25 de novembro de 2005

Vocabulário de escalada

Fique por dentro da conversa, conheça as principais palavras que os escaladores falam.

Academia de escalada - Lugar onde há muros artificiais de escalada. Em inglês, climb gym.

Aderência - Escalada sobre rocha lisa, sem agarras, usando apenas a aderência entre a sapatilha e a rocha e entre as mãos e a rocha.

Agarra - Saliência na rocha; pode-se segurar ou pisar nela.

Ancoragem - Qualquer um dos dispositivos usados para prender o sistema de segurança, o escalador ou a corda de rapel à rocha.

Ancoragem fixa - Aquela que é instalada pelo conquistador (na escalada tradicional) ou pela pessoa que equipou a via (na escalada esportiva) e não mais retirada. Em geral, é feita com grampos ou pitons.

Ancoragem móvel - Aquela que é colocada por um dos escaladores e retirada pelo outro. Em geral, é feita com entaladores.

Ancoragem natural - Ancoragem montada apenas com uma fita, atada a uma árvore ou a um bico de pedra, por exemplo.

Angle - Piton feito com uma chapa metálica dobrada em U.

Aproximação - Deslocamento do escalador até o início da escalada.

Ascensor - Dispositivo que, quando engatado na corda, permite que ela deslize através dele apenas em uma direção. Serve para deslocamento em corda fixa, para içamento de cargas e para auto-segurança.

Assegurador - Aquele que dá segurança.

ATC - Air Traffic Control, descensor e dispositivo para segurança fabricado pela Black Diamond.

Auto-segurança - Técnica de segurança que não depende de uma segunda pessoa para manejar a corda. Usada na escalada em solo.

Auto-seguro - É como os paranaenses chamam a solteira.

Auto-resgate - Conjunto de técnicas que permitem, a uma equipe de escaladores, abandonar a via numa situação de dificuldade anormal - chuva, neve, uma pessoa ferida, desabamento, perda de material etc. É conhecimento obrigatório para todos os que praticam a escalada de vias longas.

Baby Angle - Angle pequeno.

Backtie - Em situações de movimentação em corda fixa (típicas da modalidade big wall), é o nó de backup que prende o escalador à corda para segurá-lo caso os ascensores se soltem.

Backup - Ponto de ancoragem adicional que só recebe carga se um dos outros pontos se soltar.

Ball Nut - modelo de SLWD comercializado pela Lowe. Bandoleira - Dispositivo feito com fitas e usado para carregar o material de escalada pendurado nos ombros. Em inglês, rack.

Belay monkey - Na escalada esportiva, é a pessoa que não escala - só dá segurança para o escalador que está trabalhando a via.

Beta - Dicas sobre uma via. Running beta é quando alguém vai dando dicas à medida que o escalador sobe.

Big wall - Modalidade de escalada praticada em grandes paredões verticais, com uso intenso de progressão em artificial e pernoite na parede.

Bigbro - Dispositivo de ancoragem de formato tubular, para uso em off-width.

Birdbeak - Micropiton cujo desenho lembra a cabeça de um pássaro. A Black Diamond fabrica um modelo equivalente chamado Pecker.

Bivaque - Em escalada, é o pernoite na parede, seja num patamar ou num portaledge.

Blob - o mesmo que head.

Bong - Angle enorme, hoje totalmente em desuso

Boulder - Bloco de pedra com alguns poucos metros de altura. Modalidade de escalada praticada sem corda e sempre perto do chão.

Bouldrier - No Rio de Janeiro, é como é chamada a cadeirinha de escalada comum. Em outros lugares, designa um tipo de cadeirinha que prende o escalador pelas coxas e também pelo peito.

BWP - Body Weight Placement, ancoragem que não suporta choque, apenas o peso do escalador; é usada apenas em escalada artificial.

Cadeirinha - Dispositivo feito com fitas que prende o escalador pelas coxas e pela cintura. É na cadeirinha que é presa a corda de segurança.

Cam-Hook - Dispositivo de ancoragem para fendas estreitas e rasas (BWP). Mantém-se no lugar graças ao esforço de torção provocado pelo peso do escalador.

Chaminé - Fenda larga o bastante para que o escalador entre inteiro dentro dela. A escalada é feita pressionando-se as duas paredes da chaminé simultaneamente em direções opostas.

Chapeleta - Peça metálica que vai presa ao grampo de expansão. Possui um orifício para engate de um mosquetão.

Chockstone - Pedra entalada numa fenda. Dependendo da situação, a chockstone pode ser usada como ancoragem natural.

Conquista - Estabelecimento de uma nova via de baixo para cima, com segurança dada por baixo.

Costura - Cada um dos pontos de proteção intermediários por onde passa a corda. É também o nome de um conjunto de uma fita e dois mosquetões empregado para ligar a corda ao ponto de ancoragem, às vezes chamado de costura expressa (em inglês, quick draw).

Cordada - Equipe de escaladores (geralmente dois ou três) unidos entre si por uma ou mais cordas.

Croquis - Diagrama que representa a via. Um bom croquis deve indicar claramente o caminho a seguir na parede, o tipo de proteção a ser usado, o grau de dificuldade de cada trecho, os pontos de parada, eventuais patamares para bivaque e as possíveis vias de descida. Nos Estados Unidos, se diz topo.

Crux - Lance-chave, o lance mais difícil da via.

Descensor - Dispositivo usado para descer deslizando pela corda, em rapel. Alguns servem também para segurança.

Enfiada de corda - Em vias mais longas do que o comprimento da corda, o guia escala até um determinado ponto e, então monta uma parada e passa a dar segurança para o participante, até que ele também chegue nesse ponto. Esse processo é repetido quantas vezes for necessário, até o final da via. Cada um dos trechos entre duas paradas é uma enfiada de corda. No Rio de Janeiro, chama-se esticão.

Entalada - Técnica que consiste em escalar entalando os dedos, as mãos, o punho ou os pés em fendas.

Entalador - Dispositivo de ancoragem que é instalado em fendas sem o uso de martelo. Há uma enorme variedade de desenhos e marcas de entaladores como, por exemplo, nuts, friends, tri-cams, hexcentrics, bigbros etc.

Equalização - Técnica que consiste em associar vários pontos de ancoragem de modo que a carga se distribua entre eles.

Equipar - instalar ancoragens (fixas ou móveis)

Escalada alpina - Modalidade praticada em montanha, sempre em vias longas e com eventual presença de gelo.

Escalada artificial - Técnica em que o escalador se apóia no equipamento para progredir. Veja também escalada livre.

Escalada limpa - Escalada com o uso apenas de proteção móvel.

Escalada livre - Técnica em que o escalador se apóia apenas nas saliências naturais da rocha para progredir. Veja também escalada artificial.

Escalada mista - Modalidade praticada em paredes rochosas parcialmente cobertas de gelo. A via inteira, incluindo os trechos de rocha, é escalada com equipamento para gelo.

Esticão - No Rio, significa enfiada de corda. Em Minas Gerais, significa um trecho sem proteção na via (runout).

Estribo - Escadinha, geralmente feita de fitas, em que o escalador apóia os pés na escalada artificial.

Flash - Na escalada esportiva, é quando o escalador consegue subir uma via inteira, com segurança por baixo, sem cair, sem se apoiar nas ancoragens para descansar e sem ter ensaiado a via previamente.

Free solo - Escalada feita sem a corda de segurança em situações em que uma queda levaria provavelmente à morte do escalador.

Grampear - Instalar um grampo na rocha.

Grampo - Dispositivo de ancoragem permanente que é instalado num furo aberto com broca na rocha.

Grampo de expansão - O modelo mais usado no mundo. É formado por uma bucha metálica que se expande durante a instalação, prendendo-se fortemente à rocha. Existe em vários tamanhos, adequados a diferentes tipos de rocha. Os melhores são de aço inoxidável.

Grampo P - Grampo de fabricação artesanal, em forma de P, encontrado apenas no Brasil. É muito usado por ser barato, resistente e ainda permitir a passagem direta da corda pelo olhal para descida em rapel. Mesmo assim, seu uso não é recomendável por dois motivos: 1- sendo um produto artesanal, não passa por nenhum controle de qualidade, o que significa que pode haver falhas no material, especialmente na solda; 2- seu olhal para engate é largo demais, o que pode provocar a abertura acidental do mosquetão durante uma queda do escalador. Quando se prende uma costura expressa num grampo P, é obrigatório inverter o mosquetão superior para evitar esse problema.

Grampo de fixação por resina - É o melhor modelo hoje disponível, especialmente para uso em arenito, rocha em que os grampos de expansão não funcionam bem. O grampo, de aço inoxidável, é colado na rocha com uma resina especial.

Grigri - Dispositivo para segurança com corda fabricado pela Petzl. Permite, ao assegurador, soltar as mãos da corda sem comprometer a segurança do escalador.

Guia - Na escalada tradicional, é quem escala primeiro, montando o sistema de segurança.

Gym - Academia de escalada, lugar onde há muros artificiais.

Hangdog - Na escalada esportiva, é o ato de ensaiar a via com segurança por baixo, caindo seguidas vezes.

Hardware - Todo o material metálico usado na escalada.

Haulbag - Saco usado para içar material em big wall.

Hauling - Içamento de material.

Head - Dispositivo de ancoragem (BWP) para escalada artificial, também chamado de blob. Possui uma cabeça de metal maleável presa a um cabo de aço com uma alça na ponta para engate de mosquetão. A cabeça é martelada e molda-se ao relevo da rocha, fixando-se a ela. Quando a cabeça é de alumínio, chama-se alumahead. Quando é de cobre, copperhead. Quando o cabo é circular - para uso em tetos - chama-se circlehead.

Heading - Escalada artificial com colocação de heads.

Headlamp - Lanterna de testa, equipamento obrigatório em vias longas.

Hex - Veja Hexcentric.

Hexcentric - Entalador formado por uma cabeça de alumínio em forma de prisma de base hexagonal irregular e um cordim. Em fendas horizontais, a cabeça é instalada de tal forma que a carga tende a fazê-la girar, travando-a mais fortemente.

Hook - Nome genérico para uma enorme variedade de ganchos metálicos usados para progressão em artificial (BWP).

Hueco - Buraco no arenito. Funciona como agarra e, às vezes, permite a colocação de proteção.

Jumar - Marca dos primeiros ascensores a ser fabricados (na Suíça), nos anos 60. O nome virou sinônimo de ascensor.

Jumarear - Subir pela corda fixa com ascensores.

Knifeblade - Piton para fendas bem finas (alguns milímetros), feito com uma chapa metálica dobrada em L.

Lance-chave - O lance mais difícil da via, crux.

Limpar a via - Recolher o material de proteção instalado na via. Isso geralmente é feito pelo último escalador da cordada.

Livro de cume - Caderno deixado no cume de algumas montanhas para que os escaladores possam registrar seus nomes e comentários.

Lost Arrow - Piton com perfil em forma de T, para fendas horizontais bem finas.

Lycra monkey - Escalador esportivo.

Magnésio - O pó branco usado pelos escaladores para secar os suor das mãos é o carbonato de magnésio, que a maioria das pessoas chama simplesmente de magnésio.

Malha rápida - Dispositivo semelhante a um elo de corrente que é fechado com um uma trava de rosca. Por ser mais barato do que um mosquetão, é às vezes empregado em ancoragens de rapel ou de parada. Há também modelos triangulares, trapezoidais e em forma de meia-lua, usados em espeleologia e outros esportes. Em francês, maillon rapide Mosquetão - Anel metálico em forma de D ou O. Um dos lados possui um segmento móvel, o gatilho, que se abre para permitir a passagem da corda.

Mosquetão com trava - Aquele que possui uma trava com rosca ou de engate rápido para evitar a abertura acidental do gatilho

Mosquetão de base - Também chamado de mosquetão de parada, HMS ou UIAA, é um modelo grande, em forma de pera, útil nas ancoragens de parada e também para a montagem de segurança com o nó UIAA.

Muro artificial - Parede, geralmente de concreto ou madeira, com agarras artificiais para escalada.

Nailing - Escalada artificial com colocação de pitons

Nut - Entalador em forma de cunha.

Off width - Fenda larga demais para uma entalada de punho e estreita demais para ser escalada em chaminé.

Oito - Descensor em forma de 8.

On sight - Na escalada esportiva, é quando alguém escala uma via na primeira tentativa, com segurança por baixo, sem cair, sem se apoiar na proteção para descansar, sem ter visto alguém escalando essa via antes e sem ter recebido um beta de outro escalador.

Oposição - Técnica de escalada em que o escalador pressiona a rocha com os pés numa direção enquanto puxa com as mãos na direção oposta. Outros nomes: layback, técnica Dülfer.

Parada - Na escalada tradicional, é uma ancoragem reforçada onde o guia pára no final de uma enfiada de corda. As ancoragens de parada são a base de todo o sistema de segurança. Por isso, recomenda-se que elas sejam montadas com equalização em múltiplos pontos.

Participante - Na escalada tradicional, é quem escala em segundo lugar na cordada.

Pecker - Veja Birdbeak.

Pêndulo - Técnica de escalada artificial que consiste em pendular, preso pela corda, de modo a alcançar um fenda ou um patamar a uma certa distância.

Piton - Dispositivo de ancoragem que é martelado em fendas na rocha. Na escalada livre, o piton é usado, em geral, como ancoragem fixa. Na escalada artificial, também funciona como ancoragem móvel. O piton estraga as fendas. Por isso, seu uso como ancoragem móvel deve ser evitado sempre que possível. Há pitons em vários formatos e tamanhos diferentes, com nomes como Angle, Knifeblade, Lost Arrow, Bong, Birdbeak, Bugaboo etc.

Pitonagem - Escalada artificial com colocação de pitons. Em inglês, nailing.

Pitonar - Instalar pitons.

Portaledge - Barraca suspensa usada para dormir na parede.

Proteção - Em geral, esse termo se refere aos pontos de costura a ser utilizados na montagem do sistema de segurança.

Prusik - É o nome de um nó, do cordim usado para fazê-lo e também, supostamente, do escalador que o inventou.

Quadcam - Modelo de SLCD fabricado pela Hugh Banner.

Rack - Veja bandoleira.

Rad - Radical; nos Estados Unidos, é escalador esportivo.

Rapel - Descida pela corda. Em outros idiomas, se escreve rappel, com dois Ps. Em inglês britânico e em alemão também se diz abseil.

Rapelar - Descer em rapel.

Redpoint - Na escalada esportiva, é quando alguém escala uma via inteira com segurança por baixo, sem cair e sem se apoiar na proteção para descansar.

Runout - Trecho sem proteção na via.

Rurp - Realized Ultimate Reality Piton, piton com o tamanho e o formato de uma lâmina de barbear (das antigas) para uso em fendas horizontais muito finas (BWP).

Saca-nut - Dispositivo para a remoção de entaladores. Também serve para limpar fendas obstruídas por terra ou neve.

Sapatilha - A sapatilha para rocha tem sola de borracha lisa e muito aderente. Há modelos diferentes para cada modalidade de escalada.

Segurança - Ato de fornecer ou recolher a corda presa ao escalador e, em caso de queda, travá-la rapidamente.

Segurança clássica - Técnica de segurança que dispensa o uso de aparelhos. Quase não é mais usada. A queda é freada pelo atrito da corda com o corpo do assegurador.

SLCD - Spring Loaded Camming Device, tipo de entalador que se prende à rocha por um sistema de abas rotativas tracionadas por molas. Há uma enorme variedade de modelos com nomes como Friend (o primeiro e o mais conhecido), Camalot, TCU, FCU, Alien, QuadCam etc. Nos Estados Unidos, também se diz cam. É comum chamar todos os SLCDs de Friends.

SLWD - Spring Loaded Wedging Device, tipo de entalador que se prende à rocha por um par de cunhas deslizantes tracionadas por molas. O modelo mais conhecido é o Ball Nut, da Lowe.

Software - São as fitas e cordas usadas na escalada.

Solo - Escalada solitária, com ou sem auto-segurança.

Soloist - Dispositivo de auto-segurança da Rock Exotica.

Solteira - Fita ou pedaço de corda usado para prender o escalador a uma ancoragem. No Paraná, é chamada de auto-seguro.

Tesoura - Técnica de progressão em chaminé larga em que a perna esquerda e o braço esquerdo apoiam-se na parede esquerda, enquanto a perna e o braço direitos pressionam a parede direita na direção oposta.

Thin nailing - Pitonagem em fendas muito finas.

Tirolesa - Travessia horizontal numa corda fixa.

Top rope - Sistema de segurança em que a corda que protege o escalado vem de cima, de modo que não há possibilidade de quedas com choque.

Trad - Nos EUA, é o escalador tradicional, não esportivo.

Trade route - Nos EUA, é uma via muito trafegada.

TriCam - Modelo de entalador comercializado pela Lowe.

Vaca - queda severa.

Verglas - Camada fina de gelo sobre a rocha.

Via - O caminho por onde se escala. Em inglês, route.

Z - Piton feito com uma chapa metálica dobrada em Z.

31 de outubro de 2005

Entrevista com Dioni Capelari Silocchi

Confira a entrevista com o escalador caxiense Dioni Capelari Silocchi. Ele nos conta um pouco do seu início no montanhismo e fala também da escalada esportiva no Rio Grande do Sul. Segue abaixo na íntegra:

E aí Dioni, tudo beleza? Conta um pouco para nós como você descobriu a escalada?

Blz galera. Bom eu comecei na escalada por intermédio de um amigo, que diga-se de passagem nem escala mais, talvez se não fosse por ele hoje eu nem saberia o que é escalada. Mas quem realmente me mostrou como era realmente foi o Juliano, e foi aí que eu descobri que era isso que eu queria. E depois uma coisa foi levando a outra ...

Desde que você começou a escalar você realiza treinamentos?

Não, levei um tempo até começar na Esportiva mesmo. Até hoje eu paro com o treino e escalo só pela satisfação que isso me dá.

Atualmente, como é a base de seu treinamento?

Quando eu estou treinando forte mesmo, eu costumo determinar objetivos, normalmente a curto prazo ( uma via, um campeonato ou uma escalada em um lugar novo), e a partir disso o treino é esquematizado.

Qual o grau máximo atingido, em que via?

Foi na via Armagedon Upgrade 9C.vEssa via é bem do jeito que eu gosto ...

Independente do grau, qual a via que você mais gostou de ter encadenado?

Hmm... foram várias que eu gostei, acho que a Uglo, o anti-social foi um 8a Flash bem legal, a Sexo Algemas e Cinta-liga, foi um 8c muito bom. Mas a melhor foi a Gênesis 9b que eu gostei muito de ter feito.

O que falta na escalada esportiva do Rio Grande do Sul?

Não sei ao certo o que falta , mas espero consigamos suprir essa falta. Talvez o que falte seja o incentivo ou até mesmo o conhecimento. Mas tudo vem com o tempo.

O que você espera da associação e da federação de montanhismo de sua cidade e estado?

Espero que tenha mais apoio aos escaladores mais novos, principalmente por parte da associação daqui. Tem muito escalador novo pilhado por aí que nem sempre pode escalar em algum lugar diferente. E isso por quê ? porque ninguém apóia escalador que não faz décimo grau ou que não aparece tanto no cenário nacional. As associações, na minha opinião tem o dever de oportunizar isso aos escaladores iniciantes.

Qual a sua opinião sobre os campeonatos organizados no rio grande do sul?

Vem melhorando cada vez mais, mas a organização, pelo menos para mim, sempre deixa a desejar.

Quais são seus planos para o futuro?

Escalar cada vez mais , em lugares cada vez mais legais e mandar alguma vias importantes por aí.

Deixe um recado aí para quem está iniciando na escalada.

Escalar... Escalar... Escalar... e de tudo.

21 de setembro de 2005

Relatório das três primeiras atividades conjuntas ACM e Comando Regional de Bombeiros

Dentro do cronograma de atividades propostas para aprimoramento conjunto da ACM – Associação Caxiense de Montanhismo e dos membros do CRB – Comando Regional de Bombeiros, descrevo abaixo uma síntese das primeiras atividades.

23/07 – Primeiros Socorros sob orientação do Soldado Siqueira, para aprimoração dos membros da ACM nos quesitos: análise da situação, verificação dos sinais vitais, respiração artificial (utilização de bico plástico que evite contato direto com a boca da vítima) e massagem cardiovascular, imobilização de fraturas (inclusive utilizando materiais alternativos), rolagem de vítima e fixação na maca, entre outras proposições básicas.

28/07 – Revisão de nós, ancoragens e sistemas de equalização de segurança. Contamos com a participação de cinco membros do Corpo de Bombeiros. Atividade em sala de aula utilizando corda, cordeletes, fitas e mosquetões. O nó oito e suas variações, nós blocantes e equalizações de força em dois, três ou mais pontos.

25/08 – Rapel e ascensão por corda. Contamos com a feliz coincidência de o Comando Regional estar apresentando a um grande grupo um desencarcerador (alicate gigante para, entre outras funções, cortar lataria de veículos) adquirido pela corporação. Após a apresentação iniciamos as atividades contando com aproximadamente dez membros do Corpo de Bombeiros, inclusive de outras municipalidades. Rapel com freio oito, grigri, placa de segurança, freio de resgate e ascensão por corda com cordeletes, com ascensores mecânicos(jumar), cordeletes com grigri e cordeletes com jumar.

Bombeiros participando de treinamento com a ACM

Até então tenho ouvido muitos elogios em relação a proposta desenvolvida, espero que não seja necessário usar tais técnicas em situações reais, espero que não ocorram tais situações. De qualquer maneira vale o aprendizado e estarmos sempre preparados e treinando constantemente. Até aqui agradeço ao Soldado Siqueira pela oficina de primeiros socorros e aos membros do Corpo de Bombeiros pela atenção e participação e ao Comando Regional, em especial ao Sr. Barden.

* Juliano é Diretor Técnico e instrutor habilitado da ACM

6 de julho de 2005

Projeto Viva Feliz é sucesso

No primeiro semestre de 2005, em um programa executado com financiamento do Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente pertencente ao COMDICA, Conselho Municipal dos Direitos da Criança de do Adolescente, atendemos 320 crianças e adolescentes de 13 Entidades que fazem parte da rede RECRIA – Rede de Atenção a Criança e ao Adolescente, entre elas Prosepa - Brigada Militar, ACPMEN – Associação Centro de Promoção do Menor Santa Fé, LEFAN- Legião Franciscana de Amparo aos Necessitados, Centro Técnico Murialdo, FAS-Fundação de Assistência Social atendendo seus sete Centros Educativos, Centro de Cuidados Nossa Senhora da Paz e CAPS Reviver. Proporcionamos a criança e ao adolescente uma experiência inovadora, que alavanque a sua auto-estima e trabalhar com o seu físico de forma holística em contato com a natureza. Trabalhamos semanalmente durante quatro meses com a educação ambiental, e o montanhismo, reformulando conceitos que fazem parte do cotidiano, buscando a sua preparação para enfrentar e superar obstáculos, físicos e emocionais e conseqüentemente sociais e culturais. Nossas atividades desenvolvem a criatividade, o comprometimento, a motivação para vencer desafios em grupo e/ou individualmente, promovendo o extrovertimento e melhorando seus relacionamentos pessoais. Com essa linha de raciocínio procuramos trabalhar a ansiedade e a liberação de energia da criança através da exploração dos dons, das habilidades, da vontade de vencer desafios e do incentivo ao desenvolvimento da sua criatividade.

Montanhismo
Atividade que estimula a pessoa para enfrentar os obstáculos encontrados na prática do esporte, que busca a plena integração com a Natureza e a evolução do auto-conhecimento em vários aspectos: corpo, mente e espírito. Atividade que intensifica a capacidade de concentração, coordenação motora e de planejamento ao mesmo tempo, vivenciando assim uma forma de dissipar os temores e o stress provocados pelo dia a dia. A prática do montanhismo consiste em: caminhadas, escaladas e rapéis (descida com auxílio de corda). O estímulo à prática do montanhismo para crianças e adolescentes é tido como muito salutar para o desenvolvimento físico e psicológico. A criança e/ou adolescente sentirão uma sensação de liberdade quando criar confiança no equipamento de rapel e de escalada. Ela se sentirá realizada ao ultrapassar obstáculos que antes lhe parecerão impossíveis. Ela valorizará cada vez mais a natureza como uma fonte suplementar de energia. Perceberá a importância e responsabilidade de se trabalhar em conjunto.

* Luis Marcelo Rodrigues é Presidente da ACM, proponente e responsável por este projeto.
Veja a carta enviada pela Associação Centro de promoção do Menor Santa Fé agradecendo a ACM e o COMDICA pelo projeto.


Conheça o projeto Caça-Talentos

O objetivo do projeto é divulgar o esporte para a comunidade em geral, procurando sempre visualizar novos talentos, convidando a se integrarem aos praticantes ativos do esporte. Na Semana Aberta da Escala de 04 a 08/07/2005 das 8 as 12 e das 13:30 as 18 nas paredes do Parque Cinqüentenário daremos a oportunidade sem nenhum custo adicional, a comunidade em geral , a conhecerem a escalada em rocha e o montanhismo, modalidade esportiva, que atravessa mais de um século no Brasil e três na Europa. Vão estar montados dois top ropes o dia inteiro a disponibilidade de todos. Participem levem seus filhos, amigos, etc. Na sexta-feira dia 08/07 será organizado um campeonato de velocidade onde os três vencedores ganharão cursos de escalada em rocha, equipamento básico(cadeirinhas) e semestralidades na Associação Caxiense de Montanhismo. Vão ser distribuídas no local 20 camisetas por dia, 10 no início da manhã e 10 no início da tarde.

* Luis Marcelo Rodrigues é Presidente da Acm, proponente e responsável por este projeto.

21 de junho de 2005

Projeto escalada para todos II

Ano passado, enviei um projeto, denominado Escalada para Todos, ao Fundo Municipal para Desenvolvimento do Esporte e Lazer, da Secretaria de Esportes e Lazer de Caxias do Sul, que foi aprovado e muito bem desenvolvido, em dois bairros do município: Fátima e Reolon. O projeto consistia no seguinte: Proporcionar às crianças e adolescentes dos referidos bairros e comunidade em geral a oportunidade de conhecer e praticar a escalada esportiva, uma das modalidades do montanhismo, através de um muro de escalada montado nos bairros, por um período de quatro dias cada bairro. Durante este período a prática da escalada será livre a qualquer pessoa que queira participar (em horários pré-determinados), de qualquer idade e ainda haverá quatro sessões diárias de alongamentos em horários fixos, aberto a todos que queiram participar. O muro ficará a disposição para que qualquer pessoa possa praticar a escalada exceto no quinto dia, quando haverá uma pequena competição, a nível de bairro, com idade de participação limitada dos 12 aos 20 anos. Os vinte primeiros inscritos ganham a camiseta do projeto. Os dois melhores retrospectos de participação e/ou da competição de cada bairro serão selecionados para participarem de um curso básico de escalada em rocha a ser realizado na última etapa deste projeto. Todas as atividades serão divulgadas, no referido bairro, através de cartazes que continham, além de informações sobre o projeto, um breve histórico das maiores conquistas do montanhismo no mundo, colados uma semana antes de colocar o muro a disposição da comunidade, nos locais de maior circulação de pessoas (mercados, farmácia, bares, centro comunitário, posto de saúde, ginásio de esportes, ...). Este ano enviei novamente o projeto, para outros bairros. No intuito de aprovar um número maior de projetos, a secretaria de esportes propôs a alguns projetos a redução de custos e o projeto Escalada para Todos II, versão 2005, ficou da seguinte forma: Muro de escalada por dois dias inteiros, livre a comunidade, com todo o equipamento fornecido. No terceiro dia, campeonato do bairro. O melhor desempenho de cada bairro ganhará uma escalada em rocha no paredão de Vila Cristina. O cartaz do projeto este ano demonstra alguns dos principais nós utilizados na escalada. Mesmo com a redução de custos eu acredito que o projeto será, novamente, um sucesso. Se possível tentarei montar o muro um dia antes do previsto e disponibilizar um dia a mais de escalada esportiva gratuita. A primeira etapa é de 29 de junho a 2 de julho, em frente ao Centro Comunitário do Bairro Kayser, no antigo Colégio Olga Maria Kayser, venha participar, é legal e é de graça!

Relatório da primeira etapa do projeto “Escalada para Todos II”, de Juliano Perozzo, desenvolvida no Bairro Galópolis.

02 e 03/ 08 Fixação dos cartazes do projeto nos principais pontos do bairro: As duas escolas do bairro, subprefeitura, farmácia, posto de combustível, banco, bares, restaurantes, mercados e lojas.

09/08 Montagem do Muro de Escalada na praça, em frente a Igreja Matriz do bairro Galópolis. Local plano, bem aberto e visível a todos.

10 a 12/08 Prática da escalada esportiva liberada a comunidade em geral. Manhã e tarde. Erick Cristiano Alves Tavares, 11, , Volmir Erlo, Giulia Festugato e Jair Stragliotto, foram destaques e ganharam camiseta do projeto. Felizmente quase todos os participantes realizavam os exercícios de aquecimento e alongamento antes das escaladas e alongamento no final. Mais feliz ainda ficava quando percebia os gemidos de “dor” nos alongamentos, sinal de que realmente se esforçaram na prática da escalada esportiva. A média de participantes chegou a 120 escaladas por dia. Mantendo a fila dos guris com uma média de 12 crianças e a das gurias de 8 crianças. Haviam sempre alguns adultos e adolescentes que, mesmo com insistência dos instrutores, recusavam-se em participar porém, permaneciam por ali observando e se divertindo. A expectativa de público foi excelente pois, a notícia foi espalhando-se e a cada dia havia uma participação maior.

13 /08 O campeonato que desde de os dias anteriores já deixavam intranqüilos de ansiedade os pretendentes juvenis, no sábado manteve as expectativas. Foram vinte e seis inscritos sendo cinco meninas. Do total que escalaram duas rotas eliminatórias, somente 13 passaram para a próxima fase (final) e somente uma menina. O vencedor do campeonato e ganhador da escalada em rocha no paredão de Vila Cristina, após uma super-final onde somente seis se classificaram, foi Vinicius Casagrande, 15,. Somente a noite, após o encerramento do evento, é que alguns adolescentes soltaram-se e decidiram escalar e permanecemos escalando no muro até as 21:30 horas.

A expectativa de público foi superada. Nos quatro dias de atividades foi atingido um público aproximado de 400 pessoas (principalmente no sábado) e uma participação surpreendente com mais de 300 escaladas. Certamente muitas crianças escalavam e logo depois voltavam ao final da fila para escalar de novo, consistindo num sólido número de mais de 60 crianças que participaram ativamente do projeto, durante os quatro dias.

Relatório da primeira etapa do projeto “Escalada para Todos II”, de Juliano Perozzo, desenvolvida no Bairro Kayser.

22 e 23/06 Fixação dos cartazes do projeto nos principais pontos do bairro: As duas escolas do bairro, brigada militar, farmácia, posto de combustível, igrejas, bares, restaurantes, mercados e lojas.

28/06 Montagem do Muro de Escalada em frente ao centro comunitário do bairro Kayser, junto ao núcleo do Vinculação. Local plano e seguro, com muros e portão, que sempre permanecia aberto durante as atividades.

29/06 a 01/07 Prática da escalada esportiva liberada a comunidade em geral. Manhã e tarde. Giulia Vendrame, Luana Ferreira Angonese e Wesley Melo da Silva foram destaques e ganharam camiseta do projeto. Felizmente quase todos os participantes realizavam os exercícios de aquecimento e alongamento antes das escaladas e alongamento no final. Mais feliz ainda ficava quando percebia os gemidos de “dor” nos alongamentos, sinal de que realmente se esforçaram na prática da escalada esportiva. A média de participantes chegou a 120 escaladas por dia. Mantendo a fila dos guris com uma média de 10 crianças e a das gurias de 5 crianças, nos horários de pico (09 as 11 horas e das 14 as 16:30 horas). Haviam sempre alguns adolescentes que, mesmo com insistência dos instrutores, recusavam-se em participar porém, permaneciam por ali observando e se divertindo.

02/07 O campeonato que desde os dias anteriores já deixavam intranqüilos de ansiedade os pretendentes juvenis, no sábado superou as expectativas. Foram trinta e dois inscritos, sendo oito meninas. Do total que escalaram duas rotas eliminatórias, somente 15 passaram para a próxima fase (final), incrivelmente três meninas. O vencedor do campeonato e ganhador da escalada em rocha no paredão de Vila Cristina foi Wesley Melo da Silva, 14 anos.

A expectativa de participação foi superada. Nos quatro dias de atividades foi atingido um público aproximado de 50 pessoas e uma participação surpreendente com mais de 400 escaladas. Certamente muitas crianças escalavam e logo depois voltavam ao final da fila para escalar de novo, consistindo num sólido número de mais de 70 crianças que participaram ativamente do projeto, durante os quatro dias.

Relatório da Escalada em Rocha realizada pelos ganhadores dos campeonatos nos bairros Kayser e Galópolis do Projeto Escalada Para Todos II.

Wesley Melo da Silva, 14 anos, Bairro Kayser e Felipe Martins Martinez, 13 anos, Bairro Galópolis foram os selecionados para realizar a escalada em rocha na rota denominada “Rampão”, no paredão de Vila Cristina, próximo a São João da 4ª Légua.
Obs.: Vinicius Casagrande e Maurício Tessaro, respectivamente 1º e 2º colocados no campeonato do bairro Galópolis, não puderam realizar a escalada assim, deram lugar ao 3º colocado, Felipe Martins Martinez.

A escalada que demorou quase três meses para ser realizada devido a um período intenso de chuvas e instabilidade meteorológica, finalmente pode ser realizada no dia 26 de novembro, sábado. Passei na casa do Instrutor Marcelo e com ele estava o Samir, ex-presidente da FGM – Federação Gaúcha de Montanhismo, com sua caixa preta de metal com um caderno e caneta dentro, também chamado de “livro cume”, para os escaladores que lá chegarem deixarem seus recados, poesias, sensações, etc. Fomos os três pegar o Wesley em sua casa no Bairro Kayser e em seguida o Luis Felipe (Boca) já em Galópolis.

Ao deixarmos o carro avisamos a última família, os Canali, que iríamos deixar o carro por ali e voltaríamos a tardinha. Iniciamos a caminhada trocando idéias com a gurizada, incentivando a preservação ambiental, escutando os pássaros, sentindo os cheiros da mata, do mel, das flores (primavera) e infelizmente também uma retirada rápida da trilha para não sermos literalmente atropelados pelas motocicletas barulhentas, fedorentas e impactantes, ainda bem que não foram muitas. Saímos da trilha principal e iniciamos uma trilha de acesso a base do paredão. Chegando lá haviam dois companheiros, escaladores novatos, Jean e Luis Henrique e logo depois chegou o Alexandre. Dividimos os grupos assim: O Alexandre e eu com o Boca e, O Marcelo e o Samir com o Wesley, o Luis Henrique com o Jean. O grupo do Marcelo foi na frente, o do Luis Henrique foi no meio e o nosso grupo foi por último. Antes de sairmos ainda chegou outro Jean, agora o Horta, e sua namorada mas, eles só iriam escalar os primeiros trechos da via. Seguimos nós, os três grupos de escaladores, subindo os quatros trechos de escalada (enfiadas), até chegar na base de um pequeno teto, onde encerramos a escalada, a uma altura de 120 metros. Pequenos tombos, escorregões e “roubadinhas” descontraíram e alegraram os participantes. Há um último trecho de escalada, de uns oito metros, um pouco mais exigente que o resto da via, que não realizamos por fatores de segurança. Confraternizamos todos com fotos, guloseimas e água. E logo em seguida, após deixarmos nossos inscritos no livro cume recém inaugurado, iniciamos os cuidadosos rapeis. Após quatro rapeis chegamos na base da parede onde o clima de descontração aumentou ao pisarmos em terreno horizontal. Já anoitecendo, percorremos a trilha até o carro.Deixei o Boca em casa e em seguida o Wesley. Ao chegar em casa, recebi recados de pais preocupados. Todos estavam bem, felizes e cansados.
Juliano Perozzo.

* Juliano Perozzo diretor técnico e instrutor habilitado da ACM

18 de junho de 2005

Tryon adventure meeting ecoatitude 2005

O maior circuito de Corridas de Aventura do Brasil

I DESAFIO DOS VINHEDOS
25 e 26 de junho de 2005
Bento Gonçalves / Cotiporã
Região Uva e Vinho / Rio Grande do Sul

A primeira prova de corrida de aventura da região. Bento Gonçalves e Cotiporã, duas cidades unidas para esse grande desafio. Bento Gonçalves, cidade conhecida pelo seu vinho de ótima qualidade, e pelo pólo moveleiro, abrigando um grande número de cantinas e industrias moveleiras, com cerca de cem mil habitantes e despontando para o turismo. Cotiporã, pequena cidade, com cerca de quatro mil habitantes, tem como base de sua economia a agricultura e fabricação de jóias, mas já vê seu crescimento através de pequenas industrias, além do setor turístico, principalmente voltado ao ecoturismo e o turismo de aventura.

Queremos que o I Desafio dos Vinhedos, seja uma prova, além de muito técnica, muito bonita, contemplando o que de melhor nossa região possui. Os montes cobertos de vinhedos, de matas preservadas, as cascatas, os rios de todos os portes, além de nossas estradas, na maioria, abertas pelos imigrantes italianos, queremos que tudo isso seja o cenário para que as equipes competidoras mostrem todo seu potencial, atingindo o topo desse desafio.

Patrocínio:

Prefeitura Municipal de Bento Gonçalves
Prefeitura Municipal de Cotiporã

Apoio:

Vinicola Miolo
Posto Texaco Bento.
Hotel Villa Michelon
Opzionne Turismo

Mais informações em:

Esporte Aventura
www.esporteaventura.com.br

Atitude Ecologia e Turismo
www.atitude.tur.br/ecoatitude

17 de junho de 2005

Etapa do ranking gaúcho de escalada esportiva 2005

Foi realizado no dia 16 de julho, a partir das 10 horas da manhã, o I Mart Center Open de Escalada Esportiva, válido pelo ranking gaúcho do esporte. A competição contou com a participação de 31 atletas de todo estado nas categorias profissional masculino e feminino e amador. O evento fazia parte do I Mix Total Esportes Vilmar Oliveira, evento realizado no Shopping. O público estimado que circulou pelo local do muro de escalada foi de aproximadamente 1,5 mil pessoas, conforme a organização. Os competidores tiveram que escalar 3 boulders, sendo atribuído uma pontuação para cada um. No final foram somados os pontos e atribuídos a colocação de cada atleta. Na categoria Profissional o domínio foi dos caxienses tanto na modalidade masculina quanto na feminina. No masculino as cinco primeiras colocações foram de atletas caxienses. O competidor Marcos Vinícius Todero foi o único que conseguiu mandar todas as vias, sendo as duas primeiras on sight, e ficou assistindo de camarote a luta pelo segundo e terceiro lugares, que foi disputada entre 5 atletas. No final, Dioni Capelari e Roni Márcio Andres conquistaram o segundo e o terceiro lugares, respectivamente. No feminino as três primeiras colocações foram de caxienses. A competidora Lílian Beck Tsuhako confirmou o favoritismo e a boa fase, mandando as três vias on sight. Houve ainda o retorno da atleta Elisangela Ballardin Xavier às competições, depois de um ano parada após sofrer uma lesão, conquistando o segundo lugar. Tivemos ainda a grata surpresa de um novo talento caxiense, a competidora Isadora Demoliner ficou em terceiro lugar. Se os caxiense se deram bem nos profissionais, na categoria Amador, no entanto, o domínio foi “estrangeiro” e foi necessário a realização de uma super final entre os dois primeiros colocados, Pedro Ferreira Nicoloso, de Santa Maria, e Cláudio Bochesi, de Antônio Prado, mandaram todas as três vias on sight. O primeiro lugar foi para a região central do estado. O competidor de Santa Maria, mandou on sight a via da super final e com a queda do competidor da serra, garantiu o título. A terceira colocação ficou para outro competidor da serra, Diogo Holleben Silva, da cidade Bento Gonçalves.

Emoção ao completar a via

O momento mais emocionante do campeonato era quando um competidor completava a via e tinha de se jogar de uma altura de 7 metros sobre uma pilha de colchões específicos para amortecer quedas. Era interessante para o público que assistia e também para quem se jogava lá de cima.

O campeonato foi patrocinado pela Kae, Guenoa, Botas Nômade, Kailash, UCS, SESI, Climbing Wall, Mutirão Pré-Vestibular, Loja Meggashop e Loja Sob Pressão.

Realização: Shopping Mart Center, Vilmar Oliveira, Jimerson Rangel Martta e Valter de Oliveira.

Apoio: Federação Gaúcha de Montanhismo e Associação Caxiense de Montanhismo.

Route-Setter: Jimerson Rangel Martta

Agradecimentos: Ingrid, Thiago Balen e Julian.

Classificação Final

Categoria Profissional Masculino:
1º Lugar: Marcos Vinícius Todero, 21 anos (Caxias do Sul)
2º Lugar: Dioni Capelari, 16 anos (Caxias do Sul)
3º Lugar: Roni Márcio Andres, 33 anos (Caxias do Sul)
4º Lugar: Mateus Scopel, 14 anos (Caxias do Sul)
5º Lugar: Antonio Augusto Nery, 25 anos (Caxias do Sul)
6º Lugar: Naoki Arima, 26 anos (Porto Alegre)

Categoria Profissional Feminino:
1º Lugar: Lílian Beck Tsuhako, 21 anos (Caxias do Sul)
2º Lugar: Elizangela B. Xavier, 18 anos (Caxias do Sul)
3º Lugar: Isadora Demoliner, 28 anos (Caxias do Sul)

Categoria Amador:
1º Lugar: Pedro Ferreira Nicoloso, 14 anos (Santa Maria)
2º Lugar: Cláudio Bochesi, 24 anos (Antônio Prado)
3º Lugar: Diogo Holleben Silva, 17 anos (Bento Gonçalves)

Obs: o termo “mandar a via” significa completar o trajeto proposto. O termo “on sight” significa que o competidor completou o trajeto na primeira tentativa e sem quedas.

1° Prêmio Edegar Kittelmann de Fotografia

REALIZAÇÃO: ASSOCIAÇÃO GAÚCHA DE MONTANHISMO
Informações em - www.agmontanhismo.org

Este concurso tem caráter cultural e foi criado com a idéia de homenagear o Sr. Edegar Kittelmann (um dos pioneiros no montanhismo no Rio Grande do Sul) e em comemoração ao 5° ano de aniversário da AGM (Associação Gaúcha de Montanhismo). O concurso visa estimular o desenvolvimento da criatividade, a capacidade de observação e a sensibilidade para a preservação dos locais de escalada incentivando, assim, a prática do montanhismo e da fotografia.

TEMA

"Escalada no estado do Rio Grande do Sul"

PREMIAÇÃO

As três primeiras fotos vencedoras, escolhidas pela comissão julgadora, ganharão um certificado e produtos oferecidos pelos apoiadores (Equinox, Kailash e Solo).

SELEÇÃO

As fotos serão julgadas por uma comissão escolhida pela AGM.No julgamento serão levados em conta os seguintes critérios:

-Domínio da técnica fotográfica;
-Criatividade na abordagem;
-Sensibilidade e adequação ao tema proposto.

As decisões da Comissão Julgadora serão irrecorríveis, soberanas e finais.

INSCRIÇÃO

As inscrições iniciam no dia 08 de Junho de 2005 (ver ficha de inscrição). Poderão participar do evento fotógrafos profissionais e amadores e sócios da ASSOCIAÇÃO GAÚCHA DE MONTANHISMO (AGM) residentes no estado do Rio Grande do Sul.Cada participante poderá concorrer inscrevendo um número máximo de 05 fotografias, que poderão ser entregues tanto no formato digital quanto em papel.O prazo para a inscrição termina à meia noite do dia 29 de julho de 2005. Será considerado a data do carimbo no envelope.

ENTREGA DAS FOTOS

* As fotografias em papel e digital deverão estar no formato 15x21 cm (tamanho mínimo), identificadas por etiqueta afixada no verso, com título, nome completo do autor, nome do escalador e o local que foi fotografado;
* As fotos digitais deverão estar impressas em papel fotográfico;
* A entrega das fotos em papel e digital deverá ser feita via correio, juntamente com a ficha de inscrição do participante devidamente preenchida, no endereço :

Concurso Fotográfico AGM
Rua Dr. Freire Alemão, 470
Bairro Mont Serrat
Cep : 9450-060
Porto Alegre - RS

* As fotos nas quais apareçam pessoas em primeiro plano somente serão aceitas com a respectiva autorização das mesmas, permitindo sua publicação e divulgação da imagem;

A AGM reserva-se o direito de utilização das fotos em qualquer material de divulgação e comercialização da associação, para posterior uso de divulgação em mídias eletrônica e impressa, desde que preservado os créditos dos fotógrafos.

Os participantes do concurso, incluindo os vencedores, autorizam a veiculação das imagens com os devidos créditos.

Fica vedada a participação de pessoas envolvidas direta ou indiretamente na organização do concurso.

RESULTADO

A divulgação do nome dos ganhadores ocorrerá no dia 08 de agosto de 2005, no site da AGM (www.agmontanhismo.org).

O ganhador será notificado por e-mail ou telefone.

Será feita a divulgação do resultado do concurso na mídia eletrônica e impressa.

Os participantes deste concurso, ao enviarem seus trabalhos, estarão aceitando implicitamente todas as normas deste regulamento e concordam com todos os termos acima, não cabendo qualquer tipo de recurso.

10 de maio de 2005

Expedição chinesa vai tirar toneladas de lixo do Everest

Uma equipe chinesa partiu para o monte Everest no final de semana em uma missão para limpar o lixo deixado para trás por alpinistas e turistas, disse na segunda-feira o China Daily. Cerca de 615 toneladas de lixo, incluindo "cada vez mais elementos tóxicos", foram largadas no Everest desde 1921, noticiou o jornal sem dar detalhes. "A operação de limpeza só vai acontecer no lado chinês da montanha — que também faz fronteira com o Nepal — e vai se concentrar na remoção de lixo em níveis mais baixos", disse o jornal. A expedição vai incluir tibetanos e voluntários de organizações de imprensa, comerciais e ambientais. Várias equipes já limparam mais de 10 toneladas de lixo desde meados da década de 1990 após reclamações de alpinistas de que o Everest havia se tornado a lixeira mais alta do mundo. Desde 1953, mais de 1.500 alpinistas chegaram ao cume do Everest, que tem 8.850 metros. Pelo menos 185 pessoas morreram ao tentar realizar a empreitada.

27 de abril de 2005

Projeção Imagens Caxias Open

Nesta quinta-feira (28 de abril de 2005), em sala específica junto a sede da ACM no corpo de bombeiros, será apresentado a projeção de fotos do II CAXIAS OPEN DE ESCALADA. Devido à não termos equipamento para projeção antes, somente agora conseguimos realizar a apresentação. Este evento foi um dos maiores realizados no estado, com a participação de atletas de outros estados. O convite está aberto à associados e convidados. O 2º Caxias Open Escalada Esportiva aconteceu nos dias 3 e 4 de março de 2002, em Caxias do Sul, e foi disputado em duas modalidades de escalada: velocidade e escalada em Boulder. Na prova de velocidade os atletas competiam por sorteio, um contra o outro, sendo uma etapa eliminatória e na etapa seguinte passavam os vencedores e mais o melhor tempo dos perdedores. As finais no masculino foram disputadas por Naoki Arima, de Ivoti, e Jimerson Martta, de Caxias. As finais no feminino foram feitas pelas curitibanas Vanessa Valentin e Gisele Ferraz e aconteceu na Academia Estica Vida. A competição de Boulder aconteceu na Vila Olímpica da UCS - Universidade de Caxias do Sul, onde foram construídas duas estruturas, com seis metros de altura, por cinco metros e meio de largura. Participaram as categorias iniciantes, masculino, feminino, pré-máster masculino e máster masculino e feminino. Devido ao grande número de participantes, ao total 61, a secretária teve muito trabalho. A competição iniciou somente as 10he30min. Os atletas passaram por dois Boulders eliminatórios, dois finais. O vencedor foi declarado após somatório de pontos, com exceção apenas na categoria máster masculino, em que os competidores tiveram que disputar um Boulder a mais para definir o campeão. Os Boulders foram abertos pelos route-setters Márius Bagnati e Staley da Costa, de Florianópolis/SC. O evento foi organizado por Paulo Ricardo Reis e Alexandre Vieira, conselheiros da ACM. A Assessoria foi prestada por Elton Fagundes. Patrocínio da UCS e Estica Vida. O apoio foi de Mammut, Snake, Sultextil, BY, Big Wall, Dicorpo, Esporte e Aventura Turismo, Samburá, Ritter – Cereal Mix, Posto São Luiz, Power Bar, Décor Window, Caminho Aventura Bar, Mad Dogs e Montanha Equipamentos.

Modalidade Speed (Velocidade)

Masculino
1ºLugar: Naoki Arima/Poa
2ºLugar: Jimerson Martta/Caxias do Sul
3ºLugar: Tiago Balen/Caxias do Sul
4ºLugar: Antonio Nery/Poa

Feminino
1ºLugar: Gisele/PR
2ºLugar: Vanessa/PR
3ºLugar: Juliana/SC

Modalidade Boulder

Master
1ºLugar: Guilherme Zavaschi/Poa
2ºLugar: Jimerson Martta/Caxias do Sul
3ºLugar: Tiago Balen/Caxias do Sul
4ºLugar: Daiti Hamanaka/Poa
5ºLugar: Naoki Arima/Poa

Pré-Master
1ºLugar: Douglas/Canoas
2ºLugar: Arthur Derosa/Poa
3ºLugar: Maicol Roni/Caxias do Sul

Feminino
1ºLugar: Vanessa/PR
2ºLugar: Gisele/PR
3ºLugar: Juliana/SC
4ºLugar: Karen/Poa

17 de março de 2005

II Encontro de escalada - ASE

A Associação Santamariense de Escalada promove pelo segundo ano consecutivo o II ENCONTRO DE ESCALADA DE SANTA MARIA, visando sempre novas amizades e a confraternização de escaladores e montanhistas de todo Brasil e paises vizinhos. Nossos encontros tem sempre grandes objetivos como: Troca de experiências, novas conquistas e projetos de pequenas e grandes expedições por nossas montanhas. Nosso costume de hospitaleiros atrai dezenas de pessoas para nossos eventos e é por isso que mais uma vez resolvemos repetir esse evento com algumas novidades. Esperamos a presença de todos.

Rafael Ribeiro / ASE Gestão 2005
Maiores Informações: rafymont@yahoo.com.br


10 de março de 2005

Conheça o projeto Viva-Feliz

OBJETIVO

Proporcionar a criança e ao adolescente uma experiência inovadora, que alavanque a sua auto-estima e trabalhar com o seu físico de forma holística em contato com a natureza. Vamos trabalhar cada criança com auxílio de profissionais especializados em psicologia/ pedagogia (ligados a entidade assistida), educação ambiental, yoga e montanhismo, reformulando conceitos que fazem parte do cotidiano delas, buscando a sua preparação para enfrentar e superar obstáculos, físicos e emocionais e conseqüentemente sociais e culturais. Nossas atividades farão desenvolver a criatividade, o comprometimento, a motivação para vencer desafios em grupo e/ou individualmente, promovendo o extrovertimento e melhorando seus relacionamentos pessoais

JUSTIFICATIVA

Atualmente com a globalização da miséria e a falta de recursos suficientes para resolver a situação social da criança e o adolescente desamparado, como base para enfrentar o mundo com a cabeça erguida e integridade social através de cursos profissionalizantes a nível técnico e superior, exemplo da maioria das pessoas de classe média que possuem melhores condições para buscar novas oportunidades. Frisamos a importância da criança ter preparo psico-físico para enfrentar os desafios impostos pelo meio social, através de esportes da natureza mexendo com o físico, a mente e o espírito, e já está provado que o auto-estímulo para enfrentar problemas se conquista rapidamente com um contato freqüente com a natureza através de atividades como: caminhada, escalada, rappel, educação ambiental por que não uma prática relaxante como a Yoga. Com essa linha de raciocínio procuramos trabalhar a ansiedade e a liberação de energia da criança através da exploração dos dons, das habilidades, da vontade de vencer desafios e do incentivo ao desenvolvimento da sua criatividade. Através da Educação Ambiental visamos a sua conscientização e a revalorização dos recursos naturais como meio de preservação para o futuro.

Montanhismo

Atividade que estimula a pessoa para enfrentar os obstáculos encontrados na prática do esporte integrando-se com os componentes da Natureza, aumentando o seu auto-conhecimento em vários aspectos: corpo, mente e espírito. Intensifica a capacidade de concentração, planejamento, paciência, auto-confiança, superação de limites, liderança e de superar medos e tensões.

Educação Ambiental

A Educação Ambiental é o meio mais eficiente de formar as futuras gerações para que possam traçar o futuro do planeta dentro de uma perspectiva sustentável, uma vez que oportuniza aos atores sociais uma reflexão sobre questões sócio-ambientais trabalhando valores que propiciem o interesse, a auto­con­fiança e o engajamento em ações conservacionistas. Presente nas atividades realizadas na natureza, estaremos abordando temas contemporâneos do cotidiano de cada criança e adolescente e os reflexos deles na sociedade com todo, bem como revelando aos alunos as origens e algumas curiosidades pertinentes a cada assunto. Os planos serão adaptados à realidade dos educandos sendo estipulados após relatórios narrativos sobre cada grupo que servirão de base para diagnosticar a ordem dos temas a serem abordados. ACM e o MEIO AMBIENTE Dentre as diretrizes a serem trabalhadas na área de meio ambiente destaca-se a Educação Ambiental como alicerce de sustentação para o cumprimento das demais atividades, partindo do princípio de que a educação é o elemento indispensável para a transformação da consciência ambiental no que diz respeito não só a proteção de áreas naturais mas incentivando a melhoria da qualidade de vida nas comunidades.

Yoga

Benefícios Físicos: Alonga e aumenta a flexibilidade da coluna; Estimula a circulação e a digestão; Melhora a postura e a coordenação motora; Melhora a flexibilidade dos músculos e das juntas; Alivia dores na coluna, principalmente em decorrência de problemas posturais, lordose e escoliose; Indicada para tensões musculares em geral (ombros, pescoço, pernas). Aumenta a energia; Estimula o funcionamento das glândulas do sistema endócrino; Melhora o sistema respiratório; Diminui o nível de colesterol e de açúcar no sangue; Auxiliar no tratamento da insônia; Benefícios Mentais : Aprimora a consciência corporal; Diminui o stress; Relaxa corpo e mente; Melhora a atenção, bem-estar e equilíbrio; Alivia sintomas de depressão.

Metodologia

Serão criados programas semanais de passeios a ambientes naturais, em dias de chuva será transferida a atividade. Acompanhamento e instruções durante um dia 4 vezes por mês, ocorrerá atividades de montanhismo (caminhadas, escaladas e rapel) e yoga para grupos de até 30 crianças de 10 a 17 anos durante 3 meses. Na maioria das atividades serão utilizados 1 Instrutor de Montanhismo, 1 Educador Ambiental/auxiliar de instrutor de montanhismo, 1 Psicólogo, pedagogo ou assistente social(cedido pela entidade assistida) e um Instrutor de Yoga(Parceiros Voluntários) Iremos trabalhar com grupos de 30 crianças e ou adolescentes, visando não uma competição e sim uma integração em grupo, testando assim a capacidade de cada um em vencer os obstáculos que mexam com o físico e o psicológico da criança/adolescente o tempo todo, motivando-as a participarem através de atividades lúdicas. No total serão aproximadamente 320 crianças por trimestre atingidas pelo projeto.

* Luis Marcelo Rodrigues é presidente da ACM e proponete do projeto.

9 de março de 2005

Homenagem aos atletas da ACM

Recentemente foi divulgado o Ranking Gaúcho Oficial 2004 da Federação Gaúcha de Montanhismo -www.fgm.org.br - das modalidades de escalada em boulder e escalada de dificuldade. Caxias do Sul provou ser a cidade com os melhores escaladores do Rio Grande do Sul, tendo sido os representantes da Associação Caxiense de Montanhismo que obtiveram os melhores resultados do ranking. Com exceção da categoria Máster Masculino de boulder, em todas as outras categorias os primeiros lugares foram de escaladores de nossa entidade.

BOULDER

1º e 3º Lugar da categoria adulto
1º, 2º e 3º Lugar da categoria juvenil
1º Lugar da categoria adulto feminino

DIFICULDADE

1º Lugar da categoria adulto
1º e 3º Lugar da categoria juvenil
1º e 2º Lugar da categoria adulto feminino

E fica aqui nossa homenagem à estes atletas que se destacaram no Ranking, treinaram forte o ano inteiro, levando a ACM, e principalmente da Cidade de Caxias do Sul, ao lugar mais alto do podium.

PARABÉNS !!!

Marcos Vinicius Todero
1º Lugar no Ranking de Escalada em Boulder - Categoria Adulto

Thiago Balen
1º Lugar no Ranking de Escalada de Dificuldade - Categoria Adulto

Jimerson Martta
3º Lugar no Ranking de Escalada em Boulder - Categoria Adulto

Guilherme Reis
1º Lugar no Ranking de Escalada de Dificuldade Categoria Juvenil

Dioni Capelari
1º Lugar no Ranking de Escalada em Boulder - Categoria Juvenil

Pedro Rambor
2º Lugar no Ranking de Escalada em Boulder - Categoria Juvenil

Manuel Riveros
3º Lugar no Ranking de Escalada em Boulder - Categoria Juvenil

Matheus Scopel
3º Lugar no Ranking de Escalada de Dificuldade - Categoria Juvenil

Marcos Alba
1º Lugar no Ranking de Escalada de Dificuldade - Categoria Máster

E se não fosse suficiente o show de escalada da rapaziada, deve ser dado destaque para a evolução da escalada feminina no Rio Grande do Sul. As escaladoras da Associação Caxiense de Montanhismo não ficaram para trás, conquistando os dois primeiros lugares do ranking de dificuldade e o primeiro lugar do ranking de boulder.

PARABÉNS GAROTAS !!!

Lilian Beck Tsuhako
1º Lugar no Ranking de Escalada em Boulder - Categoria Adulto Feminino
1º Lugar no Ranking de Escalada de Dificuldade - Categoria Adulto Feminino

Elisa Rosa Mendes
2º Lugar no Ranking de Escalada de Dificuldade - Categoria Adulto Feminino


5 de março de 2005

Vale Encantado e Frey

A cidade de Bariloche na Argentina, localizada à 1630km ao sul de Buenos Aires, sempre foi conhecida pelas suas estações de esqui e suas belas paisagens. Há alguns anos atrás também se tornou conhecida entre os escaladores brasileiros como um ótimo setor de escalada tradicional, setor este que conta com cerca de 400 vias e está localizado no Cerro Catedral. Atualmente esta pequena cidade de clima agradável e aconchegante durante o verão, começa a despontar como um lugar com ótimas escolas de escalada esportiva. È o que os escaladores gaúchos Vinicius Todero, Elizangela Xavier (Goda) e o carioca Fábio Muniz puderam conferir durante uma viajem a esse maravilhoso local. O primeiro point visitado por eles foi El Trebol, que está localizado à 18km do centro da cidade, que conta com três pequenos setores, Paredes Blancas, Casa de Dani e Torrecitas. Apresentando cerca de 40 vias de 6° a 10ª, além de alguns projetos e um visual deslumbrante. O segundo setor visitado foi o Cerro Ventana, também próximo a cidade, com aproximadamente 25 vias de rocha vulcânica, com graduações variando entre 5° a 9ª. Apesar da bela vista do lago Gutierrez, que se tem desde este setor, não é muito recomendado visitá-lo, pois já houve casos de assalto. O próximo destino dos escaladores foi o Valle Encantado, à 60km ao norte de Bariloche. Este local possui dois grandes setores, um próximo a estrada que corta o Valle e outro com acesso um pouco mais restrito, pois é necessário autorização para acampar no local e um bote ou canoa para atravessar o rio Limay. Os dez primeiros dias foram destinados ao setor próximo a estrada, que conta cerca de 50 vias desde placas verticais até negativa de 45°, onde predomina a escalda atlética e sobre tudo em bi e tri-dedos. Após uma rápida ida a Bariloche, os escaladores retornaram ao Valle Encantado e permaneceram por lá por mais 15 dias, mas desta vez, cruzando o rio. Onde puderam escalar algumas das 60 vias em rocha vulcânica, um tanto quanto abrasiva deste setor. O último setor visitado foi o Frey, que como já foi mencionado anteriormente esta localizado no cerro Catedral, e está a 25Km do centro de Bariloche, sendo que 10Km são feitos a pé por uma trilha muito agradável e bonita, um pouco inclinada no trecho final. Neste setor, durante cinco dias eles puderam escalar algumas vias tradicionais nas agulhas de granito escorregadio e cheio de fissuras do Frey. Como se nota Bariloche é um ótimo destino no verão tanto pelas escaladas, como pelo ambiente acolhedor e agradável que oferece. Opções de passeios também não vão faltar nos dias de descanso, já que a cidade possui uma ótima infra-estrutura para mountainbike, trekking, rafting, alem de passeios mais convencionais em barcos no lago Nahuel Huapi, teleféricos no cerro Otto ou Campanário, de onde se pode ter uma linda visão da cidade do lago e das montanhas que a cercam. Para quem estiver interessado em visitar este local, e quiser mais informações sobre a cidade e os locais de escalada pode entrar em contato com Vinicius pelo e-mail mvtodero@gmail.com

18 de fevereiro de 2005

O Primeiro 6.000, a gente nunca esquece...

Em dezembro de 1995, eu desembarcava novamente em Mendoza, cidade Argentina situada nos pés da cordilheira dos Andes, com o objetivo de chegar ao topo de duas montanhas no período de 10 dias. Exatos onze meses antes, eu havia feito uma tentativa de chegar ao cume do Aconcágua, maior montanha do Ocidente com 6.959 metros. Esta tentativa fracassara devido ao mau tempo persistente, que obrigou, eu e mais dois amigos, a ficarmos fechados dentro de uma barraca por três dias, no último acampamento (Berlim), esperando uma melhora no tempo para podermos fazer o ataque ao cume. Estávamos alto demais, no momento errado. O tempo ruim persistiu, nossas forças se esvaíram e decidimos voltar. Ao chegar novamente à civilização e tomar o primeiro banho quente depois de três semanas, prometi a mim mesmo nunca mais voltar à montanha. Desde então, apesar de estar sempre refazendo esta promessa, nunca consegui cumprí-la. Voltando ao meu objetivo, a primeira das duas montanhas, o “Cerro de los Penitentes” de 4.510 metros, foi escalada em três dias, sendo que o terceiro dia foi reservado para voltar a Mendoza, um breve retorno ao conforto e preparação para o deslocamento até a base do “Cerro Del Plata”, ponto culminante do “Cordón del Plata”, com 6.050 metros e o meu próximo objetivo. No dia seguinte, parti, junto com um grupo de amigos Argentinos, para uma estação de esqui situada na base da montanha. A partir daquele ponto, bastavam dois acampamentos, sucessivamente mais altos, e chegaríamos ao cume. Na teoria, tudo parecia simples... O primeiro dia de subida consistiu em uma subida leve até os 3.400 metros, onde acampamos para iniciar uma aclimatação rápida. A aclimatação é fundamental para que o organismo possa se acostumar com a falta progressiva de oxigênio a medida em que se ganha altitude. Na manhã seguinte, subimos até o último acampamento, ou campo-base, a 4.100 metros e de onde, no dia posterior, partiríamos para o cume. Aos 4.000 metros, a falta de oxigênio já ocasiona dor de cabeça e cansaço. Qualquer movimento apressado acelera o batimento cardíaco e causa tontura. Apesar da beleza do local ao redor, não me senti disposto a nada, além de tirar fotos e ficar deitado, comendo e descansando para a subida extenuante que estava por vir. Durante a noite, nevou sem parar, mas o dia amanheceu limpo e ensolarado. Às 6:30 estávamos saindo em direção ao cume, quase 2.000 metros acima e a no mínimo, 8 horas de caminhada. Ao atingir os 5.000 metros comecei a me sentir enjoado e com ânsia de vômito, sintomas normais de uma subida muito rápida. Pensei várias vezes em desistir e voltar para o campo-base, mas sempre era estimulado pelo meu amigo Argentino, que retardou sua subida para acompanhar o meu passo. Segui seu conselho de não olhar para frente e pensar somente em colocar um pé na frente do outro, dar 15 passos e parar para recuperar a respiração. Poucas situações ilustram tão perfeitamente o que significa vencer um desafio, passo a passo. Concentrado somente no próximo passo e alheio à vista magnífica que se apresentava ao meu redor, chegamos ao cume por volta das 15:00 horas, quase nove horas depois de partirmos do campo-base. Assinei meu nome no “livro de cume” e tirei duas fotos, sentado, pois estava exausto e completamente nauseado. Permanecemos pouco mais de 30 minutos no cume e começamos a descer pelo mesmo caminho de subida. Durante a descida, parei duas vezes para vomitar o pouco que havia comido no café da manhã e terminei me distanciando do meu amigo, o qual julgou não haver perigo em me deixar sozinho na descida. De fato, descer sozinho não teria sido um problema se o tempo não fechasse e a visibilidade não se reduzisse a uns poucos metros. Sem poder me orientar pelas montanhas vizinhas, segui a trilha marcada na subida e confiei no fato de que alguém certamente deveria estar me esperando no caminho. Continuei descendo por mais algum tempo até chegar em um ponto em que suspeitei estar perdido. Parei e esperei as nuvens se dissiparem um pouco para poder olhar ao redor e me localizar. Já eram quase 18:00 horas e o sol já havia se escondido atrás da montanha, restando somente sua luminosidade indireta. Acreditava não estar longe do campo-base e, assim, teria tempo de luz suficiente para chegar no mesmo. Meus problemas começaram no momento em que o tempo abriu e eu pude enxergar as montanhas vizinhas sem conseguir reconhecê-las. Estava cansado, sem comer desde o café da manhã e com sede. Fechei os olhos e procurei refazer o caminho de descida, tentando identificar onde havia me enganado. Olhei para trás e avistei o contorno de uma montanha conhecida. Não havia mais dúvidas: eu havia descido pelo caminho errado e estava em um vale vizinho ao da subida. Mesmo extremamente cansado, nada disso seria preocupante se eu tivesse mais tempo de luz, mas subir novamente até o ponto em que eu errei o caminho levaria uma ou duas horas, das quais eu não dispunha. Realizar parte do trajeto no escuro era perigoso, pois existiam trechos próximos a acarreos que exigiram atenção durante a subida. Transpô-los na escuridão seria arriscado demais (e a lanterna frontal? Pois é, durante a subida, devido ao cansaço, eu deixei minha mochila no trajeto e, dentro dela, imprudentemente, a lanterna frontal...). Decidi procurar um local plano e passar a noite ao relento, esperando os primeiros raios de sol para reencontrar a trilha. Ajeitei-me para passar a noite mais longa de minha vida. Rezei para que não nevasse, nem ventasse, pois estava completamente desabrigado. Coloquei as mãos nos bolsos para esquentá-las e achei barras de chocolate que eu havia reservado para a descida. Improvisei o recipiente do filme que carregava e utilizei-o como um pequeno copo para beber água de um pequeno glaciar próximo ao local onde eu estava, mesmo sabendo que meu organismo não reteria aquela água por ela não conter sais minerais. É difícil acreditar que uma pessoa possa morrer desidratada ao lado de uma fonte de água tão pura. A noite demorou para passar. Procurei não dormir, com medo de ter os dedos dos pés congelados. A todo instante, tirava as botas e massageava os dedos, tentando mantê-los aquecidos. No horizonte, eu enxergava as luzes da cidade de Mendoza, apesar de estar a quase cem quilômetros de distância. Ficava imaginando as pessoas nas ruas, bebendo cerveja, comendo, sentindo calor e dormindo tranqüilas, ao passo em que eu começava a tremer involuntariamente de frio, e lutava contra o sono e a fadiga. Lembrei-me de que os Argentinos iriam descer direto até a estação de esqui e deixariam a barraca no campo-base para eu passar a noite e descer no dia seguinte. Em resumo, ninguém sabia que eu estava em apuros. A minha ausência só seria sentida no final do dia seguinte. Indiferente a tudo isto, a noite seguiu seu curso e eu saudei, como nunca havia feito antes, a primeira luminosidade do sol que despontava no horizonte. Levantei-me e recomecei o caminho de volta. Sem que eu soubesse, um grupo de canadenses já estava a minha procura ao notar que eu não havia voltado para o campo-base na noite anterior. Eles haviam nos acompanhado até parte da subida e voltaram. Na noite anterior, eles falaram, via rádio, com Mendoza e avisaram que “le grimpeur Brésilien” não havia voltado do cume. Encontrei-os no caminho e fiquei sabendo que os argentinos já estavam a caminho para me levar de volta para Mendoza. Naquela noite, em Mendoza, organizamos um churrasco para repor os 6 kilos que eu havia perdido em quatro dias na montanha. Novamente, refiz a promessa de nunca mais voltar à montanha.
Em dezembro de 1996, eu estava de volta ao mesmo lugar.
Por Anderson Bocchi, sócio da AGM (Associação Gaúcha de Montanhismo)