27 de outubro de 2011

Resultados da segunda etapa do Ranking Caxiense de Escalada



Tudo começou com o Mauro, Presidente da ACM, botando uma pilha pra montarmos um “ranking “da Associação Caxiense de Montanhismo. A primeira etapa foi nos Morangos Hidropônicos e desta vez foi na Academia Estica Vida. O Thomas e eu, instrutores de escalada da academia, ficamos de montar as vias da competição, os Route Setters. Lá vamos nós tirar as agarras da parede, umas 300 agarras, e montar as vias. O Thomas montou as vias da categoria feminino e eu as do masculino, quatro turnos de muito trabalho, dor na virilha de ficar pendurado na cadeirinha e um acidente onde quase furei o olho, depois sempre de óculos. No dia da competição: Dez horas, batendo na porta da academia e ninguém atendia, “bah, e agora”, tinha o celular dele e, já estava vindo, ufa! Chegou o Denis e logo o Ademir, dono da Academia. Bom, muro de aquecimento e local de reclusão, montamos os croquis com o Denis e o Lucas ajudou a montar o muro de aquecimento, marcamos as duas primeiras vias e o Mauro testou as duas primeiras vias do masculino. Por volta de 13:30h começou o feminino, 3 gurias, o Thomas montou umas vias muito bonitas, o público incentivava, a Camila fotografava. Ganhou a “prata da casa”, Isadora, aluna da Academia Estica Vida, demonstrou seus anos de experiência, fez tudo certo e sagrou-se campeã.Lá pelas 16h, começaram os guris, tinha gente forte, o Jimerson, que já fez um 11a na Gruta, o Ariel, gurizão que já mandou 10º em rocha, filho do Gabriel, um dos pioneiros da ACM, o Rogério, também já mandou 10º, o Pedro, de Santa Maria mas filiado a ACM, que foi um dos representantes do Brasil no último mundial de escalada, o Guilherme, outro jovem que já ta no 9c, e muita galera forte, no total, nove competidores e eu, o route setter, que mandou um 9ª na Guta, e muito amor pelo esporte.A primeira via, todos passaram, para dar ânimo pra galera, mesmo assim minhas mãos suavam a cada passada dos competidores. O Lucas e o Mauro fizeram a segurança dos escaladores, em “top rope”, durante todo o evento. O Thomas, eu e o Denis, os Juízes. Na segunda via, o Rafael, que já mandou um 8c na Gruta, fez o mais bonito bote, o final desta via, o público vibrou, mas, só 6 competidores passaram para a final. Eu estava nervoso, mas, demonstro com palhaçadas, sou um tanto brincalhão, a Lu, esposa do Mauro, contribuía com meu bom humor e o evento foi bem prazeroso, apesar de o Thomas e eu estarmos em frangalhos mas, a motivação e amor ao esporte, sobrava. Chegou a final, o Jimerson, grande esperança, caiu na saída, o Pedro caiu antes, o Rogério empatou com o Jimerson, pensei: ...ninguém passando, vou ter que demonstrar a via mas estava tranqüilo, tinha feito até a metade de tênis... de repente o Rafael fez a passada certa e subiu mais que todos, caindo no negativo, sem completar a via mas, sagrando-se campeão da segunda etapa do ranking caxiense de 2011 e fazendo a galera se entusiasmar, era o aluno ganhando do professor, parabéns Rafael. O Jimerson e o Rogério entraram de novo na via para desempatar, todo mundo querendo ver alguém completar a via e o ”Jimão” mandou, conquistando o segundo lugar. Minha idéia de pés ruins e muitas agarras para confundir, prejudicava a leitura da via, era necessário encontrar um caminho no meio, com a garra e o posicionamento certo, conseguiram, parabéns a todos, que no final, após as fotos e as premiações, ajudaram a limpar o local e demonstraram um convívio em sociedade, agora, um banho e namorar com a Jianlise, que descansar que nada, toca-toca, abraço a todos. opa, esqueci de citar a Eloise e a Juliana, que ficarm em 2ª e 3ª colocadas. Devo ter esquercido de outras coisas e agradecimentos a tantos, a Academia Estica Vida, e outros, mas o Denis pode nos ajudar com as colocações completas dos competidores e tem as fotos que a Camila bateu, site, ... gostei muito pessoal, valeu

Por Juliano Perozzo

RESULTADOS

Categoria Feminino:



1ª Isadora Demoliner (Representada por Camila Schulze na premiação)
2ª Eloise Viera Lima
3ª Juliana Santini 

Categoria Masculino:



1° Rafael Radaelli
2° Jimerson R. Martta
3° Rogério Censi

13 de outubro de 2011

2ª Etapa do Ranking Caxiense 2011


2ª Etapa do Ranking Caxiense

Dia 22 de Outubro de 2011

Local: Academia Estica Vida

Inscrições no local, a partir das 12h.

Alunos da Academia e sócios da ACM: R$ 15,00
Demais competidores: R$ 25,00

Categorias: Masculino e Feminino

Atenção atletas: Levar cadeirinha homologada e em bom estado de conservação.

Premiação:
1º Lugar - R$ 100,00 + troféu
2º Lugar - R$ 50,00 + medalha
3º Lugar - Equipo + medalha

13 de setembro de 2011

Relato da conquista da via "Pra Gente Pequena"












Inicialmente, há algum tempo eu (Jean) e meu amigo e companheiro de escaladas (Alexandre Baldissera) vínhamos conversando em abrir algumas vias. Como vamos muito ao PEMRA, optamos em abrir nossa 1° via lá. Então, começamos a explorar e observamos algumas linha entre a Código Braile e a Cibernéticos e estabelecemos como nossa primeira meta a via, pois temos como objetivo abrir entre duas ou três vias até o final do ano. O projeto: Uma via fácil (5°), Uma via com linhas Clássicas;       Uma via para quem quisesse guiar pela 1° vez; Deixar a via muito bem protegida; E que esta via possa passar toda a adrenalina e a “vibe” que o local proporciona. Começamos a correr atrás de informações e proteção para a via. Participando da reunião semanal da ACM, o Alexandre ganhou chapeletas e no fim de semana seguinte (29.05.11), já com o projeto e a linha na cabeça de ambos, fomos ao “PEMRA”, chegamos lá com todas a ferramentas possíveis e mais um pouco, porém, faltava algo......”A FURADEIRA e algumas proteções” (ou seja, tudo pela metade) e sem ela vamos fazer o que, pensamos, pensamos e pensamos mais um pouco ainda e resolvemos limpar a base da vias, pois havíamos combinado que abriríamos a via de cima para baixo em top rope. Mãos a obras, de ferramentas na mão. Enxada e pá e cavadeira, começamos a limpar a trilha e tirar todos os gravatás (malditos) que ali se encontravam obstruindo a trilha (Lembro ate de um comentário, se olhar o google maps antes e depois olharem a mesma foto atualizada, verão o quanto de “desmatamento” teve naquela área, hehehe), mas foi para o bem e conforto dos que ali vem ou virão. Missão dada é missão comprida, limpamos a base da via e também começamos a olhar uma 2° linha do nosso próximo projeto. Aproveitamos a oportunidade e o dia (Céu azul de brigadeiro e temperatura agradável) e definimos onde colocaríamos as proteções. Empolgados com o projeto, fomos atrás das proteções que faltavam e no final de semana seguinte chegou ela, quem mais poderia ser, “a CHUVA”. Afinal, estávamos no inicio do inverno e como sabemos, é muitas vezes rigoroso, com muita chuva, frio intenso e umidade. Passamos entre duas ou três semanas bastante empolgados ainda, conseguimos todas as proteções que queríamos (bonier, chapeletas simples e com argolas, grampo “P” e grampos com correntes) e planejamos bem como iriamos montar a via, porém surgiu mais um problema: “A FURADEIRA”; não pode ser uma simples furadeira e teria que ser a bateria. Chegamos à conclusão que é muito caro comprar uma no momento. Passamos para o plano “B”, onde o mesmo partiu da conversa que tivemos com o Mauro D’Agostini e o Guila sobre nossa idéia da via e nos sugeriram que usássemos uma furadeira elétrica. Fomos para a tal ideia, apesar de demorar um pouco, conseguimos a furadeira. Mas surgiu outro obstáculo, quantos metros de extensão elétrica teriam que ter para tara façanha? Fomos ao “PEMRA” com a intensão de estudar melhor esta opção e constatamos que era a nossa melhor e única opção no momento ou desistir. Só que teríamos que puxar a extensão do quiosque (em mãos da ACM) até o local da via!!! Estando lá, aproveitamos e fomos escalar nossa via, montamos um top rope e escalamos, já olhando suas agarras e as melhores posições para as proteções, acho que neste dia escalamos umas duas ou três vezes a via. Já definimos onde seria sua parada e onde ficaria sua proteção fixa (BONIER) para top rope ou rapel. Mais uma vez a tal da “CHUVA” e alguns acontecimentos nos impediram de ir ao “PEMRA” durante as próximas quatro semanas. Nesse meio tempo, conseguimos tudo o que queríamos, extensão elétrica (160mt), Furadeira (Rompedor – Marca BOSCH) e estávamos em posse de todas as proteções e chumbadores. Neste período, fomos de certa maneira perdendo um pouco do tesão, sempre que combinávamos algo, sempre acontecia algo, ou chovia, ou outro imprevisto qualquer acontecia. Até que, chegou um dia em que não choveu e combinamos tudo bem certinho, porém neste dia, “a FURADEIRA” que pertencia ao meu compadre, ficou em seu carro, na mecânica. Liguei e perguntei pela tal, logo veio à informação devastadora, onde ele havia esquecido no carro. Logo pensei, putz... Fudeu amanhã....Pensei mais um pouco em como resolver a situação, liguei para ele e conversamos em ligar no sábado de manhã e ver se estaria aberto à mecânica. Tínhamos uma chance ainda de começarmos a via neste sábado. Na manha seguinte, como combinamos de sair mais tarde devido ao fato da furadeira, saindo de casa, recebo a ligação com mais uma a vez a triste noticia que a mecânica ñ abriria no sábado. Fomos para o “PEMRA” frustrados (Isto foi somente um fator, pois nestas semanas muita coisa vinha dando errada também e no meio do caminho conversando também observamos que faltava uma extensão elétrica ainda), pois parecia que não era pra ser montada aquela via. Em conversa a caminho do pico, resolvemos escalar a TIGALAMA para tirar todo o stress e a frustação que estávamos. Chegando lá, adivinha, tinha uma galera escalando a via que tínhamos escolhido; neste momento olhamos um para o outro e dissemos, “é não é pra ser mesmo....PUTZ...que zica do caramba....hehehehe...” Neste dia, malhamos mais uma vez a via que estávamos montando, revisamos todos os pontos onde seriam colocadas as proteções, conversamos um pouco com a galera e voltamos para casa. E mais uma vez semanas se passaram, a tal da “CHUVA de novo e mais alguns imprevistos e como das outras vezes estávamos com tudo em mãos e alguma coisa acontecia sempre, nos impedindo de ir ao “PEMRA”“. Neste período negro, convidamos o nosso amigo Rodrigo Vacari para nos ajudar no nosso projeto, explicamos a ele como e onde seria a via e ele aceitou. No dia 28.07, combinamos tudo por telefone e na sexta feira noite nos encontramos para planejar alguns detalhes, onde mais uma vez bruxa estava solta, impedindo nosso amigo Alexandre de ir no sábado. Resolvemos ir, ao menos para colocar as proteções na base. Partimos na manha cedo, em direção ao “PEMRA” com tudo em mãos, porém o tempo ameaçava chuva. Chegando lá, notamos um vento forte e uma sensação que a chuva chegaria a qualquer hora. De imediato resolvemos dar andamento ao projeto, em questão de minutos, estávamos com a extensão estendida até onde queríamos e todas as ferramentas junto a nós. Demos uma conferida na pedra para ter a certeza que estávamos colocados as proteção em rocha solida e firme. Feito isto, resolvemos proteger uma linha de rapel ao lado da via onde é nosso projeto principal, colocamos lá duas chapeletas com argolas (Atenção, via inacabada). Partimos para a via, colocamos duas “BONIER” na base e logo abaixo mais duas proteções, confesso que naqueles momentos via um sonho sendo realizado. Terminamos cedo e fumamos um charuto para comemorar o inicio do projeto. Durante a semana seguinte, combinamos nosso retorno para terminar ao menos a 1° cordada da via, estando tudo combinado, mais uma vez algum imprevisto acontece e deixa nosso amigo Rodrigo Vacari impossibilitado de ir no sábado. Resolvemos eu e o Alexandre ir, pois já havia sangue no nossos olhos para dar sequencia ao nosso projeto, pois, passamos tempo planejando e correndo de atrás de tudo para poder realiza-lo. (31.07.11) No sábado, partimos cedo e fomos brindados com um dia maravilhoso e um céu azul de brigadeiro, isso sem contar a temperatura agradável que prometia. Chegamos lá rindo sozinhos e notamos um vento forte... Se querem saber, este vento não nos atrapalhou em nada....hehehehe.....Logo pegamos tudo o que precisávamos e saímos para o local da via, tudo montado e pronto partimos para dar fim a 1° cordada. Em poucas horas, estava tudo pronto, todas as proteções em seus lugares (confesso, que protegemos demais a via. Mas como citamos no nosso projeto, é uma via para quem deseja guiar pela 1° vez). Uma via clássica e fácil, sua parada ficou bem em cima de um pequeno platô (acreditamos que esta parada ficou um pouco exposta), estando nela, logo a sua direita é a saída. Uma saída bem delicada, que nos leva q pensar um pouco em quais agarras deve-se pegar, qual o movimento certo... Passando esta 1° proteção, as três seguintes estão muito próximas umas das outras (Este trecho da via ficou com muita proteção, o ideal seria apenas duas, mas já citamos no projeto acima). Chegando na 5° proteção, logo a direita tem uma laca por onde se deve seguir, dali por diante as proteções (Prox. 3) estão um pouco mais distantes (esticadas) umas das outras, porem este trecho tem muitas agarras boas e fáceis de escalar, chegando muito rápido a sua base logo acima onde tem duas “BONIER”. Conquistado a 1° parte do nosso projeto, ficamos muito eufóricos e satisfeitos. Convidamos alguns amigos nossos para conhecer nossa via e nos ajudar em sua graduação. Onde todos nos deram como parecer um 5° muito bem protegido. Em nossa 1° escalada depois de montada, Alexandre (1,66mt, hehehehe) estava guiando, quando repentinamente olho para cima e vejo como esta via ficou ideal “para gente pequena” escalar e neste mesmo momento falo a ele isso e ele concorda. Depois de ter escalado, logo batizamos a via com o nome “PRA GENTE PEQUENA”


Via conquistada por Alexandre Baldissera e Jean Ferrareze

Agradecimentos:

·         Mauro D’Agostini e Guilherme Franzoi, sempre nos apoiaram e nos incentivarem neste projeto com dicas e ideias fantásticas.

·         Jefferson Bauler, valeu pela furadeira meu compadre!

·         A ACM, pela doação de chapeletas, as quais ajudaram muito na conclusão da 1ª cordada da via, e pelo incentivo na conclusão de mais um projeto de escalada.

29 de julho de 2011

Ética e Estilo por Juliano Perozzo


Você sabe o que é um A5?

Você sabe o que é um E4?
Você leu o documento de graduação de vias da CBME? www.cbme.org.br pois deveria... Alguém já foi escalar no Rio de Janeiro? Esticões de 4, 5 metros em vias 9º grau. E nem vou falar das vias de 5º, nem se vê as próximas proteções... No Baú, em São Paulo, tem uma via chamada "Paletó de madeira", um A5, com 25 metros de passadas em cliff de buraco e de agarra ou seja uma possível queda de ate 50 metros. O nome da via diz tudo, quem vai repetí-la não sei mas, o comprometimento já esta no nome da via. Ela existe, alguém teve o sangue frio e a coragem para tal. Como alguém quer subir o Everest se não subiu nem o Aconcágua? Ética e Estilo, são totalmente diferentes e devemos respeitar. Temos o livre arbítrio de fazer escolhas e não escalar tal rota. Eu mesmo levei anos para encadenar uma via de 7a em Flores da Cunha, devido aos seus esticões mas, consegui, e fiquei muito feliz comigo mesmo. Qual seria o mérito do Rato (Ricardo) de Torres, se a via que ele e o Julio escalaram no Fitz Roy tivesse grampos ou chapeletas a cada 4 metros? Mas, não tinha nada, só fendas... Hoje em dia os escaladores estão muito nos ginásios e desconhecem as técnicas mais básicas do montanhismo, muito poucos fazem curso de escalada, escalam 10º grau e pouco sabem sobre montar uma equalização, fazer um abandono de via, quem dirá ter que resgatar um amigo em uma roubada. Temos que ampliar nossa visão, nossa capacidade física e mental e não reduzir o grau da rota à nossa capacidade. Eu mesmo já não consigo repetir vias que eu mesmo conquistei, vou ter que malhar mais, outras vou ter que ir a um psicólogo porque a perna treme tanto diante de um possível tombo de 6 ou 7 metros que muitas vezes desisto, isso faz parte, não somos super herois, mas podemos sempre melhorar, seja um ou outro quesito. Bom pessoal, a via está lá, entramos se queremos. Se quisermos abrimos uma via ao lado, bem protegida e montamos um top rope na via do lado (exposta) e a escalamos dezenas de vezes até que nos sentimos capazes de escalá-la como ela é. Ou quem sabe nunca a escalaremos e nem por isso seremos mais ou menos felizes. Poucas pessoas abrem rotas de escaladas e nestes momentos imprimem o seu estilo na conquista. quem vai repetí-la vai encarar a mesma situação, este é o espírito! O que seria da via "Bugio solando" no Canastra se colocassem uma proteção no esticão do crux? Mudaria de nome talvez "Bugio deitado"... E o Messner, não devemos dar méritos por ele ter subido as 14 montanhas mais altas sem uso de oxigênio suplementar? Claro que devemos, é referência!!! Estou chegando perto dos quarenta anos e o tamanho dos esticões  nas vias que conquisto estão mudando mas, quando lembro das dificuldades das grandes conquistas e da superação, me vem um sorriso na cara... Antes de discutirmos coisas acho melhor estarmos por dentro dos conceitos e aceitarmos os estilos de cada escalador. Se o conquistador acha melhor deixar a via como está, deve ficar como está. Abra outra via dentro do seu estilo e capacidade.

Juliano Perozzo
Presidente da Federação Gaúcha de Montanhismo

8 de junho de 2011

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLÉIA GERAL PARA ELEIÇÕES

O presidente da Associação Caxiense de Montanhismo, no uso de suas atribuições, convoca Assembléia Geral Extraordinária, aberta a todos interessados, com direito a voz e voto todo o sócio presente (ou seu representante constituído) e regular com as suas obrigações estatutárias para a realização da eleição de Conselho Diretor e Conselho Fiscal para o período 07/2011 - 06/2013.

Data: 30 de junho de 2011.
Horário: 20:15h em primeira convocação e 20:30 em segunda e última convocação, desde que respeitada a regulamentação estatutária.
Local: Sede da ACM - Rua 20 de Setembro, 2533, Caxias do Sul

Ígor Tschoepke Goedel
Presidente
Associação Caxiense de Montanhismo

29 de maio de 2011

Ranking Caxiense de Escalada Esportiva


Ranking Caxiense de Escalada Esportiva
Dia 04/06/2011 a partir das 9h30min
Local: Barlavento Espaço Gastronômico (Morangos Hidropônicos) - http://www.riodovento.com.br

4 de maio de 2011

Relato de Viagem: Aula Prática de Caminhada e Acampamento do CBM

Amigos Montanhistas, neste último final de semana ( 29/4 e 1/5 ) aconteceu a aula prática de caminhada e acampamento do CBM. Como cenário escolhemos o Canion do Monte Negro onde encontra-se o Monte Negro, ponto culminante do Rio Grande do Sul ( 1.403 mts ). Partimos de Caxias do Sul às 7hs do sábado em 3 carros. A princípio deveríamos nos encontrar em São José dos Ausentes às 10h30, mas por questões de pontualidade o Denis ( levando o Ígor, o Russel e a Lisiane ) logo se encontraram com o Mauro ( que levava o Jorge, o Lucas e a Helena ) e foram daqui até lá em comboio. A Evelise, a Agnes, o Juliano e a Lise, seguimos em meu carro separadamente. Não fosse um problema intestinal ( foi me solicitado anonimato da vítima ) teríamos chegado juntos ao encontro. Bem, quase todos estávamos lá. Faltavam o Nelson e a Patrícia que viriam de POA. Seguimos por mais 43 km por estrada de chão até a Fazenda Pousada Aparados da Serra, com direito a ver o passeio da siriema cruzando nosso caminho. Aqui deixaríamos os veículos estacionados. Antes de partir fizemos alguns exercícios de aula, fazendo a distribuição das cargas, a revisão da montagem das mochilas e equipamentos e o levantamento do peso da comida levada por cada um. 
Para não caminhar apenas com as mochilas carregadas, tratamos de bater um belo rango na pousada e sair com a barriga cheia também. (Aqui vale um parênteses mais longo: a refeição foi farta, diversificada e deliciosa - por R$ 15,00 - e alguns não conseguiram moderar no apetite. O Lucas se aproveitou de não precisar seguir o cardápio vegetariano da Helena e mandou ver tudo o quê coube para dentro. O Paulo ..., bem, o Paulo é um bom garfo mesmo, mas poderíamos citar outros na lista. O problema dessa aventura gastronômica começou uma hora depois de caminhada, o rastro pelo ar era terrivelmente sentido quando o vento estava a favor ... ). Finalmente começamos a caminhar próximo das 15hs sem o casal gaudério-carioca. Céu nublado, temperatura bem fresca, ótimos para percorrer os 3 km em subida até a borda do canion no sopé do monte mais alto do Estado. Num ritmo tranquilo, com algumas paradas para ajuste de mochilas, chegamos lá em 40 minutos quase sem fôlego ( devido à paisagem que se descortinou, não tinha ninguém cansado ... ). Apesar do dia nublado, a visão se extendia por todo o canion e o vale do litoral catarinense. Mais conhecido pelo monte que lhe dá o nome, o canion é muito bonito e pouco conhecido. Os campos ondulados e "aparados" chegam até sua borda escorregando para dentro das fendas arborizadas. As suas aberturas às vezes se apresentam largas e cheias de vegetação, em outros pontos são estreitas com paredes verticais e expostas. É um misto de Itaimbézinho e Fortaleza sem as limitações de visitação impostas pelos parques. Aqui o Monte Negro é uma pequena elevação que despeja graciosamente uma língua de vegetação canion adentro. Depois de meia hora se deliciando com a paisagem e tirando fotos, retomamos a caminhada bordeando o peral pelo norte. Um vento noroeste mais forte jorrava em vez em quando um leve borrifo de gotas de chuva. Nada que incomodasse, mas que preocupava. Seguíamos curtindo a experiência e apreciando o cenário que mudava de formas a cada curva sobre peral. Realmente fantástico andar por aqui. 
O Lucas ia entretido com seu novo brinquedo: um rádio UHF com cobertura de 52 km. A cada cinco minutos tentava um contato com o pessoal de Porto Alegre. Acho que o que mais ouvimos na trilha foi: "Alô! Nelson na escuta? Câmbio!". E nada de respostas. O caminho bastante plano não ofereceu dificuldades. Alguns trechos levemente húmidos. Se andássemos com havianas com um certo cuidado, quase não teríamos as unhas dos pés sujas pela terra preta. Depois de mais uma hora e meia de caminhada encontramos um belo gramado protegido por pequeno bosque. Com a noite chegando escolhemos o local para o nosso acampamento. Antes da noite, quem veio nos visitar foi uma surpreendente chuva, bem na hora de se abrir o teto para levantar a barraca.  Acampamento montado, alguns foram buscar água em um riacho que continha um bom volume de água ( e que, do lado do Monte Negro, se vê caindo em cascata para o fundo do canion, o único que vimos cair deste lado; de modo geral os rios correm para o outro lado, ou seja, o peral é um divisor de águas e nascente de rios como o Silveira e o da Divisa que irão formar um interessante acidente geográfico, o desnível dos rios ). Já sob a noite, quando começamos a preparar a janta, o Juliano e a Lise notam dois pontos luminosos do outro lado do canion. O Lucas tenta pela última vez ( ufa! ): "Alô! Nelson na escuta? Câmbio!". Resposta: "Positivo, Nelson na exxcuta!". Muito persistentes, e muito atrasados, o Nelson e a Patrícia não desistiram de nos seguir e vinham caminhando com suas lanternas. Mas à noite o caminho não era óbvio (já pensou se eles decidem fazer uma trilha em linha reta?!? Seria a maneira mais fácil de se ir do Rio Grande do Sul para Santa Catarina em um passo e mil metros de profundidade ). Formamos um grupo de resgate ( eu, a Agnes, o Russel e o Juliano ). 
Seguimos no escuro o caminho que recém havíamos trilhado até que finalmente encontramos nossos amigos. Abraços de satisfação de termos o grupo completo, um encontro singular de montanhistas no meio da noite à beira de um canion. Apesar de havermos recentemente enchido o bucho no almoço da pousada, tratamos de preparar e comer nossas jantas. Menos por fome e mais para aliviar o peso das mochilas. Ainda pudemos ver parte do céu estrelado até que a chuva chegou com muito vento. Boa parte do grupo teve seu descanso perturbado pelo vento batendo na barraca. Outra parte não dormiu por conta da motoserra do Jorge. O único que se deu bem foi o Mauro, que dividiu a sua barraca com o roncador. É que, prevenido, levou protetor auricular... Pela manhã o vento persistia, mas a chuva já havia terminado. O pessoal foi lentamente saindo de seus casulos com aquela preguiça domingueira. Foram quase 3 hs para se levantar, fazer o "desayuno" e preparar as mochilas de ataque ( note que não desmontamos as barracas ). Antes de iniciar nossa aula-caminhada fizemos alguns exercícios de localização de pontos notáveis na carta topográfica. Então seguimos até o rio próximo. O belo poço seria um convite para um banho, mas o vento que ondulava o capim nos morros desestimulava qualquer pensamento a respeito. Ao subir os morros mais altos desta ponta do canion pudemos ver várias cidades de Santa Catarina que não soubemos precisar quais. 
Alguns alunos colocaram em prática seus conhecimentos recém adquiridos e utilizaram suas cartas para entender o que estavam vendo. Outros simplesmente comeram suas barrinhas de cereais com os olhos perdidos na paisagem. Bom, hora de ir embora direto? Não, nada de votação, ainda temos mais um exercício de orientação. Voltamos fazendo a navegação pelo homem-ponto até chegarmos ao acampamento. Almoço preparado ( para aliviar o peso ), acampamento desmontado, voltamos pelo mesmo caminho que havíamos percorrido ontem. Não houve tempo de subir o Monte Negro ou de conhecer as casas de barrica de vinho, mas fica aí um pretexto de voltar para este belo pedaço de Rio Grande. Tão próximo de Caxias, tão importante pelo que ele representa, mas pouco explorado por nós montanhistas. Numa pequena exploração pelo Google Earth ou pelas cartas topográficas, se identificam muitas possibilidades de caminhadas. Mas um simples passeio pela borda do canion já justifica vencer a distância até lá. O quê não se pode é ficar sem conhecê-lo. Para você que teve a paciência de ler até aqui, espero que tenha gostado e se motivado a participar conosco da próxima empreitada.
Saudações montanhistas,

Marcelo Chiossi

17 de abril de 2011

3º Encontro de Montanhismo do Salto Ventoso



MUITA FESTA E PALESTRAS COM ELISEU FRECHOU E EDMILSON PADILHA ,MUITOS BRINDES ,E MUITA FESTA VAI ROLAR. NÃO DEIXEM DE PARTICIPAR O 1º E O 2º FORAM UM SECESSO 100 PESSOAS PARTICIPARAM DO EVENTO E CURTIRAM ESTE ANO NÃO VAI SER DIFERENTE ,,,EM BREVE POSTO UMAS FOTOS DOS BRINDES
COISA DE PRIMEIRA ...


APOIO:


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confirmação no email: emer9a@gmail.com

27 de fevereiro de 2011

ESCABLUES P2 - ESCALADA TRADICIONAL

A primeira edição do ESCABLUES em outubro de 2009 foi um sucesso, muita escalada, pessoal de várias cidades do RS e SC, várias histórias e causos de escalada, palestras e integração geral do pessoal.

Agora vamos pra a segunda edição: ESCABLUES P2 - ESCALADA TRADICIONAL. A segunda edição, de um dos únicos encontros de escalda tradicional do RS, será durante a Páscoa deste ano: dias 21, 22, 23 e 24 de abril de 2011 em Vila Maria - RS.

Detalhes das vias, programação (algumas palestras ainda serão confirmadas) e fotos estão disponíveis no site oficial do evento: www.escablues.com.br

Caso queira entrar em contato para mais informações, favor mandar um email para contato@escablues.com.br

Em breve mais informações.

22 de fevereiro de 2011

Curso Básico de Montanhismo

A Associação Caxiense de Montanhismo divulga a primeira edição do seu CBM - Curso Básico de Montanhismo. O CBM é voltado principalmente aos iniciantes e praticantes que nunca tenham realizado um curso específico. O conteúdo do curso envolve conteúdos diversos relacionados as práticas do montanhismo, como trekking, acampamento, técnicas verticais, básico de escalada, orientação, ética e meio-ambiente.

O cronograma, formulário de pré-inscrição e outras informações estão disponíveis na página de divulgação do curso.

Ajude a ACM divulgando o curso para seus amigos!