vias seguiram o estilo tranquilo no vertical e atlético no negativo, sendo reservada para a via final, todos os ingredientes de uma bela decisão! Início técnico e maroto, um movimento dinâmico na entrada no negativo com sequência bombante até o final e o teto com poucas agarras para acabar com os braços, foi o que os atletas encontraram como desafio, sendo mais feliz o jovem e talentoso escalador da "casa" Ariel, que foi o único a finalizar a via com muita vibração e aplausos do público!


A premiação foi um show a parte, sendo o primeiro campeonato da região a premiar os atletas até o 5º lugar e distribuindo brindes a todos os participantes. Para a categoria Profissional a premiação foi “dindin” em espécie e para a Amador foram ótimos prêmios, finalizando com chave de ouro essa grande festa!

Confira a classificação completa das categorias!

AMADOR FEMININO:
1º - Isadora Demoliner (Caxias do Sul)
2º - Renata Dal Corno (Caxias do Sul)
3º - Karoline Gilioli (Caxias do Sul)
4º - Gabriela Bertol (Bento Gonçalves)
5º - Luciana Zang (Porto Alegre)

PROFISSIONAL FEMININO:
1º - Lilian Tsuhako (Caxias do Sul)

AMADOR MASCULINO:
1º - Everton Toigo (Flores da Cunha)
2º - Gustavo Aver (Caxias do Sul)
3º - Mateus Scopel (Caxias do Sul)
4º - Anderson Pacheco (Caxias do Sul)
5º - Emerson Ribeiro (Bento Gonçalves)
6º - Cauê Prataviera da Silva (Caxias do Sul)
7º - Rafael Redaelli (Caxias do Sul)
8º - Eduardo Hoffmann (Caxias do Sul)
9º - Emílio Batista (Caxias do Sul)
10º - Francesco Ghizzo (Caxias do Sul / Itália)
11º - Giuliano Dal Bó (Caxias do Sul)
12º - Samuel de Souza (Porto Alegre)
13º - Guilherme Bavaresco (Caxias do Sul)
14º - Guilherme de Souza (Porto Alegre)

PROFISSIONAL MASCULINO:
1º - Ariel Ribeiro (Caxias do Sul)
2º - Bruno Milani (Bento Gonçalves)
3º - Rogério Censi (Caxias do Sul)
4º - Matheus Corrêa (Caxias do Sul)
5º - Guilherme Cansan (Caxias do Sul)
6º - Juliano Perozzo (Caxias do Sul)
7º - Lucas Araújo (Caxias do Sul)


Agradecemos mais uma vez toda a equipe envolvida na realização, as empresas apoiadoras e patrocinadoras e claro, todos os competidores que fizeram deste um dos melhores campeonatos já realizado na Serra Gaúcha!

Apoiadores:
ACM - Associação Caxiense de Montanhismo
ANDAIMES REIS
COPITEC
MT DIGITAL

Patrocinadores:
4 CLIMB
AGARRAS SAURO
BIG WALL Equipamentos para Aventura
CURTLO
DEUTER
GUENOA Bikes e Apetrechos
KAE Equipamentos Eletrônicos
LÉO TINTAS
MAXXIBOLT Componentes para Fixação
SMEL - Secretaria Municipal de Esporte e Lazer
SOLO
SUL TORRES Estruturas Metálicas
RUPESTRE TURISMO
VIA BELLA Multimarcas

Realização:
JIMÃO CENTRO DE ESCALADA
FESTA NACIONAL DA UVA 2012