29 de maio de 2004

Noel Rocks ganha mais uma via em móveis, a "Teto Verde", 25m, 6º

Sempre que o Nativo (Cristiano Backes) vinha para Caxias fazíamos uma conquista, uma grande repetição, pêndulo ou algo assim. Desejando ir ao Mallakov, pretendíamos realizar um aquecimento em Noel Rocks, próximo a Gruta da 3ª Légua, um local próprio para treinamentos com equipamentos móveis. Pela manhã do dia 20 de maio de 2004, passei na casa do Paulo (Kriko), onde estava o Nativo, e jogamos um pouco de conversa fora e, logo depois, partimos para a escalada. Logo na saída, tomamos um atraque da polícia, três carros, super armas, trancaram até a rua, foi um escândalo e no fim, tudo liberado!!! Chegando nas terras da família Sartor, comunicamos a nossa intenção e sem problemas, fomos para a tradicional (para mim) linha de rapel. Descemos, deixamos as mochilas por ali mesmo e levei o nativo para conhecer as bases das quatro rotas em móveis existentes ali. Na andança percebemos várias novas possibilidades e sem demora escolhemos um belo diedro laranja com fenda boa e um teto no final, desafiador e ainda virgem. Antes de iniciar dividimos a conquista: o Nativo manda até a metade e eu completo a façanha. Fenda boa, movimentos bonitos, dois pequenos platôs contribuindo para os movimentos em livre no decorrer da via e o crux, um pequeno negativo vencido pelo Nativo através de um belo trabalho de movimentação no diedro e logo depois a parada “bomba”, bem montada. Na base, arrumei as coisas no haul bag, botas e equipamento restante, fixei na corda retinida e subi, recolhendo, em livre. Chegando na parada móvel; reorganizada rápida, e prossegui em direção ao teto, ainda não sabendo bem, para que lado seria a saída. Sem problemas, logo estava segurando nos enormes buracos do teto, às vezes escolhendo entre mão ou friend, movimentando e adaptando-me a situação completei o teto, repleto de super-cipós e laçando dois deles, cada um da grossura do braço, escolhi a saída pela esquerda, entrando no trepa-mato até a primeira árvore boa para montar a parada e chamar o Nativo. O haul bag veio antes, para não ocorrer problemas com as árvores. E, lá vem surgindo o Nativo, completando a quinta via com proteção móvel de Noel Rocks.

Materiais: duas cordas (uma para retinida), jogo de nuts, friends variados (+- 10) prevalecendo os pequenos, costuras e/ou mosquetões avulsos (+- 20) e algumas fitas.

Obs.:
Não esqueça, sempre, de solicitar permissão aos proprietários, ao deixar o veículo. Eles são bem receptivos e ainda vendem bons vinhos.

Um abraço e boa sorte!!!
Juliano Perozzo

11 de maio de 2004

Parceria entre bombeiros e montanhistas

Quinta-feira, dia 13 de maio, às 14 horas, será realizado um novo trabalho com os membros do 5º Comando Regional do Corpo de Bombeiros. Estas atividades com os Bombeiros vem tomando destaque em razão de um compromisso firmado cujo objetivo é proporcionar uma maior tegração entre as entidades, já que a sede da ACM encontra-se nas dependências da corporação, e principalmente para proporcionar a troca de conhecimentos entre os Bombeiros e os mntanhistas. A última atividade técnica entre a ACM e os Bombeiros foi no dia 15 de Abril e ocorreu da seguinte forma, conforme relatado pelo nosso diretor comercial Juliano Perozzo.

"Relato sobre a atividade da ACM com o 5º Comando Regional (com a equipe de serviço) junto à torre de treinamento, dia 15 de abril de 2004 as 14 horas. Duas cordas saindo das ancoragens equalizadas. Uma livre para rapel e uma com um nó (borboleta) no meio da corda, obrigando o rapelador a realizar a passagem pelo nó, simulando um “malho” na corda. O Ígor expôs a intenção aos bombeiros pretendentes, realizou uma demonstração e iniciamos as atividades. Sempre que descia alguém no rapel, um bombeiro era acionado para fazer a segurança na corda, junto à base. Já na corda da passagem de nó,...Primeiro um soldado, +- 18 minutos, um sargento, +- 12 minutos, outro soldado, 25 minutos, soldado, 20 minutos e por fim outro sargento com +- 10 minutos. Parabéns sargentos! Uma ótima atividade que promoveu muita integração entre a ACM e a equipe de serviço do 5º CR. Para finalizar apostei com o Igor, aproveitando que já havia percebido todos os erros e contratempos dos outros, que conseguiria fazer a passagem do nó em menos de dois minutos. Não deu outra!! Todos gostaram da atividade, alguns não faziam rapel há mais de dez anos e a maioria, dificilmente realiza treinamentos. Todos desejam realizar novas atividades semelhantes e quem sabe melhorar a articulação de busca e resgate entre a ACM e o 5ºCR. Juliano Perozzo Diretor Comercial da ACM."


A ACM destaca que todos os sócios estão convidados a participar das atividades.


Atividade: Ascensão por corda e uma revisão de nós

Local: Corpo de Bombeiros
Data: Quinta, 13 de maio de 2004

Horário: 14 horas


Coordenação: Diretoria Técnica da ACM


obs. Leve equipamento de proteção individual


Confira abaixo algumas fotos dos treinamentos que são realizados entre a ACM e o Corpo de Bombeiros





8 de maio de 2004

11a em Flash

O nome de Kilian Fischhuber começa a soar com força dentro do panorama internacional, sobre rocha e resina. Dois pódios seguidos (o último no lugar mais alto) na Copa do Mundo de boulder 2004 foram o primeiro aviso. Ganhou em Erlangen e ficou em segundo em Birmingham. Devolta a Áustria, e aproveitando o intervalo nas competições internacionais de boulder até o final de maio, Fischhuber decidiu trocar o crashpad pela corda, mas sem mudar o estilo de escalada. Tai chi, via aberta por seu compatriota Beat Kammerlander na escola de Loruns, comprime em apenas oito metros todo um 8c de via. Um lance ligeiramente negativo e de pegas pequenas, típico de um boulder.

10c ou 11a?

Quando Kammerlander deixou seu projeto pronto, dando vida a Tai chi, o grau sugerido ficou em 10c. Posteriormente, a quebra de uma agarra chave elevou a dificuldade da via. Outro especialista em boulder austríaco, Bernd Zangerl, foi o primeiro a encadenar a via depois da quebra, graduando-a em 11a. Gerhard Hörhager e Fred Nicole engordaram depois a lista de cadenas e confirmaram a graduação nova. Agora, em 23 de abril, Fischhuber, depois de observar cuidadosamente Hans Milewski tentar a via, entrou na parede e saiu direto em cima, tornando-se o primeiro escalador do mundo a escalar um 11a na primeira tentativa, sem quedas.

Fonte: Desnivel.com
Extraído da
Montanhistas de Cristo

6 de maio de 2004

Exposição de fotografia de José Luis Kavamura

De passagem por Caxias do Sul, o Paranaense José Luis Kavamura fará uma exposição de fotos de montanhismo na Universidade de Caxias do Sul. Em 1999 Kavamura tirou uma licença de 3 anos de seu serviço e durante este tempo percorreu o mundo, tendo escalado em cerca de 12 países e em 6 estados do Brasil. A exposição dos slides desta aventura será feita na Sexta-Feira, dia 07 de maio, no auditório do Bloco 70 da Universidade de Caxias do Sul e está aberta ao público. A entrada é franca.Para quem não conhece o esporte vale a pena dar uma conferida nas belíssimas fotos de Kavamura que é montanhista a mais de 10 anos. A mostra dos slides é uma promoção da Associação Caxiense de Montanhismo e do Diretório Acadêmico de Educação Física da UCS.

LOCAL: Auditório do Bloco 70 na UCS
HORÁRIO: 20 horas

2 de maio de 2004

Nova Via na 3ª Légua

A gruta da Terceira Légua é o local de escalada mais próximo de Caxias porém suas rotas de escalada são, na maioria, de alto grau de dificuldade. Buscando uma alternativa aparentemente mais fácil, para levar alunos e iniciantes na escalada, observei, há tempos, uma rampa de pedra á esquerda da estrada, 50 metros antes de chegar ao estacionamento da gruta, indo pelo Bairro Rio Branco. Fui promover um contato com o proprietário das terras Sr. Almides, sobre a possível escalada. Com certas ressalvas aceitou que fôssemos explorar o local. Marcelo, iniciando um curso de escalada, Leonardo (salsicha) retornando as escaladas após alguns anos, também participando do curso porém mais como revisão, Mauro Bertelli, amigo e montanhista há anos e minha esposa Elisa, foram comigo, dia 25 de abril, domingo, explorar as terras do Sr. Almides, que pela manhã cedo nos conduziu até parte da trilha de acesso. Chegando na pedra, cadê a pedra!!! Lances curtos de rocha intercalados com mato fizeram-nos explorar melhor o local até encontrarmos uma linha um pouco mais limpa. Contando com a furadeira a bateria do Mauro, ele mesmo colocou a 1ª proteção fixa tornando a base, um trepa mato relativamente perigoso, mais tranqüila. Salsicha assumiu a ponta da corda, dominou dois balcões de rocha e mato e uns quatro metros acima da 1ª proteção, colocou a 2ª. Pretendendo colocar todos a participar da conquista e iniciando um curso às avessas, Marcelo assumiu a ponta da corda e entrando na rocha cada vez mais limpa, subiu uns quatro metros em diagonal a esquerda e instalou a 3ª proteção. Com o intuito de aproveitar o grau ainda fácil da escalada (4º), Mauro assumiu a corda e puramente na rocha dominou um balcão e instalou a 4ª proteção. Também querendo conquistar assumi a corda, estiquei uns três metros e instalei a 5ª proteção. Poucos pontos de apoio tornaram difícil esta passada, principalmente a furação. Aproveitando o embalo e com o apoio da galera não perdi tempo, subi mais uns três metros na rampa de micro agarras e instalei a 6ª proteção, já conseguindo ver o final da via, ainda uns doze metros acima. O Leonardo e o Marcelo tentaram a investida e desistiram, deixando para mim encerrar a via. Subi uns cinco metros e instalei a 7ª proteção, uma chapa bonier rapelável, e vendo a possibilidade, subi mais uns seis metros e instalei a oitava e última proteção, outra chapa bonier, rapelável, e com fácil acesso ao mato do topo. Para curtir o visual Leonardo subiu de 2º e juntos apreciamos o visual. Descemos todos felizes e encontramos a Elisa retornando de uma caminhada. Juntos, voltamos no carro do Marcelo até Caxias, realizados e cansados.

Via: Mamica de cadela, 30 metros, 4º, Vsup.

Obs.: Para isto contamos com o apoio da Associação Caxiense
de Montanhismo
que forneceu alguns chumbadores e chapeletas.
O restante das proteções foram cedidas pelo Mauro. Para qualquer
repetição da via é necessário solicitar a autorização do Sr.
Almides, proprietário das terras.

Mauro Bertelli e a furadeira usada na conquista.

Os conquistadores da Via.

Juliano Perozzo investindo na conquista

Agradecimento aos colaboradores

A ACM agradece as empresas LAREZ, GALIOTTO e MADEFUJI, que doaram materiais de construção para o centro de resíduos do Parque Ecológico de Montanhismo do Rio das Antas. É importante salientar a importância da ajuda da iniciativa privada nos projetos de desenvolvimento ecológico. A ACM busca fazer sua parte e estas empresas têm possibilitado fazer isso. À ELAS O NOSSO MUITO OBRIGADO.


Parceria ACM X UERGS é sucesso

Quem imaginou que o frio ou a chuva fosse intimidar os voluntários se enganou. Cerca de 18 pessoas se uniram e realizaram uma das maiores limpezas do Parque Ecológico de Montanhismo Rio das Antas. Eram cerca de 09h30min da manhã de sábado quando duas Vans saíram da sede da ACM, levando estudantes e montanhistas ao Parque Ecológico de Montanhismo do Rio das Antas, em Flores da Cunha. Ao chegarem no local, após as apresentações, os voluntários foram divididos em grupos de 4 a 5 pessoas, onde cada grupo atuaria em determinada área do parque. O empenho e a dedicação dos grupos foi grande e ao final do dia já eram contabilizados mais de 15 sacos de detritos recolhidos. Além de ser muito gratificante lutar para ver nosso parque cada vez mais limpo, foi muito importante a parceria feita com os alunos da UERGS. A troca de conhecimentos e a ajuda destes alunos foi fundamental para a realização desta atividade. Ao final do dia houve uma confraternização entre as entidades e os alunos da UERGS puderam fazer um rapel de cerca de 30 metros, tudo com o auxílio dos sócios da ACM. Todos voluntários estão de parabéns pelo sucesso da limpeza e pela confraternização proporcionada pela atividade. Certamente essa será o início de outras parcerias e trocas de conhecimento com os alunos da UERGS, tudo em prol da preservação meio ambiente. Para finalizar, fica um agradecimento à Valter dos Reis de Oliveira, sócio da ACM e aluno da UERGS, que foi o idealizador da parceria das entidades.