6 de novembro de 2004

I Workshop de Montahismo

Foi um sucesso o 1º Workshop de montanhismo realizado pela ACM no dia 06 de novembro deste ano. No inicio da tarde os participantes puderam se descontrair escalando no muro da ACM. Em seguida foi realizado a primeira oficina, com o diretor técnico da ACM, Ígor Goedel, apresentando formas de equalização e fator de queda. Durante a palestra a platéia interagiu fazendo perguntas e buscando soluções para diversos problemas criados por Ígor. Após a oficina técnica a apresentação ficou com Jimerson Marta (Botas Nômade), falando um pouco sobre escalada esportiva e técnicas de treinamento. Jimerson passou para o público a importância da movimentação e do treino na busca de uma escalada segura e sem lesões. Depois das oficinas de montanhismo foi a vez do meio ambiente. Janaina Torves, diretora de meio ambiente da ACM, apresentou técnicas de conservação ambiental em locais de escalada. Janaina frisou a importância do mínimo impacto para a conservação dos espaços de escalada e a responsabilidade de cada um. Depois das oficinas os participantes assistiram o filme "Touching the Void", que conta a história de dois escaladores que quase morreram no Siula Branca, uma das maiores montanha do Peru.

WORK SHOP DE MONTANHISMO - 06/11/2004

15h - Oficina sobre equalizações, fator de queda e segurança dinâmica na escalada.
Resp. Igor Goedel (Dir. Téc. ACM)


16h – Oficina sobre movimentação e treinamento na escalada esportiva.

Resp. Jimerson Martta (sócio da ACM)


17h – Oficina de educação ambiental.

Resp. Janaina Torves (Dir. Meio Ambiente ACM)


18h – Apresentação do vídeo “Tocando o vazio”, uma história real sobre a escalada do Siula Grande no Peru.

Resp. Juliano Perozzo (Dir. Coml. ACM)

1 de novembro de 2004

Plantio no PEMRA

Ocorreu no dia 24 de outubro a primeira etapa de recuperação de área realizada pela ACM em parceria com a Diretoria de Meio Ambiente de Flores da Cunha, representados por Carla Lima Rocha (bióloga) e Auro Marchioro Felippe ( engenheiro agrônomo). Nesta primeira fase priorizou-se o plantio de mudas em áreas já povoadas e onde havia uma maior profundidade no solo. Elegeu-se dois pontos onde foram distribuídas 17 mudas, escolhidas pela sua fácil adequação a solos degradados, exceto algumas espécies de mais alto porte que será dado mais atenção para que seja positivo seu crescimento, em ambos os casos as espécies apresentam larga utilidade como fitoterápicos. Participaram do evento além dos sócios da ACM integrantes da ONG Preá de Flores da Cunha e as famílias Gelain e Bordim que além de realizarem o plantio participaram de atividades interativas. A presença de crianças durante o evento animou a tarde realizando brincadeiras lúdicas educativas. A iniciativa da ACM parte das mobilizações que à anos vem realizando no local que é um dos mais belos para a prática do montanhismo do estado contando com muitas vias de escalada de vários graus de dificuldade. Pretendemos ao decorrer deste próximo ano realizar uma segunda etapa nesta recuperação de área, onde será mais direcionada e articulada com sindicatos de agricultores e o tema será adubação verde, partindo desde o princípio para a recuperação orgânica do solo.

Mudas plantadas:


INGÁ FEIJÃO: Ingá marginata
CANELA PRETA: Nectandra amara Meissn
IPÊ AMARELO: Tecoma ipê Martius
ESPINHEIRA SANTA: Maytenus alicifolia Martius
CAROBA: Jacarandá semisserata Cham
JABOTICABEIRA: Myrcia cauliflora Berg
GOIABEIRA: Psidium gaujava L
ARAÇÁ: Psidium araçá Raddi

Se você visitar o local, preserve, e qualquer anormalidade constatada favor comunicar nossa entidade ou a Pref. de Flores da Cunha.


Janaina Torves

Dir. de meio Ambiente
da ACM

III Indoor Open de Escalada Esportiva

O III Indoor Open foi um sucesso !! As regras, adaptando-se as categorias por idade foram muito bem aceitas, tanto por competidores quanto pela organização e público. As mesmas vias para juvenil, adulto e máster, em função do ranking, tornou a disputa mais interessante, possibilitando escaladores juvenis a superarem as marcas dos adultos.A categoria máster teve pouca participação mas abriu um leque para futuras competições e competidores.As escaladoras desfrutaram de vias de excelente nível, confirmando a já favorita Lílian como 1ª do ranking, também de dificuldade. Uma nova linha foi aberta com a categoria infantil, oportunizando às crianças e adolescentes a possibilidade de conhecer o montanhismo e a escalada.Os adultos mostraram seus talentos com lindos vôos e performances, dignos dos melhores escaladores do Brasil.As empresas apoiadoras do evento estão de parabéns por poderem proporcionar aos competidores e a organização equipamentos da mais alta qualidade para montanhismo, escalada e atividades outdoor, inclusive enviando material para divulgação.A organização, também de parabéns, conseguiu contentar a todos, com o alto nível de seus membros e das regras estabelecidas, recebendo elogios com o campeonato ainda em andamento.

Os resultados ficaram os seguintes:


Categoria INFANTIL: Ambos os sexos até 13 anos de idade

Sidharta Torves Ardelius


Categoria JUVENIL: Masculino, de 14 a 17 anos

Guilherme Léo Rossi Reis (Academia Estica Vida)
Giovani Ruffato
Mateus Zattera Scopel

Vinícius Lucchese

Manuel Adrian Riveros Escalona

Vinicius Nicolini
Erikson de Souza


Categoria ADULTO: Masculino, de 18 a 39 anos

Thiago Balen (Equinox, Solo e Big Wall)
Roni Marcio Andres (Guenoa Apetrechos)

Naoki Arima (Agarras Sauro)
Marcos Vinícius Todero (Kailash)
Robledo José Severo
Eduardo Bailon (Climbing Wall)
Douglas Brunetta de Araújo (Paiol, Yázigi, UCS)
Fabiano Caramujo
Lucas Brunetta de Araújo

Categoria MASTER: Masculino, 40 anos ou mais

Marcos Alba


Categoria FEMININO: Feminino, 14 anos ou mais

Lilian Beck Tsuhako (Botas Nômade)
Elisa Rosa Mendes (High Industrial)
Daniela Magnabosco


ROUTE SETTER

Jimerson Marta

31 de outubro de 2004

Yôga e montanhismo

Desde o início do ano os sócios da ACM estão participando de aulas de Yoga com a professora de Educação Física Evelise B. Weber. As aulas são ministradas de 15 em 15 dias na sala de musculação do 5º Comando Regional de Bombeiros e contam com a participação de várias pessoas. O Yôga é uma maneira de viver melhor, de reconquistar o equilíbrio físico e mental. Yôga não é uma religião, no entanto, é uma prática altamente espiritualizada, envolve a mente e o corpo, unindo trabalho físico, mental e espiritual. É uma atividade ligada às tradições hindu, tem sua origem na índia, há mais de 5000 anos. O Yôga e o montanhismo estão intimamente ligados pois são atividades que exigem ao máximo o equilíbrio do corpo com a mente. Dentre os diversos exercícios ministrados por Evelise, destacam-se os ligados a respiração e alongamento, que são fundamentais para a prática da escalada. Havendo interesse em participar das aulas basta ser sócio da ACM, não é necessário pagar nenhuma taxa adicional. Para quem não é sócio da ACM Evelise oferece aulas particulares e também para grupos, basta entrar em contato com ela para combinar preços e horários. Além de Yoga Evelise também trabalha com treinamentos personalizados em vários ramos da Educação Física.
Prof. Evelise B. Weber (CREF-RS Nº. 6723)
Telefone para Contato: (54) 3321.5471


NAMASTÊ !

Campeonato interno de Boulder - Resultados

Dia 30 de outubro foi realizado o campeonato de Boulder que definiu a classificação para o Ranking interno da ACM. O campeonato contou com a participação de vários sócios que não se intimidaram com o sol forte que fez durante a competição. O local escolhido foi o Cerro da Glória, próximo a terceira légua, de visual exuberante, tornando o campeonato ainda mais emocionante. A competição se iniciou por volta do meio dia, nos boulders abertos pelo presidente Luis Marcelo e pelo Diretor Técnico Ígor Goedel. No final da tarde, com o sol já se pondo, os atletas faziam os dois últimos boulders, de grande dificuldade técnica. O campeonato terminou por volta das 19 horas e os últimos atletas tiveram que escalar o boulder a luz de lanternas. O destaque ficou para Jimerson Marta que concluiu o último boulder sendo iluminado por apenas duas headlamps (lanternas de cabeça), ficando com o 1º Lugar do Campeonato. A classificação ficou a seguinte:

Colocação Masculino:


Jimerson Martta
Dioni Capelari
Juliano Perozzo
Pedro Rambor
Lucas Hainzenreder Longhi
Manuel Adrian Riveros Escalona
Mateus Scopel
Cristiano Ramos

Colocação Feminino:
Elisa Rosa Mendes
Janaina Torves

A premiação será entregue na quinta-feira, dia 4 de novembro, na sede da ACM. O desempate entre os segundos colocados, Dioni e Juliano, ocorrerá no muro da ACM em data oportuna.

5 de outubro de 2004

Novas vias equipadas na 3ª Légua

O escalador caxiense Vinicius Todero, com o apoio da Associação Caxiense de Montanhismo (ACM), que forneceu chapeletas e uma parada, abriu uma nova via esportiva na Gruta da 3ª Légua. A via se chama “Do piton a chapeleta...”, nome este que Vinicius deu devido ao fato da via ter sido conquistada há alguns anos atrás por Juliano Perozzo em artificial. E agora, após liberar a via em top rope, e com a autorização do primeiro conquistador, Vinicius grampeou a via, que ficou graduada em torno de 8c/9a?, e esta à espera de algumas repetições para a confirmação do grau. A nova via localiza-se do lado esquerdo da via Escada caiu e a direita da via Duli-duli. Outra via que Vinicius bateu alguns grampos foi a Armagedon que agora conta com mais 6 proteções e possui 22 metros de altura, ficando graduada em 9b ou 9c se for feita com seu upgrade também proposto por Vinicius. Vale a pena conferir.

2 de outubro de 2004

Limpeza nas terras do Sr. Gelain

Aconteceu dia 26 de setembro a segunda etapa da coleta de lixo nas propriedades do Sr. Arlindo Gelain. A primeira etapa fez parte da limpeza do mirante, onde tivemos a participação de estudantes da UERGS( universidade estadual do rio grande do sul), e foram coletados ao todo 50 sacos de 50 l. Nos detemos mais neste dia ao mirante onde foi necessário a descida em corda de uns 40 m para recolher o lixo que as pessoas bem educadas jogam quando estão no mirante, em breve estaremos colocando uma placa de conscientização neste local para evitar futuros acidentes. Na propriedade do Sr. Arlindo deixamos para trás os locais onde necessitaria descida em corda para realizar a coleta, o que foi feito neste dia 26. Na chegada fomos recebidos por uma chuvarada que deixou a todos encharcados dificultando um pouco os movimentos pois as roupas ficaram grudadas no corpo, ainda bem que estava calor. Foram coletados neste dia 23 sacos de 50 l, e o local ainda ficou com resíduos, necessitando mais uma mobilização. De certa forma o proprietário admirou nossa iniciativa e ficou responsável pela destinação dos resíduos recolhidos até o local onde a prefeitura faz a coleta.O que pudemos constar é que a falta de informação é um dos principais agentes causadores da poluição, no caso dos estabelecimentos que vendem produtos para agricultura isso é mais grave, pois por lei eles teriam a obrigação de receber de volta as embalagens de produtos químicos para uma destinação correta desses resíduos, porém eles não comunicam aos seus clientes que sem saber o que fazer com aqueles resíduos (muitas vezes tóxicos) jogam nos perais longe de suas residências. Cabe a nós sociedade organizada cobrar das autoridades competentes este tipo de fiscalização e aplicação das leis ambientais. Agradeço aos sócios que se mobilizaram na realização desta atividade bem como aos voluntários que apareceram na hora e contribuíram para que a atividade fosse realizada com êxito e alegria. Até uma próxima.

28 de agosto de 2004

Resultados do Sul-americano de Dificuldade - 2004 - Categoria Juvenil A

Categoria Juvenil A Feminino

Nº # Nome País Categoria Final
1 - 69 - Rosbellix Da Silva - Venezuela - Juvenil A - 1.0
2 - 65 - Thais Makino - Brasil - Juvenil A - 2.0
3 - 83 - Carolina Colmenares - Venezuela Juvenil A - 3.0
3 - 68 - Andreína Pérez - Venezuela - Juvenil A - 3.0
5 - 62 - Tania Oviedo - Equador - Juvenil A - 5.0
6 - 64 - Maria Ayala - Colômbia - Juvenil A - 6.0
7 - 70 - Nataly Martinez - Equador - Juvenil A - 7.0

Categoría Juvenil A Masculino
Nº # Nome País Categoria Final


1 - 36 - Luis Guzmán - Chile - Juvenil A - 1.0
2 - 47 - Ricardo Cancelado - Colômbia - Juvenil A - 2.0
3 - 40 - Leonel De Las Salas - Venezuela - Juvenil A - 3.0
4 - 41 - Esteban Crespo - Equador - Juvenil A - 4.0
5 - 39 - Aniel Pozzo - Venezuela - Juvenil A - 5.0
6 - 45 - Nicolás Eisen - Chile - Juvenil A - 6.0
7 - 42 - Antonio Gamboa - Chile - Juvenil A - 7.0
8 - 33 - Manuel Muñoz - Chile - Juvenil A - 8.0
9 - 43 - Julio Arce Costa - Rica - Juvenil A
10 - 34 - Cristian Moreno - Equador - Juvenil A
11 - 50 - Raul Renno Braga - Brasil - Juvenil A

12 - 38 - Pablo Fernández - Venezuela - Juvenil A
13 - 37 - Manuel Da Mata - Venezuela - Juvenil A


Parabéns aos Atletas Brasileiros, Raul Renno Braga e Thais Makino.

23 de agosto de 2004

XI Semana Interamericana da Água

A ACM convida a todos montanhistas e simpatizantes a se mobilizarem em favor da proteção desse que é o recurso natural mais importante para a vida de todo nosso planeta. Por muito tempo considerada infinita e não valorável pela sua visível abundância, a água representa recurso natural de imprescindível necessidade para a humanidade, o descaso com a maneira pela qual nós humanos viemos tratando deste recurso o tornou mais um produto comercial. Além de viabilizar a sobrevivência humana, a água proporciona dignidade à vida dos indivíduos através do atendimento das necessidades mais básicas como higiene e saneamento. Essencial para a redução da pobreza e o desenvolvimento sustentável, a água tem sido o alvo de numerosas conferências e debates regionais, nacionais e internacionais focalizando a enorme quantidade de temas relacionadas com o assunto. Acesse o site www.sema.rs.gov.br/sema/html/leisest.htm e saiba mais sobre a nossa legislação de Recurso Hídricos.

Por quê o Ano Estadual das Águas?

No dia 30 de dezembro de 2004 estará completando dez anos a sanção governamental da Lei n° 10350/94, a Lei Estadual das Águas. Com esse diploma, ficou instituído o Sistema Estadual de Recursos Hídricos, destinado a realizar a gestão das águas em nosso Estado. A lei gaúcha, que estabeleceu os princípios e diretrizes para a política pública dos recursos hídricos de domínio estadual, cumprindo dispositivos da Constituição do Rio Grande do Sul, em seu Artigo 171, foi a decorrência de um processo iniciado na década anterior, com a criação pioneira no Brasil, de dois comitês de bacia, os Comitês Sinos e Gravataí. Diversas entidades da esfera pública estadual, federal e municipal, assim como inúmeras organizações da sociedade civil estiveram empenhadas no processo que culminou com a elaboração, aprovação legislativa e sanção da Lei 10.350. Considerada uma das mais bem acabadas leis estaduais de política das águas, modelo principal para a Lei Federal 9433, de 1997, a Lei Gaúcha das Águas teve sua implementação iniciada imediatamente, com a adequação do pré-existente Conselho de Recursos Hídricos, com a instituição da Divisão de Recursos Hídricos da Secretaria de Obras Públicas e Saneamento (hoje Departamento de Recursos Hídricos da Secretaria Estadual de Meio Ambiente) e com a criação dos diversos comitês de bacias, am processo amplamente democrático e participativo que ainda está em curso (atualmente estão criados e funcionando dezesseis comitês, dos vinte e dois previstos). Hoje, o Rio Grande do Sul conta com um sistema de gestão das águas que está entre os mais prestigiados do País e com comitês que reúnem ativamente mais de quinhentas entidades da sociedade civil, representantes de setores usuários da água (indústria, agricultura, abastecimento público, esgotamento sanitário, navegação, geração de energia etc) e da população de cada bacia hidrográfica. Por todos esses motivos, a Lei 10.350, de 30 de dezembro de 1994 foi e continua sendo um marco importante para a política ambiental e mesmo para as políticas públicas relacionadas com o desenvolvimento sócio-econômico em bases auto-sustentáveis. Nada mais justo do que marcar a passagem do décimo aniversário desse diploma legal com a instituição, pelo Governo do Estado, do ano de 2004 como o Ano Estadual das Águas. Além de oportunizar a justa comemoração do período transcorrido, esse ato pode ser o motivador de um redobramento de esforços, tanto do Poder Público quanto das organizações sociais, pela implantação plena e consolidação do Sistema Estadual de Recurso Hídricos, produzindo mais rapidamente os resultados necessários à preservação e ao melhor aproveitamento desse importante recurso natural que é a ÁGUA.

Fonte: www.abes-rs.org.br/ano-das-aguas/

Programação da XI Semana Interamericana da Água.
9 a 16 de outubro de 2004.

EVENTO 1

Data: 09/10/04 – SÁBADO Horário: 9h
Nome do evento: Caminhada: Planeta Água.
Local de saída: Praça João Pessoa, em Caxias do Sul.
Promoção: ALGA, ACM, GRUMA, Tramontana, Soama e Acavi.

EVENTO 2

Data: 09 e 16/10/04 – SÁBADO Horário: 11h
Nome do evento: Ato público pela preservação da Lei Municipal de proteção das bacias de captação de água (Lei nº 2452/78).
Local: Praça Dante Alighieri, em Caxias do Sul.
Promoção: FEACxS - Fórum das Entidades Ambientalistas de Caxias do Sul.

EVENTO 3

Data: 11/10/04 – SEGUNDA-FEIRA Horário: 20h
Nome do evento:
Lançamento do projeto: A Sociedade Mobilizada em Defesa da Água (www.alga.org.br).
Local: Câmara Municipal de Caxias do Sul
Promoção: ALGA, Câmara Municipal de Caxias do Sul e Apedema/RS

EVENTO 4

Data: 12/10/04 - TERÇA-FEIRA Horário: ???h
Nome do evento: Romaria das Águas
Promoção: Sema/Pró-Guaíba e ALGA

EVENTO 4

Data: 12/10/04 - TERÇA-FEIRA Horário: 20h
Nome do evento: Palestra Calendário da PAZ.
Local: Paiol Espaço Nativo - Caxias do Sul
Promoção: Movimento Mundial pela PAZ - Núcleo Caxias do Sul e ALGA

EVENTO 5

Data: 15/10/04 – SEXTA-FEIRA Horário: 21h
Nome do evento: Aniversário de 7 anos da ALGA – Sarau das Águas.
Local: Paiol Espaço Nativo – Caxias do Sul
Promoção: ALGA

EVENTO 6

Data: 11 a 15/10/04 - SEGUNDA a SEXTA-FEIRA Horário: 8h às 12h e 14h às 18h
Nome do evento: aCORDÁgua – instalação de arte.
Arte: Geraldo André Susin, alunos e professores.
Local: Colégio La Salle Carmo - Caxias do Sul
Escola Municipal Presidente Vargas, bairro Passo das Pedras, Porto Alegre.

Promoção: Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, Colégio La Salle Carmo, Grupo de Voluntários Filhos da Terra, Escola Municipal Presidente Vargas e ALGA.

Participantes da programação da XI Semana Interamericana da Água

Promoção:

ACM - Associação Caxiense de Montanhismo - www.acm-rs.org.br
ALGA - Associação Livre para Gerenciamento Ambiental - www.alga.org.br
Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul - www.al.rs.gov.br
Câmara Municipal de Caxias do Sul - www.camaracaxias.rs.gov.br
Colégio La Salle Carmo – www.lasallecarmo.com.br
Escola Municipal Presidente Vargas - estelazd@escolas.prefpoa.com.br
Feacxs - Fórum das Entidades Ambientalistas de Caxias do Sul – alga@alga.org.br
GRUMA - Grupo de Urbanismo e Meio Ambiente - gruma@brturbo.com
Grupo de Voluntários Filhos da Terra – tribofilhosdaterra@hotmail.com
Paiol Espaço Nativo – www.paiolespaconativo.com.br
Tramontana Clube de Orientação - www.tramontana1.hpg.ig.com.br
Movimento Mundial pela PAZ - Núcleo Caxias do Sul - alq2@alquimia.art.br
SOAMA - Sociedade Amigos dos Animais – www.uipasp.org.br
ACAVI - Associação Caxiense de Vítimas de Contaminação Ambiental – assoc_vitimas_contaminacao@yahoo.com.br

Escolas co-realizadoras do projeto A Sociedade Mobilizada em Defesa da Água:

Colégio La Salle Carmo
Edificare Escola de Ensino Fundamental
Escola Estadual de Ensino Fundamental Alexandre Zattera
Escola Estadual de Ensino Fundamental Aquilino Zatti
Escola Estadual de Ensino Fundamental Assis Antonio Mariani
Escola Estadual de Ensino Fundamental Clemente Pinto
Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Irmão José Otão
Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Melvin Jones
Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio H. Emílio Meyer
Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Olga Maria Kayser
Escola Estadual de Ensino Fundamental Inc. Ivanyr Marchioro
Escola Municipal Angelina Comandulli
Escola Municipal Basílio Tcacenco
Escola Municipal Catulo P. Cearense
Escola Municipal Dezenove de Abril
Escola Municipal José Protázio Soares de Souza (pendente)

Participe conosco!

Janaína Torves
Dir. meio ambiente ACM

Resultados da 1ª Etapa do Gaúcho de Boulder 2004

MASCULINO OPEN

1º Rodrigo Petersen / Porto Alegre - AGM - 800
2º Guilherme Zavaschi/ Porto Alegre - AGM - 720
3º Naoki Arima/ Ivoti - AGM - 700
4º Leonardo Zavaschi/ Porto Alegre - AGM - 660
5º Marcos Vinicius Todero/ Caxias do Sul - ACM - 640
6º Ivan Ferronato/ Bento Gonçalves - CMELG - 500
7º Dione Capelari/ Caxias do Sul - ACM - 490
8º Roni Andres/ Caxias do Sul - AGM - 370
9º Paulo Teixeira/ Bento Gonçalves - CMELG - 360
10º Vagner Ambrosi/ Bento Gonçalves - CMELG - 350
Lucas Mallmann/ Porto Alegre - AGM
12º Giovani Ruffato/ Caxias do Sul - AGM - 310
13º Ever Somensi/ Bento Gonçalves - CMELG - 290
14º Lucas de Araujo/ Caxias do Sul - ACM - 280
15º Douglas de Araujo/ Caxias do Sul - ACM - 270
16º Matheus Corrêa/ Caxias do Sul
Marco André Tellini/ Porto Alegre - AGM - 250
18º Rogério Censi/ Caxias do Sul - 230
Pedro Rambor/ Caxias do Sul - ACM
Diego Fávaro/ Novo Hamburgo
21º Rodrigo Hergert/ Caxias do Sul - 220
22º Leomar Paese/ Bento Gonçalves - 210
Manuel Riveros/ Caxias do Sul - ACM
24º Carlos Benini/ Bento Gonçalves - CMELG - 200
25º Haniel Pinheiro/ Novo Hamburgo - Desistência

CATEGORIA FEMININO

1º Lilian Tsulako/ Caxias do Sul - ACM - 640
2º Alessandra Marins/ Porto Alegre - AGM - 600
3º Valesca Barella/ Bento Gonçalves - CMELG - 380


A ACM agradece seus sócios pelo esforço empenhado no campeonato, em especial a Lilian Tsulako, sócia da ACM que ficou com a primeira colocação na categoria feminino.

7 de agosto de 2004

Primeira Etapa do Ranking Gaúcho de Boulder 2004

No dia 15 de agosto, no Ginásio da Escola Superior de Educação Física, em Porto Alegre, será realizado a primeira etapa do Ranking Gaúcho de Escalada em boulder. A competição é organizada pela Associação Gaúcha de Montanhismo (AGM) com o apoio da Federação Gaúcha de Montanhismo (FGM), é aberta para qualquer escalador, mas só serão pontuados os atletas que forem sócios de alguma associação ou clube filiado a Federação (FGM). O valor da inscrição para sócios de alguma entidade filiada a FGM é de R$15,00, e para não sócios é de R$ 20,00. Maiores informações podem ser obtidas no site da AGM www.agmontanhismo.org, inclusive estando disponível o regulamento do torneio.

Quando: Dia 15 de agosto de 2004
Local:
Ginásio da Escola Superior de Educação Física-ESEF/UFRGS

Avenida Felizardo, Bairro Jardim Botânico, Porto Alegre - RS
Como chegar:
Ônibus que vai para o Jardim Botânico na
Avenida Salgado filho - Centro (Horários: 7h04m, 7h18m, 7h27m)

Horário das inscrições: 08 horas

Categorias: Masculino e Feminino (Ambos OPEN)

13 de julho de 2004

Mal de altitude - Fisiologia e Tratamento

O jovem escalador, incapaz de caminhar e até mesmo de ficar em pé, está estendido em seu saco de dormir no ar rarefeito do Campo Base do Everest. Menos de 48 horas antes, Brad havia chegado aos 5.400 metros de altitude do acampamento ansioso para começar a escalada desafio de sua vida. Trabalhou duro montando acampamento e organizando cargas pesadas. Ao cair da noite sua cabeça latejava de dor e ele tinha pouco apetite. Durante a noite ele dormiu mal, acordando freqüentemente com períodos de perda de respiração e sensação de taquicardia. Quando a manhã chegou, sua cabeça ainda latejava e ele tinha enjôo. Não querendo ser um peso para os demais, Brad não disse a ninguém que estava com problemas. Bebeu pouco, devido à náusea, e medicou sua persistente dor de cabeça com Tylenol e codeína. Somente quando ele não apareceu para jantar na segunda noite foi que seus companheiros suspeitaram de que algo estava errado. Eles encontraram Brad deitado em sua barraca, desorientado e incapaz de ficar em pé. As doze horas seguintes transformaram-se num esforço épico para salvar sua vida. Felizmente os parceiros de Brad reconheceram os sinais de Edema Cerebral de Altitude (HACE - High Altitude Cerebral Edema) e imediatamente deram início à uma evacuação para altitude menor. Com o auxílio de lanternas e dos Sherpas da equipe, eles carregaram Brad por terreno traiçoeiro até a clinica da Associação de Resgate do Himalaia (Himalayan Rescue Association) situada a 4.200 metros. Estava quase amanhecendo quando eu o examinei, já parcialmente recuperado, graças aos 1.200 metros de descida. Brad foi medicado com Diamox e Decadron intravenoso e colocado numa bolsa de pressão Gamow por 4 horas. Sua melhora foi contínua; no terceiro dia ele já estava completamente recuperado. Nem todos que procuram a clinica tem a mesma sorte de Brad. Houve quatro fatalidades naquele ano provocadas por mal de altitude.

Quem, como e porque ?

Uma descrição vívida do mal de altitude foi dada por Edward Whymper, o famoso montanhista inglês, em 1876: “Eu me encontrava deitado de costas... incapaz de fazer o menor esforço. Estávamos experimentando nosso primeiro ataque do mal da montanha. Tínhamos dores de cabeça intensas e éramos incapazes de satisfazer nosso desejo por ar... As dores eram intensas para nós três, tornando-nos quase frenéticos ou loucos”. O número de pessoas que sofre de mal de altitude tem aumentado a cada ano devido, em parte, à grande quantidade de alpinistas tentando picos muito elevados e também ao dramático crescimento do número de viajantes que se aventuram à grandes altitudes através de agências de trekking. Trinta por cento dos que escalam o Monte McKinley e 67 por cento dos escaladores do Monte Rainier são afetados por sintomas de mal de altitude. Não é preciso, contudo, ser um alpinista de alta montanha para sentir os efeitos da altitude - dentre as mais de 34 milhões de pessoas que visitam as áreas de esqui do Colorado a cada ano, 17 por cento desenvolvem sintomas de mal de altitude. É raro experimentar mal de altitude abaixo dos 2.400m. As elevações capazes de causar problemas se dividem em três categorias: moderadas, entre 2.400 e 3.600 metros; altas, entre 3.600 e 5.400 metros; e extremas, acima do 5.400 metros. O Mal de Altitude é resultado direto da pressão atmosférica reduzida que se verifica nessas elevações. Embora a percentagem de oxigênio no ar permaneça praticamente constante, a 21 por cento, a quantidade real de oxigênio que inalado diminui com o declínio da pressão atmosférica. Pressões menores deixam o ar menos denso, e o corpo obtém menos moléculas de oxigênio a cada inspiração. Tempestades causam quedas adicionais na pressão atmosférica, aumentando o desconforto dos escaladores em altas elevações.A primeira parte do corpo a reclamar da quantidade reduzida de oxigênio no ar é o cérebro, que utiliza 20 por cento de todo o oxigênio consumido. Para compensar a redução no oxigênio, os vasos sangüíneos que suprem o cérebro se dilatam para permitir que mais sangue - e, conseqüentemente, mais oxigênio - chegue à cabeça. O cérebro superalimentado começa a inchar, resultando no primeiro e mais comum dos sintomas do mal de altitude: a dor de cabeça. O inchaço progressivo do cérebro pode levar finalmente ao Edema Cerebral (HACE), caracterizado por dores de cabeça severas, vomito, confusão, perda de coordenação, tontura e, se não for tratado à tempo, inconsciência, coma e morte. Os pulmões, que oxigenam todo o sangue do corpo, também requerem maior fluxo sangüíneo quando o oxigênio do ar está menos disponível. O aumento do fluxo sangüíneo nos pulmões pode causar o vazamento de fluidos dos vasos sangüíneos para os espaços de ar, produzindo Edema Pulmonar de Altitude (HAPE - High Altitude Pulmonary Edema). Os fluidos obstruem e dificultam a difusão do oxigênio para o sistema sangüíneo, piorando o débito de oxigênio presente no organismo. Inicialmente a vítima do Edema Pulmonar perceberá marcante falta de ar ao menor esforço e desenvolverá uma tosse seca e cortante. Com o acumulo de quantidades maiores de fluido nos pulmões, a vítima apresenta respiração ofegante mesmo em períodos de descanso, e uma tosse que produz escarro espumoso, geralmente avermelhado. A vitima torna-se ansiosa, não consegue descansar, e tem um pulso rápido e martelado. Pode ocorrer cianose (coloração azulada dos lábios e sob as unhas, indicando oxigenação pobre do sangue). O Edema Pulmonar, HAPE, geralmente aparece dentro de um ou dois dias após a ascensão, mais comumente na segunda noite. Se o paciente não descer para elevação mais baixa, distúrbios severos da respiração, confusão e morte podem ocorrer rapidamente. Embora o Hape seja a causa mais comum de mortes relacionadas com altitude, quando reconhecido à tempo e tratado adequadamente, sua cura é fácil e completa. Nem todo mal de altitude é severo. O mal de altitude moderado, conhecido como Mal de Montanha Agudo (AMS - Acute Mountain Sickness), é comum em viajantes que ascendem rapidamente à elevações acima dos 2.400 metros. O paciente típico sofre de dor de cabeça, dificuldade para dormir, perda de apetite e náusea. Enxaquecas são causadas por problemas vasculares e podem ser distinguidas das dores provocadas por AMS por tenderem a ser localizadas - atrás de um olho, por exemplo - Dores de cabeça por AMS são mais globais. A enxaqueca não evolui para HAPE ou HACE, e não determina a descida imediata, embora a descida cause alívio da dor. Havendo dor de cabeça severa de qualquer tipo, não continue a subir. Se os sintomas não melhorarem dentro de dois dias à mesma elevação, ou piorarem, desça imediatamente. Os pacientes de AMS comumente manifestam uma alteração em seu padrão de sono, conhecida como respiração periódica (Cheyne-Stokes breathing). O sono torna-se espasmódico, associado a um padrão respiratório irregular, caracterizado por períodos de ritmo mais rápido alternados com períodos sem respiração - muito desconcertante para seu colega de barraca. O sintoma que mostra mais seguramente, por si só, a progressão do mal de altitude, de moderado para severo, é a perda de coordenação. O indivíduo tende a cambalear, tem problemas de equilíbrio e é incapaz de andar em linha reta. Não é surpresa que muitas tragédias em expedições de alta montanha se devam em parte a mau julgamento e perda de coordenação, resultado da falta de oxigênio e mal de altitude.

Mal de Altitude - Prevenção

O reconhecimento do HAPE ou HACE pode não ser difícil, mas a natureza insidiosa do AMS apanha muita gente desprevenida. Os alpinistas geralmente se colocam em situações que vão além do desconforto e negam que seus sintomas sejam devidos a problemas de altitude. Quando chega a hora em que eles fisicamente não conseguem mais continuar, seu mal já progrediu até um estágio crítico. A ascensão gradual é o método mais seguro e garantido de se prevenir problemas com altitude. Evite ascensões abruptas para dormir em elevações acima dos 3.000 metros e conserve a média de não mais de 300 metros por dia de ganho de altitude, sempre que estiver acima dos 3.000m. Passeios diurnos até elevações maiores, com retorno para dormir em pontos mais baixos ajudarão na aclimatação. Prefira alimentos ricos em carboidratos e pobres em gorduras, e mantenha-se bem hidratado. Boa forma física não ajuda em nada a proteger do mal de altitude - na verdade, o atleta bem condicionado pode ser mais suscetível ao AMS, pois está condicionado a não hiper-ventilar quando seu corpo está pobre de oxigênio. Uma taxa respiratória aumentada é um dos fatores de adaptação mais importantes durante a aclimatação. Diamox (acetazolamida) é um remédio que ajuda a prevenir o mal de altitude quando utilizado em conjunto com a ascensão gradativa. Diamox provoca aumento na taxa respiratória e também é um diurético; pode predispor à desidratação, e deve-se ingerir líquidos em abundância ao tomar esta medicação (4 litros por dia, no mínimo). Fique preparado também para o inconveniente de urinar com freqüência, especialmente durante a noite. A dose recomendada para prevenção é de 125 miligramas na manhã que anteceder à ascensão, novamente à noite e depois duas vezes ao dia enquanto se estiver ascendendo. Continue tomando Diamox durante pelo menos 48 horas após atingir sua altitude máxima.

Tratamento

O mal de altitude moderado geralmente melhora após alguns dias de descanso, desde que você não suba para elevações maiores - a melhora será mais rápida se você descer algumas centenas de metros. Se os sintomas progredirem apesar do descanso à mesma altitude, ou se ocorrer perda de coordenação, a descida deve ser imediata. Muito freqüentemente as tragédias acontecem em grupos que esperam o amanhecer para começar a descida. Uma pessoa capaz de caminhar com uma lanterna por seus próprios meios, facilmente pode necessitar de uma maca 12 horas mais tarde. Diamox também pode ajudar a aliviar os sintomas do mal de altitude após seu aparecimento. A dose para tratamento é de 250 mg, duas vezes ao dia. O bloqueador de canais de cálcio Nifedipina pode ser benéfico no tratamento do HAPE; o esteróide Decadron (dexametazona) pode tanto prevenir quanto ajudar no tratamento do HACE. Decadron, contudo, não ajuda na aclimatação e não deve ser utilizado para auxiliar na ascensão (exceto em emergências). Oxigênio suplementar, se disponível, serve tanto no tratamento quanto na prevenção do mal de altitude. Os remédios, entretanto, não devem de forma alguma ser utilizados como substitutos da ascensão gradual na prevenção do mal de altitude, e muito menos substituir a descida no tratamento de sintomas severos. Nunca permita que a vítima desça sozinha; pelo menos uma pessoa saudável deve sempre acompanhar o indivíduo. Se for possível, coloque o paciente em uma bolsa Gamow, uma câmara hiperbárica portátil que simula a descida. A bolsa é feita de Cordura e pode ser hermeticamente selada antes de ser inflada com uma pequena bomba à pedal. A bolsa pressurizada produz uma atmosfera similar à que existe várias centenas de metros abaixo. A bolsa Gamow (Gamow Bag) é muito eficaz no tratamento de AMS e HACE. Após algumas horas dentro da bolsa, a maioria dos pacientes experimentará melhora marcante. Se suas condições permanecerem estáveis por mais algumas horas após deixar a bolsa, eles poderão descansar à mesma elevação por um ou dois dias e depois prosseguir. As vítimas de HAPE não reagem tão bem. Embora o tratamento com a bolsa cause melhoras, a condição das pessoas com Edema Pulmonar se deteriora uma ou duas horas após saírem da bolsa. Se isso acontecer, faça com que a vítima retorne à bolsa até que suas condições melhorem outra vez e depois desça-a imediatamente, aproveitando essa breve janela de melhoria. Em geral é difícil diferenciar entre pacientes que sofrem de HAPE ou de HACE, e muitos alpinistas são afetados por ambos. A solução mais segura é sempre a descida. Ficar estacionado esperando a melhora é como jogar roleta russa: se você errar, morre.

* Texto de: Eric A. Weiss - Professor Assistente de Medicina de Emergência no Centro Médico da Universidade de Stanford, na Califórnia. É membro do da diretoria da Wilderness Medical Society e médico oficial da Associação de Resgate do Himalaia (Himalayan Rescue Association), em Pheriche, Nepal.

** O texto é clipping do site Segurança em Montanha, de Pedro Lacaz Amaral e Marcus de Araújo Vieira www.segurancaemmontanha.com.br

21 de junho de 2004

Convite para plantio de Mudas Nativas no PEMRA

A ACM vem por meio deste convidá-los a participarem de uma atividade em prol da natureza, o plantio de mudas nativas no futuro Parque Ecológico de Montanhismo Rio da Antas-P.E.M.R.A.- na localidade do mirante Gelain/ cascata Bordim, Travessão Alfredo Chaves município de Flores da Cunha no dia 26 de junho, próximo sábado, das 14 às 17hs. O objetivo desta atividade é o reflorestamento da área com espécies que tenham valor sócio culturais para posteriores trabalhos de Educação Ambiental. Durante o plantio estaremos realizando um belo passeio pelo local, com atividades especiais para as crianças, aproveitando o momento para conhecer melhor a proposta de criação do P.E.M.R.A., que visa o crescimento econômico da região aliado à proteção e conservação do meio ambiente. Sua presença é muito estimada por nós, pois acreditamos que trabalhos realizados em parcerias produzem resultados mais satisfatórios ao meio ambiente do qual somos parte integrante com grande poder de atuação.

Atenciosamente

Janaína Corrêa Torves
Dir. Meio Ambiente-ACM
jana.torves@superig.com.br
(54) 30283775

29 de maio de 2004

Noel Rocks ganha mais uma via em móveis, a "Teto Verde", 25m, 6º

Sempre que o Nativo (Cristiano Backes) vinha para Caxias fazíamos uma conquista, uma grande repetição, pêndulo ou algo assim. Desejando ir ao Mallakov, pretendíamos realizar um aquecimento em Noel Rocks, próximo a Gruta da 3ª Légua, um local próprio para treinamentos com equipamentos móveis. Pela manhã do dia 20 de maio de 2004, passei na casa do Paulo (Kriko), onde estava o Nativo, e jogamos um pouco de conversa fora e, logo depois, partimos para a escalada. Logo na saída, tomamos um atraque da polícia, três carros, super armas, trancaram até a rua, foi um escândalo e no fim, tudo liberado!!! Chegando nas terras da família Sartor, comunicamos a nossa intenção e sem problemas, fomos para a tradicional (para mim) linha de rapel. Descemos, deixamos as mochilas por ali mesmo e levei o nativo para conhecer as bases das quatro rotas em móveis existentes ali. Na andança percebemos várias novas possibilidades e sem demora escolhemos um belo diedro laranja com fenda boa e um teto no final, desafiador e ainda virgem. Antes de iniciar dividimos a conquista: o Nativo manda até a metade e eu completo a façanha. Fenda boa, movimentos bonitos, dois pequenos platôs contribuindo para os movimentos em livre no decorrer da via e o crux, um pequeno negativo vencido pelo Nativo através de um belo trabalho de movimentação no diedro e logo depois a parada “bomba”, bem montada. Na base, arrumei as coisas no haul bag, botas e equipamento restante, fixei na corda retinida e subi, recolhendo, em livre. Chegando na parada móvel; reorganizada rápida, e prossegui em direção ao teto, ainda não sabendo bem, para que lado seria a saída. Sem problemas, logo estava segurando nos enormes buracos do teto, às vezes escolhendo entre mão ou friend, movimentando e adaptando-me a situação completei o teto, repleto de super-cipós e laçando dois deles, cada um da grossura do braço, escolhi a saída pela esquerda, entrando no trepa-mato até a primeira árvore boa para montar a parada e chamar o Nativo. O haul bag veio antes, para não ocorrer problemas com as árvores. E, lá vem surgindo o Nativo, completando a quinta via com proteção móvel de Noel Rocks.

Materiais: duas cordas (uma para retinida), jogo de nuts, friends variados (+- 10) prevalecendo os pequenos, costuras e/ou mosquetões avulsos (+- 20) e algumas fitas.

Obs.:
Não esqueça, sempre, de solicitar permissão aos proprietários, ao deixar o veículo. Eles são bem receptivos e ainda vendem bons vinhos.

Um abraço e boa sorte!!!
Juliano Perozzo

11 de maio de 2004

Parceria entre bombeiros e montanhistas

Quinta-feira, dia 13 de maio, às 14 horas, será realizado um novo trabalho com os membros do 5º Comando Regional do Corpo de Bombeiros. Estas atividades com os Bombeiros vem tomando destaque em razão de um compromisso firmado cujo objetivo é proporcionar uma maior tegração entre as entidades, já que a sede da ACM encontra-se nas dependências da corporação, e principalmente para proporcionar a troca de conhecimentos entre os Bombeiros e os mntanhistas. A última atividade técnica entre a ACM e os Bombeiros foi no dia 15 de Abril e ocorreu da seguinte forma, conforme relatado pelo nosso diretor comercial Juliano Perozzo.

"Relato sobre a atividade da ACM com o 5º Comando Regional (com a equipe de serviço) junto à torre de treinamento, dia 15 de abril de 2004 as 14 horas. Duas cordas saindo das ancoragens equalizadas. Uma livre para rapel e uma com um nó (borboleta) no meio da corda, obrigando o rapelador a realizar a passagem pelo nó, simulando um “malho” na corda. O Ígor expôs a intenção aos bombeiros pretendentes, realizou uma demonstração e iniciamos as atividades. Sempre que descia alguém no rapel, um bombeiro era acionado para fazer a segurança na corda, junto à base. Já na corda da passagem de nó,...Primeiro um soldado, +- 18 minutos, um sargento, +- 12 minutos, outro soldado, 25 minutos, soldado, 20 minutos e por fim outro sargento com +- 10 minutos. Parabéns sargentos! Uma ótima atividade que promoveu muita integração entre a ACM e a equipe de serviço do 5º CR. Para finalizar apostei com o Igor, aproveitando que já havia percebido todos os erros e contratempos dos outros, que conseguiria fazer a passagem do nó em menos de dois minutos. Não deu outra!! Todos gostaram da atividade, alguns não faziam rapel há mais de dez anos e a maioria, dificilmente realiza treinamentos. Todos desejam realizar novas atividades semelhantes e quem sabe melhorar a articulação de busca e resgate entre a ACM e o 5ºCR. Juliano Perozzo Diretor Comercial da ACM."


A ACM destaca que todos os sócios estão convidados a participar das atividades.


Atividade: Ascensão por corda e uma revisão de nós

Local: Corpo de Bombeiros
Data: Quinta, 13 de maio de 2004

Horário: 14 horas


Coordenação: Diretoria Técnica da ACM


obs. Leve equipamento de proteção individual


Confira abaixo algumas fotos dos treinamentos que são realizados entre a ACM e o Corpo de Bombeiros





8 de maio de 2004

11a em Flash

O nome de Kilian Fischhuber começa a soar com força dentro do panorama internacional, sobre rocha e resina. Dois pódios seguidos (o último no lugar mais alto) na Copa do Mundo de boulder 2004 foram o primeiro aviso. Ganhou em Erlangen e ficou em segundo em Birmingham. Devolta a Áustria, e aproveitando o intervalo nas competições internacionais de boulder até o final de maio, Fischhuber decidiu trocar o crashpad pela corda, mas sem mudar o estilo de escalada. Tai chi, via aberta por seu compatriota Beat Kammerlander na escola de Loruns, comprime em apenas oito metros todo um 8c de via. Um lance ligeiramente negativo e de pegas pequenas, típico de um boulder.

10c ou 11a?

Quando Kammerlander deixou seu projeto pronto, dando vida a Tai chi, o grau sugerido ficou em 10c. Posteriormente, a quebra de uma agarra chave elevou a dificuldade da via. Outro especialista em boulder austríaco, Bernd Zangerl, foi o primeiro a encadenar a via depois da quebra, graduando-a em 11a. Gerhard Hörhager e Fred Nicole engordaram depois a lista de cadenas e confirmaram a graduação nova. Agora, em 23 de abril, Fischhuber, depois de observar cuidadosamente Hans Milewski tentar a via, entrou na parede e saiu direto em cima, tornando-se o primeiro escalador do mundo a escalar um 11a na primeira tentativa, sem quedas.

Fonte: Desnivel.com
Extraído da
Montanhistas de Cristo

6 de maio de 2004

Exposição de fotografia de José Luis Kavamura

De passagem por Caxias do Sul, o Paranaense José Luis Kavamura fará uma exposição de fotos de montanhismo na Universidade de Caxias do Sul. Em 1999 Kavamura tirou uma licença de 3 anos de seu serviço e durante este tempo percorreu o mundo, tendo escalado em cerca de 12 países e em 6 estados do Brasil. A exposição dos slides desta aventura será feita na Sexta-Feira, dia 07 de maio, no auditório do Bloco 70 da Universidade de Caxias do Sul e está aberta ao público. A entrada é franca.Para quem não conhece o esporte vale a pena dar uma conferida nas belíssimas fotos de Kavamura que é montanhista a mais de 10 anos. A mostra dos slides é uma promoção da Associação Caxiense de Montanhismo e do Diretório Acadêmico de Educação Física da UCS.

LOCAL: Auditório do Bloco 70 na UCS
HORÁRIO: 20 horas

2 de maio de 2004

Nova Via na 3ª Légua

A gruta da Terceira Légua é o local de escalada mais próximo de Caxias porém suas rotas de escalada são, na maioria, de alto grau de dificuldade. Buscando uma alternativa aparentemente mais fácil, para levar alunos e iniciantes na escalada, observei, há tempos, uma rampa de pedra á esquerda da estrada, 50 metros antes de chegar ao estacionamento da gruta, indo pelo Bairro Rio Branco. Fui promover um contato com o proprietário das terras Sr. Almides, sobre a possível escalada. Com certas ressalvas aceitou que fôssemos explorar o local. Marcelo, iniciando um curso de escalada, Leonardo (salsicha) retornando as escaladas após alguns anos, também participando do curso porém mais como revisão, Mauro Bertelli, amigo e montanhista há anos e minha esposa Elisa, foram comigo, dia 25 de abril, domingo, explorar as terras do Sr. Almides, que pela manhã cedo nos conduziu até parte da trilha de acesso. Chegando na pedra, cadê a pedra!!! Lances curtos de rocha intercalados com mato fizeram-nos explorar melhor o local até encontrarmos uma linha um pouco mais limpa. Contando com a furadeira a bateria do Mauro, ele mesmo colocou a 1ª proteção fixa tornando a base, um trepa mato relativamente perigoso, mais tranqüila. Salsicha assumiu a ponta da corda, dominou dois balcões de rocha e mato e uns quatro metros acima da 1ª proteção, colocou a 2ª. Pretendendo colocar todos a participar da conquista e iniciando um curso às avessas, Marcelo assumiu a ponta da corda e entrando na rocha cada vez mais limpa, subiu uns quatro metros em diagonal a esquerda e instalou a 3ª proteção. Com o intuito de aproveitar o grau ainda fácil da escalada (4º), Mauro assumiu a corda e puramente na rocha dominou um balcão e instalou a 4ª proteção. Também querendo conquistar assumi a corda, estiquei uns três metros e instalei a 5ª proteção. Poucos pontos de apoio tornaram difícil esta passada, principalmente a furação. Aproveitando o embalo e com o apoio da galera não perdi tempo, subi mais uns três metros na rampa de micro agarras e instalei a 6ª proteção, já conseguindo ver o final da via, ainda uns doze metros acima. O Leonardo e o Marcelo tentaram a investida e desistiram, deixando para mim encerrar a via. Subi uns cinco metros e instalei a 7ª proteção, uma chapa bonier rapelável, e vendo a possibilidade, subi mais uns seis metros e instalei a oitava e última proteção, outra chapa bonier, rapelável, e com fácil acesso ao mato do topo. Para curtir o visual Leonardo subiu de 2º e juntos apreciamos o visual. Descemos todos felizes e encontramos a Elisa retornando de uma caminhada. Juntos, voltamos no carro do Marcelo até Caxias, realizados e cansados.

Via: Mamica de cadela, 30 metros, 4º, Vsup.

Obs.: Para isto contamos com o apoio da Associação Caxiense
de Montanhismo
que forneceu alguns chumbadores e chapeletas.
O restante das proteções foram cedidas pelo Mauro. Para qualquer
repetição da via é necessário solicitar a autorização do Sr.
Almides, proprietário das terras.

Mauro Bertelli e a furadeira usada na conquista.

Os conquistadores da Via.

Juliano Perozzo investindo na conquista

Agradecimento aos colaboradores

A ACM agradece as empresas LAREZ, GALIOTTO e MADEFUJI, que doaram materiais de construção para o centro de resíduos do Parque Ecológico de Montanhismo do Rio das Antas. É importante salientar a importância da ajuda da iniciativa privada nos projetos de desenvolvimento ecológico. A ACM busca fazer sua parte e estas empresas têm possibilitado fazer isso. À ELAS O NOSSO MUITO OBRIGADO.


Parceria ACM X UERGS é sucesso

Quem imaginou que o frio ou a chuva fosse intimidar os voluntários se enganou. Cerca de 18 pessoas se uniram e realizaram uma das maiores limpezas do Parque Ecológico de Montanhismo Rio das Antas. Eram cerca de 09h30min da manhã de sábado quando duas Vans saíram da sede da ACM, levando estudantes e montanhistas ao Parque Ecológico de Montanhismo do Rio das Antas, em Flores da Cunha. Ao chegarem no local, após as apresentações, os voluntários foram divididos em grupos de 4 a 5 pessoas, onde cada grupo atuaria em determinada área do parque. O empenho e a dedicação dos grupos foi grande e ao final do dia já eram contabilizados mais de 15 sacos de detritos recolhidos. Além de ser muito gratificante lutar para ver nosso parque cada vez mais limpo, foi muito importante a parceria feita com os alunos da UERGS. A troca de conhecimentos e a ajuda destes alunos foi fundamental para a realização desta atividade. Ao final do dia houve uma confraternização entre as entidades e os alunos da UERGS puderam fazer um rapel de cerca de 30 metros, tudo com o auxílio dos sócios da ACM. Todos voluntários estão de parabéns pelo sucesso da limpeza e pela confraternização proporcionada pela atividade. Certamente essa será o início de outras parcerias e trocas de conhecimento com os alunos da UERGS, tudo em prol da preservação meio ambiente. Para finalizar, fica um agradecimento à Valter dos Reis de Oliveira, sócio da ACM e aluno da UERGS, que foi o idealizador da parceria das entidades.

25 de abril de 2004

Simulações de Resgate da ACM

As simulações de resgate tem virado rotina para os sócios da Associação Caxiense de Montanhismo. Somente nesse semestre foram programadas cerca de três simulações, em diferentes locais e com diferentes dificuldades. Todo planejamento técnico é feito pela diretoria técnica e sempre buscando inovar nos sistemas de cordas e polias utilizados, bem como sustentações dos feridos. A presença dos sócios é marcante e importante para que sua qualificação técnica melhore. O objetivo da ACM é qualificar seus sócios para que saibam agir corretamente diante de uma situação de perigo. A última simulação foi realizada no mirante Gelain, no Parque Ecológico de Montanhismo do Rio das Antas, em Flores da Cunha, e contou com a presença de cerca de 12 pessoas.

19 de abril de 2004

O basalto que não é

Um erro extremamente comum é o de acharmos que escalamos (aqui em Caxias do Sul e região) em Basalto, quando o que temos por aqui é o Riodacito. O Basalto é uma rocha de cor escura, variando do cinza-escuro ao preto e de grande densidade (um pequeno pedaço é bastante pesado). O Riodacito uma rocha de coloração clara, variando do branco-acinzentado ao cinza médio, podendo ser avermelhada e muitas vezes apresenta pequenas 'manchas' (com tamanho em torno de 1mm) de cor mais escura. Outra diferença marcante entre as duas rochas é que o Basalto não possui quartzo, que é o mineral que forma o conhecido cristal de rocha e seus variantes (ametista, ágata) enquanto o Riodacito possui quartzo que pode ser identificado como pontos (na maioria das vezes bem pequenos) com brilho igual ao de um pedaço de vidro. Em caso de dúvida, entre em contato com a diretoria técnica da ACM através do Fale Conosco.

Texto de: Ígor Tschoepke Goedel - Diretor Técnico da ACM

Escalada invernal no Cordón de Los Ansilta

Sempre que emprestava ou alugava meus equipamentos de escalada de alta montanha para uns amigos de Porto Alegre dizia: - Ô galera!!! Um dia vamos fazer uma escalada juntos. Chegou a hora!! O Leandro Bazotti (Baza) num contato telefônico antes do inverno já havia intimado para fazermos uma escalada invernal no Cordão dos Ansilta, próximo ao Cerro Mercedário, 6.776m, na Argentina. No início de Agosto de 2003, o Humberto Câmara Júnior (Suíça) me ligou solicitando meus serviços técnicos para a limpeza da fachada externa de uma empresa, num prédio de 22 andares, no centro de Porto Alegre e para logo depois irmos para a montanha com o Baza. Que loucura, 20 dias fora, arrumar tudo, organizar as contas, primeiros apoiadores: Foto Cine Caxias com o Aires e Prado Distribuidor com o Milton, pedir grana e coisas emprestadas, irmãs, amigos, empresas do ramo, muitas dificuldades em função de ser tudo em cima da hora, mas o que é pra ser será!! O Suíça e o Baza vieram com o apoio da Snake e da Vertex e o contato com a Transportadora Pellenz (para uma carona até Mendoza, na Argentina). Uma bonita e desgastante semana em Poa antecedeu a partida, que ocorreu em 15 de agosto as 13:30 horas na Pellenz em Caxias. No caminho, entre os municípios de Candelária e Cabrais Novos os enormes e convidativos paredões de rocha “Cerro Branco” e “Botucarai”. Após uma noite no ônibus da Marcopolo chegamos em Uruguaiana, na garagem da Pellenz, onde acertaram as papeladas para passar nas aduanas. Passando a noite no ônibus, na fila para entrar na aduana Argentina e saímos de Libris, somente as 18 horas de 17 de agosto.

O relato, agora, será transcrito conforme diário de anotações.

18.08.2003 - Entre Rio Cuarto e Mendoza passamos uma tempestade de areia, visibilidade a menos de dez metros, as 14:45 horas. As 20 horas chegamos em Maipu, de carona com Diego Tolin, nosso anfitrião, com quem tomamos umas caipiras nesta mesma noite.

19.08.2003 - Churrasco e soja tostada ao meio dia, Danilo, Diego, Mauricio. Afiamos as ferramentas técnicas (grampons, piolets e piquetas) com o Pink (Marcelo). Algumas de nossas ferramentas eram projetos de montanhistas caxienses. O Suíça foi com o piolet básico produzido pelo Ígor Tschoepke Goedel e eu fui com a piqueta técnica produzida pelo Thomas Schulze. Ambas demonstraram-se eficientes, com alguns detalhes a serem corrigidos. Valeu galera!!!

20.08.2003 - Diego nos levou ao terminal de ônibus de Mendoza onde pegamos ônibus para San Juan. Saia as 13 horas e custava 10 pesos. De San Juan pegamos ônibus para Barreal, 1700m. Saia as 19 horas e custou 15 pesos. Chegamos em Barreal a uma da manhã e bivacamos (grana restrita) na frente da cabana que Ramon Ossa, proprietário da pousada Dona Pipa, nos havia deixado reservada.

21.08.2003 - Cedo da manhã, víamos todo o cordão de montanhas, num total de sete, e ao lado delas, o Mercedário, 6770m. Acertamos o traslado para o sopé da montanha em troca de uma corda nova, cerca de 360 pesos, barato por sinal e com os mapas e as recomendações de Ramon, além de uma foto, escolhemos escalar o 3 de Ansilta. As 14 horas partimos com Diego Ossa (filho de Ramon) a bordo de uma Land Rover, 4x4, e logo cruzamos o Rio de Los Patos. Durante o caminho de aproximadamente 2 horas, Diego Ossa contou-nos sobre a fauna e flora local e sobre as civilizações que ali habitavam antigamente. A região que cruzamos é uma faixa fitogeográfica denominada “Puna”, com plantas realizando a fotossíntese somente nas pontas e outras, totalmente verdes, realizando a fotossíntese por completo. Plantas de caule e galhos duros e espinhentos, não ultrapassando um metro de altura. Ali mesmo haviam as nascentes de água chamadas “Vegas”, abrigando vida animal e vegetal a sua volta e algumas dessas nascentes sendo destruídas pelo pisoteio do gado ali introduzido pelo homem atual. Diego também falou-nos sobre as civilizações que ali viveram: os “La Fortuna” a aproximadamente 12000 anos antes de Cristo, “los Morrillos” a 8000 anos antes de Cristo e “Los Ansilta” de 2000 a.c. até 500 depois de Cristo. Disse que nenhuma das civilizações se conheceram e se extinguiram ninguém sabe por que. Viviam em grupos pequenos de no máximo 150 pessoas. Seus resquícios eram perceptíveis a olho através das pinturas nas grutas, dos resquícios de seus objetos de caca e dos restos de seus alimentos, sempre jogados no mesmo lugar, criando montes ainda existentes e de fácil pesquisa, inclusive com registros de pesquisadores universitários em 1973. Diego deixou-nos em “Morrillo Chato”, 2700m, onde haviam as principais grutas naturais e próximo de um refúgio parcialmente sem cobertura (telhado) onde nos apanhou nove dias depois. Ainda neste dia, já sozinhos, cruzamos um pequeno vale e no vale seguinte, conforme indicação do Diego, descemos uma grota de quase cinqüenta graus de inclinação (terrível com as big mochilas) que nos levou, já, a uma parte bem avançada do caminho de aproximação no vale principal e bivacamos na gruta de mais fácil aproximação e perto da água. Sensacional; fogueira e “sonho acordado” com os índios, que influenciaram toda a expedição, do início ao fim, positivamente é claro!! Principalmente no que se refere ao respeito e a preservacão do local. “O tema: lixo na montanha, posteriormente, foi apresentado à Associação Caxiense de Montanhismo para entrar em discussão no próximo cronograma de atividades”. Até aí, nesta gruta, a 2850m, foram umas três horas de trekking “pesado”.

22.08.2003 - Após um belo café da manhã, arrumamos as coisas e partimos vale acima. Bela e árida paisagem, pelos de guanaco na vegetação espinhenta. Após umas quatro horas ininterruptas, carregando tudo, montamos nosso segundo acampamento, novamente bivaque e bem mais exposto, a 3450m e atrás de uma grande pedra, acompanhada de um “servicinho” de deslocamento de pedras, montando uma contenção para o vento, também chamado de “pirca” pelos locais. A noite, dez graus negativos. Ainda conseguimos lenha, e com fogueira ficou mais fácil. Medo, saudade e pensamentos estranhos rondam minha cabeça.

23.08.2003 - Esperando o sol bater para levantar, +- 9 horas. Café legal e vamos subindo. Aproximadamente quatro horas de trekking “pesado” e já vendo o 3 de Ansilta, ficou mais animador montar o terceiro acampamento. Novamente exposto,
obrigando-nos a construir grandes pircas. Desta vez, montamos a barraca e construímos um platô na encosta, a 3650m.

24.08.2003 - Após uma excelente noite e depois um bom café da manhã, fizemos um trekking em direção ao campo base, observando 3, 4 e 5 de Ansilta e retornando, pensamos/calculamos a escalada final em aproximadamente 12 horas. Começamos a derreter gelo para obter água, até encher 3 térmicas e 3 cantis. “O Suíça ta se fazendo, meio mal, uma certa dor nas costas, talvez pelo excesso de peso que estávamos carregando. Ele esta passando diclofenaco dietilamonio (anti-inflamatório), mas já ta melhorando”. Eu e o Baza fomos subir um nevado de uns 100 metros, aproximadamente 45º de inclinação. Treinamos contenção de quedas, subida em zigue-zague e travessia sobre gelo e rochas, com os grampões; também algumas fotos promocionais. Jantamos polenta, tomates secos e um cogumelo cada? O chef Baza viajou.

25.08.2003 - O campo base é aqui mesmo. A cada momento aperfeiçoamos nossa rota de ataque, tornando-a mais rápida e segura, observando horário, sol e temperatura. Com o corpo doido dos tombos do treinamento, todos gemeram à noite, e peidaram.

26.08.2003 - Acordamos as 03:30 horas. Nos vestimos a rigor, tomamos café, enchemos as térmicas com chá quente e depois de tudo pronto, todo mundo fez cocô e se arruma tudo de novo. Partimos somente as 07 horas e chegamos no glaciar escolhido as 09 horas, conforme planejado. No caminho, chorei, lembrei-me da Elisa e do quanto eu a amo, eu sempre quero ir para a montanha, as vezes passando semanas longe, mas nos dias mais importantes (ataque ao cume) é que percebi que eu trocaria este momento, o mais importante, para estar ao lado da minha gata linda, caminhando, tomando café, encochando, amando, ai meu Deus!!! Tomara que estejas bem, estou louco de saudades. As 11:40 horas terminamos a escalada do glaciar, mais ou menos 250 metros. Logo depois fizemos uma travessia por rochas caindo e lembrei-me novamente da Elisa que avisou-me para ter cuidado com avalanche de pedras e entramos na aresta que leva à crista do cume. Passamos por baixo de um contraforte rochoso e entramos numa escalada de terceiro grau, com tudo caindo a aproximadamente 400 metros de desnível da crista que leva ao cume de 5600 metros. Estávamos a 4800 metros e ainda faltava muito para o cume, eram 13:40 horas, já havíamos subido 1000 metros de desnível em 7 horas. No caminho do ataque vimos os guanacos caminhando sobre desfiladeiros gigantes, acostumados a região árida e perigosa.Após a decisão de interromper a ascensão tínhamos todo o caminho de volta. Para tornar aparentemente mais fácil, decidimos descerpor outro glaciar, maior. Foi interessante, adrenante, perigosoe intercalando gelo duro e neve por mais de mil metros, até abase do glaciar, onde estava com as pernas doídas dos movimentos precisos e necessários para cravar os grampões. Continuamos descendo pelo rio de gelo, aproveitando os nevados mais fofos e descendo “culo patin” (contendo a queda) e controlando a velocidade com o piolet. Chegamos quase cambaleando ao campo 3, onde estava a barraca,próximo das 18 horas. Por três vezes tropecei com os grampões,uma em treinamento e duas no ataque ao cume. Chegamos na barraca, tomamos uma sopa, chá e dormimos lá pelas dez horas.

27.08.2003 - Amanheceu terrível, tudo nublado e congelado, o nosso café foi as 11:30 horas e ainda tínhamos que descer até o campo 1, na gruta. No caminho, passamos pelo campo 2 e recolhemos alguns materiais que havíamos abandonado, para não ter problemas com Los Ansilta. Chegamos ao campo 1 as 17 horas. Acendemos uma fogueira, jantamos e contamos histórias até a 01 hora.

28.08.2003 - Levantamos lá pelas dez horas, tomamos café, conversamos sobre os sonhos da noite e falamos mal da vida alheia, sem ressentimentos. Lá pelas 14 horas começamos a nos arrumar para descer até o refúgio, perto de Morrillo Chato. Descida interminável. No caminho visitamos mais umas grutas com inscrições indígenas e logo depois pudemos observar as grandes pegadas de puma. Interminável descida tentando encontrar o refúgio e após mais ou menos quatro horas achamos. Água perto, lareira, lamparina, “lenha”(pedaços da casa do Ramon Ossa) e só uma peca com telhado, alem de camas sem colchões. Luzes de Barreal (4 mil habitantes) ao fundo e frestas no telhado onde víamos as estrelas.

29.08.2003 - Noite tranqüila, dormimos bem. Ramon chega 10 minutos antes da hora, de Land Rover e as dez horas chegamos a Barreal. Banho, cerveja litro, pizza e “pão de banha”. Como o ônibus para San Juan só saia as 19 horas, Ossa conseguiu um transporte alternativo (bagageiro de uma caminhonete, junto com uma mudança. Primeiro o Suíça pede para trocar de lugar, abre a porta do bagageiro, em movimento, e vomita. Um minuto depois o Baza põe-se ao lado e também manda ver. Viagem terrível e as 19 horas partimos de Sam Juan para Mendoza.

30.08.2003 - Almoço com o “Grupo Esperança”, escaladas, dicas de ecologia, ACM e APECAM. A noite festa na casa do Diego Tolin, nosso anfitrião e novo grande amigo.

31.08.2003 - O Marcos me deu carona até a rodoviária onde me despedi da galera. Foi emocionante, parece que éramos amigos de infância.

01.09.2003 - Em Santa Fé, enquanto aguardava o ônibus para Libres, conheci um pessoal muito legal. Hugo Aladino Bonis, fez papel de guia e levou-me para conhecer a cidade, parcialmente destruída por uma enchente recente e ainda com muitos desabrigados, vivendo em barracas doadas por outros países. Uma triste visão mas um espírito de renovação no ar, com todos trabalhando para por as coisas em ordem.

02.09.2003 - Cruzo a fronteira de van, tento uma carona no posto dos imigrantes e acabo pegando o ônibus para Porto as 12:30 horas. Cheguei em Caxias a uma da manhã, feliz, endividado e com muita história para contar.

Alguns dias depois, recebi um telefonema do Baza dizendo para mim ligar para a SNAKE e combinar como retirar minha bota de trekking (Apinist), patrocinada. Nem acreditei, pareceu-me um reconhecimento pelos quatorze anos dedicados ao esporte do montanhismo. Pago para ver as aventuras e escaladas que passarei nos próximos dias em companhia deste excelente calçado.

Dia do Trabalho também é dia de limpeza e escalada

Para a Associação Caxiense de Montanhismo, o dia primeiro de maio terá uma outra conotação, além da tradicional. Será também o dia de cada um de nós trabalharmos pelo meio ambiente. A ACM promoverá a atividade e contará com a parceria da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), sendo esta uma atividade múltipla que englobará a limpeza no Parque Ecológico de Montanhismo Rio das Antas, a coleta de amostras de todos afluentes que existem no local e uma caminhada pelo Parque. Os estudantes da UERGS auxiliarão em todas as atividades, sendo a prática de uma realidade estudada em sala de aula e que será vivenciada pelos acadêmicos. Uma oportunidade para se aprender também fora de quatro paredes, colocando a mão na massa. Por este motivo, o empenho e a vontade de ajudar o meio ambiente a se recuperar do desgaste que vem sofrendo ao longo dos anos deverá ser a marca deste evento, por agregar pelo menos quatro distintos grupos: o grupo de montanhistas da ACM, o grupo de estudantes da UERGS, os membros da família Bordin e os membros da família Gelain (famílias estas onde se encontram, dentro de suas terras, a área do Parque).A limpeza do Parque será feita através da coleta na mata e das técnicas de rapel e ascensão em uma parede de aproximadamente 15 metros. Para esta tarefa será necessário a utilização de luvas. A tarefa de coleta de amostras d’água será importante para sabermos o nível da qualidade do líquido que dispomos no local. Vidros esterilizados serão fundamentais. Por último a caminhada será para mostrar a beleza do Parque e sua magnitude. Para encerrar a atividade, poderemos prestigiar o Pôr-do-Sol do mirante Gelain, um dos mais belos do nosso Estado em uma vista panorâmica de montes atravessados pelo Rio das Antas que segue seu fluxo no seu próprio compasso. A Diretoria da ACM e a Coordenação da Unidade de Caxias do Sul da UERGS estão de parabéns pela seriedade no trato da questão ambiental e pela atenção que estão dando na organização da atividade. Os membros da ACM e os estudantes da UERGS têm o privilégio de encaminharem uma atividade que tem todos os ingredientes para comemorarmos juntos o seu resultado. Torcemos todos para que esta parceria seja a primeira de muitas outras. Que assim seja.

13 de abril de 2004

Entrevista com Elisa Rosa Mendes

Entrevistamos a secretária da Associação Caxiense de Montanhismo, Elisa Rosa Mendes, e ela nos contou um pouco de sua relação com as escaladas, confira na íntegra o que a Elisa tem para dizer.

Olá Elisa! Conte para nós a quanto tempo você escala e como você foi se meter com esse negócio de montanhismo?

Olá! Fiquei lisonjeada de ter a honra de responder a entrevista. Bom, antes de me meter com o montanhismo, me meti primeiro com um montanhista, o Juliano, e escalo esporadicamente a 4 anos. Sempre gostei de esportes radicais e também de estar em contato com a natureza, o montanhismo uniu tudo de bom.

O que significa o Montanhismo na sua vida ?

Na minha vida o montanhismo significa: superação(dos limites e do medo) confiança (tanto nos equipos quanto no segurador,e essa confiança refletindo na vida pessoal) e contentamento, é muito bom dedicar algumas horas da semana para estar em lugares bonitos,esquecer os problemas e concentrar-se em subir.

O que você está achando da Associação esse ano e quais são suas expectativas no cargo de secretária?

Nos primeiros meses deste ano, percebo que o pessoal mais participativo está na maior pilha das atividades, continuando com o andamento dos projetos, criando coisas novas e literalmente, metendo a mão na massa. Acredito que este ano será produtivo e espero que isso atraia mais pessoas amantes do esporte para nossa associação. Minhas expectativas são de secretariar da melhor forma as reuniões para que as ‘‘pás’’ de idéias que lá surgem sejam bem usadas, e também espero aprender com essa nova experiência. Estou aberta a reclamações, sugestões, dicas e críticas, tudo que possa ser construtivo.

Fale um pouco sobre as mulheres e o Montanhismo.

Infelizmente poucas mulheres praticam este esporte em nossa região. Mas acredito que reverteríamos isso incentivando mais mulheres a participar, pois raramente uma menina vai acordar um dia e decidir ser uma escaladora, até mesmo pela cultura e educação dada as mulheres por isso depende de cada escalador convencer a namorada, amiga, mana, mãe, prima, enfim... Mas para as mulheres que simpatizam com o esporte é muito importante cada uma dar sua colaboração, como por exemplo, a Eve com os alongamentos pra galera e a Jana como diretora do meio ambiente. É isso ai mulherada, vamos invadir!!

Algum projeto futuro de escalada ?

Os projetos por enquanto estão todos na mente. Pretendo conhecer e escalar em Machu Pichu, quero ir ao Aconcágua, pelo menos até os 5mil, fazer a travessia do cânion da Fortaleza e um dia quero conseguir chegar no cume da via Face Norte, pois todas as vezes que fui lá sempre acontecia algo que tinha que abandonar antes do fim. E se possível gostaria ainda este ano de escalar em Bagé.

Dentro do montanhismo, qual seu maior sonho ?

Meu maior sonho é que todos montanhistas fossem conscientes quanto à ecologia, e que todas associações do R.S. e federação vivam em plena harmonia todos escalando muito, vários projetos aprovados e todos trocando informações dos picos...

Manda um recado para a galera aí !

Ai galera, não basta ser escalador, tem que participar, chegar junto. A ACM esta com um cronograma bem sortido de atividades, o Parque Ecológico de Montanhismo Rio das Antas está rolando e todas as quinta o pessoal esta na sede reunido. Não existe desculpa pra ficar parado. O esporte depende de cada um e as rochas e a natureza estão ai só esperando!! Um abraço!

11 de abril de 2004

ACM integra o FUNDEL

Com a criação da lei municipal nº. 6.160, de 17 de dezembro de 2003, a prefeitura municipal de Caxias do Sul passou a destinar recursos do orçamento municipal para projetos de desenvolvimento do esporte. Esse fundo passou a chamar-se de FUNDEL - Fundo de desenvolvimento ao Esporte e Lazer. Foi criada uma comissão para a avaliação dos projetos encaminhados pelos esportistas e a ACM está participando representando as Associações esportivas de Caxias do Sul. Também fazem parte da CAS (comissão de avaliação e seleção).


I - Conselho Municipal do Desporto:


Titular: Elizeu de Brito Evangelista

Suplente: João Carlos Spindler Mariani


II - Ligas e Associações Esportivas:


Titular: Alexandre Vieira (Associação Caxiense de Montanhismo)

Suplente: Lucas Hainzenreder Longhi (Associação Caxiense de Montanhismo)


III - Conselheiro da Plenária Temática do Esporte e Lazer:


Titular: Adão Plauto de Oliveira

Suplente: Luis Carlos de Albuquerque

IV - Clubes Esportivos e Recreativos:


Titular: José Carlos Brustolin (Recreio da Juventude)

Suplente: Juliano Demoliner (Recreio da Juventude)


V - Representante das Entidades de Pessoas portadoras de Deficiência:


Titular: Raquel Cassiana Girardi (APAE)

Suplente: Cassandra Gomes (CIDEF)


VI - Representante dos Diretoes de Esportes das Associações de Moradores de
Bairros:


Titular: Ruggero Gustavo Nesi (Panazzolo)

Suplente: Gervásio Longhi (Mal. Floriano)


VII - Representantes da Administração Municipal:


Cláudia Regina Bonalume (SMEL)

Ana Maria Feuerhermel (SMEL)

Sérgio Daví Bordin (SMEL)

Juvelina Tereza Onzi (SMEL)

Clarice Raubert Pinto (SMEL)


O edital para a escolha dos projetos já foi publicado e os projetos já estão em fase de votação. Para o próximo ano ainda não existe previsão orçamentária, entretanto já pode se ter uma idéia de como a seleção funciona. Portanto, mãos à obra pessoal. O fundo está aí e não adianta mais reclamar da falta de ajuda.

ACM realizou excursão ao Campo Behne em Ivoti

No dia 9 de abril a ACM foi até Ivoti, Colônia Japonesa, para conferir um dos maiores points de escalada do Rio Grande do Sul. A excursão contou com a participação de 11 membros da ACM que passaram o dia 'mandando ver' nas vias do local. O destaque fica para o tipo de rocha do local, o arenito, bem diferente do que estamos acostumados por aqui, onde predomina basicamente o Riodacito. O arenito é uma rocha que se "esfarela" toda hora e, nas vias mais tradicionais, pode se observar a rocha gasta no local onde é mais utilizado os pés e a mão. O local está bem conservado e as trilhas bem feitas indicam o cuidado com a preservação que está sendo tomado. Lá existe também um camping onde, por R$ 4,00 a diária, por pessoa, pode-se passar um ótimo final de semana. Por fim, a excursão foi muito divertida e todos ficaram com a imensa vontade de voltar ao local, o mais breve possível.

18 de março de 2004

Festa de Comemoração dos 10 anos do Clube de Montanhismo Ecológico Leão Gropo - Bento Gonçalves

No dia 6 de março de 2004 aconteceu a festa de 10 anos do Leão Gropo - Clube de Montanhismo Ecológico. Confira! A Festa foi um sucesso, com cerca de 60 convidados de Bento Gonçalves e 40 montanhistas de todo o RS, as atividades começaram com muita escalada nos points de Bento Gonçalves e Cotiporã e o jantar de confraternização e comemoração dos 10 anos do Clube de Montanhismo Ecológico Leão Gropo. Na noite os participantes também foram presenteados pela apresentação de Slides de Escalada na Europa por João Giacchin, escalador gaúcho com diversas rotas conquistadas em todo o estado, hoje morando na Espanha, tendo já escalado algumas das vias mais difíceis da Europa.No domingo tivemos a honra de sediar a reunião da Federação Gaúcha de Montanhismo ( FGM ) com a presença dos presidentes de todas as associações que fazem parte da FGM.Também tivemos a honra de receber o Sr. Edgar Kittelman, o precursor do montanhismo gaúcho, hoje com 71 anos de idade, pessoa muito respeitada por seus feitos. É importante salientar que por problemas de saúde, ele está impossibilitado de escalar, mas continua praticando sua aventuras a bordo de um caiaque construído por ele mesmo. Durante a Festa foi apresentado um novo ponto de escalada na região, este fica em Cotiporã. na Cascata dos Marins. São 09 vias já conquistadas e potencial para muito mais. Os participantes da festa estiveram conferindo as novas vias. No sábado foram cerca de 20 pessoas e no domingo mais de 30 pessoas escalaram no novo point, que tem muito mais a oferecer.

Publicação:
Alexandre Fiorin
Esporte Aventura
Clube de Montanhismo Ecológico Leão Gropo

13 de março de 2004

Curso de Resgate do Cosmo

Cosmo

Data do Curso: 03 a 17 de julho de 2004 de março a 31 de maio de 2004.
Número de vagas: 20 (vinte)
Local do Curso: Parque Estadual Pico do Marumbi (PR)
Carga Horária: Busca e Resgate (132 horas) e Emergências Médicas (44 horas). Total:176 horas

Valor:

R$ 900,00 para depósitos realizados até 31.03.2004;
R$ 1.100,00 para depósitos realizados até 30.04.2004;
R$ 1.200,00 para depósitos realizados at 31.05.2004

VAGAS LIMITADAS

CERTIFIQUE-SE da existência de vagas pelo e-mail cursos@cosmo.org.br

COMO SE INSCREVER

www.cosmo.org.br


Programa do Curso

Módulo Emergências Médicas em Resgates em Montanha

- Emergências Médicas no ambiente de Montanha
- Suporte básico e avançado de vida - Cinemática do trauma
- Atendimento inicial da vítima
- Exame primário - vias aéreas e respiraão - circulaão, controle de hemorragias
- Exame neurológico sucinto - Parada cárdio - respiratória RCP
- Exame secundário - Comunicaões - Informes sobre a situação da vítima
- Ferimentos, hemorragias e choque - Fraturas - bandagens
- Imobilizaão de extremidades - Trauma crânio encefálico
- Trauma raquimedular - Mobilização da vítima - Rolamentos, elevações
- Exercícios práticos - Imobilização da vítima - Tábua e maca
- Atendimentos simulados - Acidentes com animais peçonhentos
- Outras emergências médicas

Módulo Buscas e Resgate

- Fundamentos de Busca e Resgate
- Pré Planejamento
- Primeiro Aviso
- Planejamento e Estratégia
- Táticas
- Evacuação, Suspensão da Missão e Críticas
- Questões Administrativas e Jurídicas
- Rádio Comunicação
- Orientaão
- GPS
- Atividades Práticas

Módulo Ferramentas

- Equipamentos Metálicos
- Cordas
- Nós Básicos
- Equipamento Individual
- Nós Específicos
- Pontos de Ancoragem
- Sistemas de Ancoragem
- Oficina de Técnicas de Subida e Descida
- Atividades Práticas

Módulo Sistemas de Resgate

- Ambiente Vertical
- Transporte de Feridos
- Encordamento da Maca
- Descida em Terrenos Pouco Inclinados
- Resgate em Parede
- Descida e Recuperação
- Tirolesas
- Resgate com Helicóptero
- Atividades Prátic

29 de fevereiro de 2004

Resultados do 2º Troféu Festa da Uva de Escalada

Foi um sucesso o 2º Troféu Festa da Uva de Escalada na Academia Estica Vida. Os escaladores deram um show no último sábado mostrando o grande potencial gaúcho de escalada frente a todo Brasil. A competição foi dividida em quatro categorias (Iniciante, Pré-Master, Máster e Feminino), na categoria dos Iniciantes Felipe Carvalho mostrou ótimo preparo e encadenou todas as vias propostas pelo Route Setter. Nos pré-masters Guilherme Reis mostrou a boa disposição de sempre e não encontrou dificuldades para vencer. Já nos Masters, o Route Setter Jimerson Martta criou um show de dificuldade, com vias delicadas e emocionantes, que deram muito trabalho aos escaladores.

A colocação Final ficou a seguinte:

MASTER

1º - Marcos Vinicius Todero - Caxias do Sul - RS
2º - Antônio Nery - Porto Alegre - RS
3º - Lair Júnior - Porto Alegre - RS

PRÉ-MASTER

1º - Guilherme Reis (Academia Estica-vida) - Caxias do Sul - RS
2º - Douglas Araújo (Paiol e Yazigi Internexus) - Caxias do Sul - RS
3º - Eduardo Bailon - (Climb Wall) - Porto Alegre - RS

INICIANTE

1º - Felipe Carvalho - Caxias do Sul - RS
2º - Matheus Scopel - Caxias do Sul - RS
3º - Lucas Hainzenreder Longhi - Caxias do Sul - RS

FEMININO

1º - Elizangela Xavier - Caxias do Sul - RS
2º - Lilian Becktsuhako - (Mega Game e BP jeans) - Caxias do Sul - RS

A organização do campeonato e o Route Setter agradecem aos competidores, à Associação Caxiense de Montanhismo pelo empenho de seu pessoal, em especial ao Diretor Técnico Ígor Tschoepke Goedel, aos patrocinadores por incentivarem o esporte e ao Sr. Ademir e Laís dos Reis, proprietários da Academia Estica-Vida por todo apoio prestado. A organização do campeonato foi de Juliano Perozzo, Luis Marcelo Rodrigues e Thomas Schulze (Instrutores de Escalada da Academia Estica-vida). Os competidores foram premiados com Troféus e medalhas da Festa da Uva, agarras da Climb Wall e cheques-presente da Big Wall. Infelizmente alguns prêmios enviados por alguns patrocinadores chegaram atrasados e não puderam ser entregues aos vencedores. Por este motivo a Organização do campeonato irá reunir os vencedores e distribuir os prêmios. O local de entrega será a Sede da Associação Caxiense de Montanhismo, a data ainda será definida e os competidores serão avisados por telefone.

Apoio:

Associação Caxiense de Montanhismo (www.acm-rs.org.br)
Stone Henge Mountain (www.stoneh.com.br)
Big Wall (www.bigwall.com.br)
Equinox (www.equinox.com.br)
Climb Wall (climbingwall@pop.com.br)
Vertex Outsider (http://www.vertexoutsider.com.br/)
Sauro Agarras (http://www.agarrassauro.com/)

Route Setter: Jimerson Martta

26 de fevereiro de 2004

II Troféu Festa da Uva de escalada esportiva

II Troféu Festa da Uva de Escalada Esportiva

Organização: Juliano Perozzo, Luis Marcelo Rodrigues e Thomas Schulze (Instrutores de Escalada da Academia)
Estrutura: Muro de Escalada indoor da Academia Estica Vida

Apoio:

Associação Caxiense de Montanhismo (http://www.acm-rs.org.br/)
StoneHenge Mountain (http://www.stoneh.com.br/)
Big Wall (http://www.bigwall.com.br/)
Equinox (http://www.equinox.com.br/)
Climbwall Agarras (climbingwall@pop.com.br)
Vertex Outsider (http://www.vertexoutsider.com.br/)
Sauro Agarras (http://www.agarrassauro.com/)
Route Setter: Jimerson Martta
A competição conta com quatro categorias: Iniciantes, pré-master, máster e feminino, com premiação até o terceiro lugar de cada categoria. A premiação será em troféus, medalhas e camisetas promocionais da Festa da Uva 2004. A sua participação é importante.

Local: Academia Estica Vida
Fones: 221.8221 ou 214.6274
Horário: 09 horas
INSCRIÇÕES NO LOCAL