1 de março de 2008

Código Brasileiro de ética na escalada

Este código de ética foi discutido no 1º Seminário Paranaense em março de 1993, e levado para discussão no 1º Congresso Brasileiro de Montanhismo realizado em Curitiba em Julho do mesmo ano.

Dos Pontos De Segurança (Grampos Fixos ou Chapeletas)

  • Durante uma conquista deve ser observado o posicionamento dos pontos de segurança, de modo que em hipótese alguma de queda, o escalador toque o solo, arestas ou saliências, representando perigo à sua própria integridade;

  • É proibida a adição de pontos de segurança em escaladas já conquistadas, sem autorização dos conquistadores;

  • Em caso de regrampeação os escaladores não possuem poder algum para descaracterizar qualquer rota, transferindo a original proteção dos pontos de segurança, de acordo com o artigo primeiro anterior;

  • A utilização de dupla proteção nos pontos de parada é um fator que diminui a ocorrência de acidentes e deve ser sempre observada;

  • Sempre que possível os pontos de rapel devem ser comuns à varias escaladas;
    Os pontos de segurança estão sujeitos às intempéries e devem merecer constantes observações todo início de uma escalada;

  • Um ponto de segurança visivelmente mal colocado, deve ser evitado e informado à União Local de Escaladores para a sua substituição de acordo com o artigo segundo deste;

Do Meio Ambiente:

  • Nenhuma escalada deve transgredir as leis de proteção ambiental.

  • Todas as situações à parte devem ser discutidas pela União Local de Escaladores e decidido através de votação por maioria absoluta (50% mais um voto);

  • Todo escalador é responsável pelo seu material e lixos;

  • Todo escalador tem a obrigação de divulgar e conscientizar a proteção ao meio ambiente;

Do Material Móvel:

  • Deverá ser utilizado material móvel sempre que possível, evitando-se o uso de pontos fixos ao lado de fissuras, fendas, rachaduras às quais seria óbvio o uso de materiais móveis;

Ética e Estilo:

  • Ética e estilo nunca devem ser confundidos, sendo que ética são regras que definem uma atitude ou postura diante do esporte e ao meio e é flexível de uma região para outra. O estilo faz parte das características de cada escalador, ilimitado e auto-justificado na relação de movimentos ao realizar uma escalada;

  • Corda de cima, Hang Dog, Pink Point, Red Point e Solo, ficam classificados como estilo reservado de cada escalador que saberá definir seus limites, sendo porém mundialmente conhecido como melhor estilo o On Sight guiando;

Da Conquista:

  • Nenhum escalador possui o direito de reservar para si qualquer rota ou pedaço de pedra, somente se estiver colocando evidentes esforços para efetuação de seus objetivos, seja aproximação, ou colocação de grampos;

  • Em caso da modificação das intenções o escalador tem a responsabilidade de expressá-las à comunidade local, deixando-a aberta a todos;
    Toda conquista deverá ser divulgada no catálogo que deve ser editado anualmente;

Da Graduação:

  • Todo grau de escalada deve ser considerado On Sight;

  • As graduações de artificiais devem estar dentro dos padrões, fator H e segurança ; expostos no catálogo local;

Da Moral:

  • Todo escalador deve utilizar de sua liberdade, usufruindo de seu espaço respeitando o próximo;

  • É considerado imoral marcar com magnésio rotas ou boulders, com intuito único de legitimar uma ascensão não executada;

  • Todo escalador tem a obrigação de prestar auxílio em caso de eminente perigo;

  • Todo escalador tem o dever moral de transmitir uma boa atitude em relação à montanha e à prática do esporte;

Do Equipamento, do Resgate ou Acidente:

  • Todo escalador tem a obrigação de prestar auxílio técnico ou de primeiros socorros, quando assim lhe for pedido;

  • Todo escalador é responsável pelo seu equipamento e manutenção do mesmo;

Conclusão Sobre o Código:

Este código pode e deve ser alterado sempre que necessário e em consenso da União Local de Escaladores. Deverá ser respeitado por toda a comunidade e visitantes.

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